Estado anuncia lançamento de portal que dá transparência às listas de espera do SUS

Carteira Nacional de Saúde - Cartão do SUS de Dialison Cleber Vitti

A transparência dos serviços da saúde pública é uma das prioridades do MPSC, que trabalhou ativamente para que o Poder Público desse publicidade às listas de espera por procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou, nesta terça-feira (14/11), o funcionamento do portal com as listas de espera dos pacientes que aguardam por consultas, exames e intervenções cirúrgicas a serem prestados pelo SUS. De acordo com o portal, há mais de 600 mil pacientes aguardando por algum procedimento a ser realizado pelo Estado ou pelos Municípios, seja em estabelecimento público ou privado contratado com a rede pública.

A publicização das filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) de Santa Catarina na internet tem por finalidade cumprir as disposições da Lei Estadual Nº. 17.066, de 11 de janeiro de 2017, regulamentada pelo Decreto Estadual Nº. 1.168, de 29 de maio de 2017.

A partir da liberação das listas de espera para o público, é possível, por exemplo, que os interessados realizem a consulta da sua colocação a partir do número de CPF ou do Cartão Nacional de Saúde (CNS).

Também ficam disponíveis para consulta as listas de todos os pacientes, a partir da indicação da especialidade, que aguardam por agendamento de consulta, exame ou cirurgia, que já tiveram o procedimento agendado ou já foram atendidos no SUS. Em entrevista coletiva, a Superintendente de Serviços Especializados e Regulação da SES, Karin Geller, apresentou informações sobre implantação do sistema, capacitação dos profissionais envolvidos, carregamento dos dados de pacientes e detalhes sobre o acesso ao portal eletrônico.

Ainda, a Superintendente afirmou que o portal também será fundamental para fazer planejamentos de ações de saúde para os próximos anos. “O planejamento existia, mas sabendo a realidade da demanda reprimida, as ações para os próximos anos são mais fidedignas. Tendo o conhecimento de quantos procedimentos, exames e cirurgias estão aguardando para serem realizadas, podemos trabalhar com dados concretos”, explica a superintendente.

A Coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor do Ministério Público, Promotora Caroline Cabral Zonta, disse que há uma efetiva participação de todos os envolvidos nesse processo, Estado, municípios, Assembleia Legislativa e Ministério Público. “Estado e municípios se mostraram extremamente comprometidos em regular o acesso aos serviços do SUS e publicizar suas listas. Ou seja, estamos diante de uma política com critérios transparentes e objetivos, garantindo ao cidadão acesso à informação e a impessoalidade na gestão da coisa pública. Ajustes no sistema ainda serão necessários, mas o processo da publicização já foi iniciado”, explicou a Promotora.

Karin Geller, destacou que o cronograma para implantação foi cumprido nas datas estabelecidas. “Após 100 reuniões técnicas, realizadas em quatro meses, chegamos a um produto final. Estamos com 60 centrais de regulação ativas, outras 40 estão em processo de implementação. Até o final do ano, estaremos com 100 centrais de regulação em todo o Estado alimentando esse sistema. Em cinco meses, ampliaremos em mais de 200% a cobertura da regulação”, explica Karin.

O portal está disponível para consulta desde 1º de novembro. Como o sistema é novo, nesses primeiros dias pode haver algumas inconsistências no acesso das informações. A equipe da SES está pronta para corrigir as falhas. Os dados das listas de espera serão atualizados todas as segundas-feiras, pelo responsável da Central de Regulação.

O link para acessar as Listas de Espera SUS encontra-se aqui.

SAIBA MAISow.ly/I5DG30gzYGa

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Tire suas dúvidas sobre a fila de espera do SUS em Santa Catarina

O portal está disponível para consulta desde 1º de novembro. Como o sistema é novo, nesses primeiros dias pode haver algumas inconsistências no acesso das informações. A equipe da SES está pronta para corrigir as falhas. Os dados das listas de espera serão atualizados todas as segundas-feiras, pelo responsável da Central de Regulação. O link para acessar as Listas de Espera SUS encontra-se aqui.

  1. Quem terá direito a publicizar a Lista de Espera por meio da ferramenta webservice da SES?
    Terão direito a publicar sua lista de espera no sistema webservice da Secretaria de Estado da Saúde, exclusivamente os municípios que fizerem adesão ao Sisreg.
  2. Onde será publicada a Lista de Espera?
    A Lista de Espera será publicada em um sistema webservice desenvolvido pela Gerência de Governança em Tecnologia da Informação, em parceria com Gerência dos Complexos Reguladores, da Superintendência de Serviços Especializados e Regulação, ambas as gerências da SES.
  3. O que é um sistema webservice?
    Webservice é uma solução utilizada na integração de sistemas e tem por objetivo a comunicação entre sistemas diferentes. Para tanto, o Sisreg precisará gerar arquivos contendo regras gerais de layout. O arquivo então será importado no webservice, que servirá como um repositório de informações.
    Uma vez que todas as Centrais de Regulação utilizarão o mesmo webservice, o Estado terá condições de saber o tamanho real de suas Listas de Espera, auxiliando a todos com informações de gestão, respostas referentes a processos judiciais (impedindo que pacientes tenham sua posição na lista de espera alterada por benefícios concedidos de formas indevidas, e garantido que sua posição será alterada APENAS devido a sua classificação de risco/gravidade).
  4. Os municípios terão algum custo para a utilização da ferramenta webservice para Publicização das Listas de Espera?
    Não. A adesão ao Sisreg e respectiva implantação da Central de Regulação contemplará automaticamente o uso da ferramenta webservice.
    Sendo assim, o gestor municipal não precisará investir para adquirir ou desenvolver sistemas para atender à Lei 17.066/2017.
  5. Quem será responsável por alimentar a ferramenta webservice para Publicização das Listas de Espera?
    Cada Central de Regulação que tenha em posse o login de acesso de Administrador do Sistema Sisreg. Em Santa Catarina tem 59 Centrais de Regulação Ambulatoriais Municipais e uma Central Estadual de Regulação Ambulatorial (CERA), totalizando 60 centrais ativas.
  6. Quais são as informações que precisam ser atualizadas no sistema webservice de Publicização das Filas de Espera?
    Posição da Fila e Estimativa de Atendimento; Pacientes Agendados e Atendidos.
  7. Qual a frequência que deve ser alimentado o sistema webservice para Publicização das Listas de Espera?
    Os dados das listas de espera deverão ser atualizados todas as segundas-feiras, pelo responsável da Central de Regulação.
    Deverá ser levado em consideração que o Sisreg fica indisponível para geração de relatórios em determinados horários, portanto:

    1. SISREG Hospitalar – gerar relatório após as 16 horas;
    2. SISREG Ambulatorial – gerar relatório após 15 horas.
  8. Será realizado algum controle das Centrais de Regulação que NÃO atualizaram suas Listas de Espera?
    Sim. A Gerência dos Complexos Reguladores fará o controle de todas as Centrais de Regulação que não publicarem suas respectivas listas de espera e o secretário Municipal de Saúde será notificado.
  9. Como o paciente acessará sua posição na Lista de Espera?
    O paciente deve acessar o link https://listadeespera.saude.sc.gov.br/. Após isso, as pesquisas poderão ser realizadas pelo documento do paciente (CPF ou Cartão Nacional do SUS) ou por Central de Regulação e Procedimento (acessando Lista de Espera).

Fonte

Portal das consultas das listas de espera do SUS no Estado de Santa Catarina

Listas de Espera SUS/SC

Conheça o portal que foi desenvolvido para que o cidadão catarinense tenha acesso ás informações sobre a sua posição e previsão de atendimento nas listas de espera por serviços de saúde no Sistema Único de Saúde – SUS, em cumprimento à Lei Estadual 17.066 de 2017 e ao Decreto Estadual Nº. 1.118/2017. As pesquisas poderão ser realizadas pelo documento do paciente (CPF ou Cartão Nacional do SUS) ou por Central de Regulação e Procedimento. As informações inseridas nas listas de espera e nas listas de pacientes agendados e atendidos serão atualizadas semanalmente (todas segundas-feiras).

>>> Clique neste link e acesse o portal.

A ordem de agendamento e atendimento dos usuários é definida a partir de critério cronológico ou avaliação da situação clínica do paciente, visando, assim, atender a população catarinense de acordo com os princípios da universalidade e equidade no acesso aos serviços do SUS.

Dessa forma, eventual alteração na ordem de atendimento dos pacientes sem a observância dos parâmetros acima, ou, excepcionalmente, por ordem judicial, ensejará na investigação do responsável pela prática dos crimes de corrupção (art. 317 do Código Penal) e de inserção de dados falsos em sistema de informações (art. 313-A do Código Penal).

>> Clique neste link e acesse o portal.

Atuação do MP/SC na publicação das filas de esperas do SUS

Ministério Público de Santa Catarina

Antes mesmo da edição da Lei 17.066, o MPSC já tinha a transparência dos serviços da saúde pública como uma das suas prioridades. Em 2015, a instituição lançou o programa Transparência nas Listas de Espera do SUS, que integrou o Plano Geral de Atuação 2016-2017 da Instituição.

O programa preza pelo direito do cidadão de acesso à informação e possibilita a utilização das informações divulgadas pelo poder público para um melhor planejamento de contratações na área da saúde. Além disso, a ação também evitaria fraudes dos chamados “fura-fila” nos serviços do SUS.

O posicionamento do MPSC incentivou a aprovação do Projeto de Lei 438.5/2015, que exigia a transparência nas listas de espera do SUS, pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC). Desde 2015, quando o deputado Antonio Aguiar (PMDB) apresentou o Projeto, o MPSC passou a acompanhar a tramitação do mesmo na ALESC, reunindo-se com deputados e acompanhando as reuniões das comissões de Constituição e Justiça, de Saúde e de Trabalho, Habitação e Serviço Público.

Ainda em 2015 foram realizadas as primeiras reuniões do MPSC com a Secretaria de Estado da Saúde sobre o assunto da transparência na fila do SUS. Ao longo do ano de 2016 foram realizadas reuniões entre o MPSC e a Secretaria de Saúde para concepção do sistema que permitirá acesso pelo cidadão.

Em janeiro de 2016, o MPSC consultou os 295 municípios catarinenses para verificar se os serviços ofertados pelo SUS no âmbito municipal eram divulgados aos usuários, e o resultado foi que apenas nove deles informavam listas de espera na internet.

Outra ação do MPSC, paralela ao trabalho de fomento à divulgação das listas, foram as operações de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). O grupo identificou casos de corrupção na lista de espera de tratamentos de saúde no Sul de Santa Catarina, já em 2014, e mais recentemente na Grande Florianópolis, onde foi descoberta a fraude na lista de espera por exames no Hospital Celso Ramos, culminando na prisão de funcionários do hospital e vereadores da região.

Segundo a Coordenadora do CDH, fomentar as atividades do programa Transparência nas Listas de Espera do SUS “proporcionará ao Ministério Público conhecer a real demanda e oferta dos de serviço de saúde e que providências poderão ser adotadas para que haja mais eficiência na prestação desses serviços”.

Fonte

Alguns videogames são melhores para o cérebro que outros

Jogar videogame faz bem ao cérebro

Pelo menos nos últimos 10 anos, os cientistas têm afirmado que os jogadores de videogame apresentam melhor atenção visual, melhores habilidades de controle motor e melhor memória de curto prazo.

Mas será que esses benefícios podem ter um custo? Parece que sim, afirmam Véronique Bohbot (Universidade de Saúde Mental de Douglas) e Greg West (Universidade de Montreal).

Segundo eles, jogar videogames de ação regularmente reduz a matéria cinzenta no cérebro, particularmente na região do hipocampo envolvida na aprendizagem espacial, na navegação e na memória. O hipocampo é fundamental para uma cognição saudável. Quanto mais esgotado o hipocampo, mais uma pessoa corre o risco de desenvolver doenças cerebrais que vão da depressão à esquizofreniaTEPT e doença de Alzheimer.

Os jogadores que não usam estratégias de memória espacial, como marcos para navegar através de um jogo de tiro em primeira pessoa, mas que espontaneamente dependem de estratégias de resposta, como contagem e padronização para encontrar o caminho, são ainda mais afetados.

Depende da estratégia

Os pesquisadores primeiro investigaram diferenças na matéria cinzenta do hipocampo de jogadores de videogames e de pessoas que nunca jogam videogames. Os jogadores foram entrevistados para determinar as estratégias que eles empregam para navegar no ambiente do jogo.

Pessoas que usam a estratégia de navegação espacial resolvem uma tarefa de realidade virtual em um labirinto aprendendo a relação entre objetos-alvo e marcos específicos no labirinto. Já aqueles que se baseiam na resposta usam contagem, padronização e memorização de uma série de ações para lembrar sequências específicas ao longo do caminho.

Os exames mostraram que os jogadores de jogos de ação habituais têm significativamente menos matéria cinzenta em seu hipocampo, principalmente aqueles que usam estratégias de resposta.

Por outro lado, depois de receberem treinamento, houve um aumento na matéria cinzenta dos participantes que usaram estratégias espaciais dependentes do hipocampo. O crescimento foi observado no hipocampo ou na área do córtex entorrinal, particularmente no grupo de controle que treinou em jogos de plataforma 3D, e não nos jogos de ação em primeira pessoa.

“Estes resultados mostram que os videogames podem ser benéficos ou prejudiciais ao sistema do hipocampo, dependendo da estratégia de navegação que uma pessoa emprega e do gênero do jogo,” disse West.

Melhorar habilidades cognitivas

Os resultados também sugerem cautela ao usar jogos de vídeo para melhorar habilidades cognitivas, como memória visual de curto prazo e atenção visual.

“Embora os tratamentos de treinamento cognitivo que dependam de videogames de ação possam promover melhores habilidades de atenção visual, estes resultados mostram que eles podem estar associados a uma redução na matéria cinzenta do hipocampo,” completou West.

Diário da Saúde

Beber café, mesmo descafeinado, aumenta expectativa de vida

Café

Aqui está outro motivo para começar o dia com uma xícara de café: As pessoas que bebem café vivem mais tempo. O consumo de café foi associado a um menor risco de morte devido a doenças cardíacas, câncer, acidente vascular cerebral, diabetes e doenças respiratórias e renais.

Partindo de uma população de centenas de milhares de pessoas e acompanhando-as durante quase duas décadas, as pessoas que consumiam uma xícara de café ao dia mostraram-se 12% menos propensas a morrer no período em comparação com aquelas que não bebiam café. Esta associação foi ainda mais forte para aquelas que bebiam de duas a três xícaras por dia – uma chance de morrer 18% menor.

E há outra novidade: A mortalidade menor mostrou-se presente independentemente de as pessoas beberem café comum ou café descafeinado, sugerindo que a associação não está ligada à cafeína. E talvez ainda mais importante: Todos estes resultados foram agora aferidos para a maioria dos grupos étnicos, incluindo afro-americanos, japoneses-americanos, latinos e brancos.

“Não podemos dizer que beber café prolongará sua vida, mas vemos uma associação. Se você gosta de tomar café, beba! Se você não é um bebedor de café, então você precisa considerar se você deve começar,” disse a professora Veronica Setiawan, da Universidade Sul da Califórnia (EUA).

Café é bom para todos

O estudo, publicado na revista médica Annals of Internal Medicine, utilizou dados do Estudo de Coesão Multiétnica, um esforço colaborativo entre o Centro de Câncer da Universidade do Havaí e a Faculdade de Medicina da USC envolvendo mais de 215 mil participantes. Uma das grandes novidades deste estudo foi atestar os resultados para várias etnias.

“Até agora, poucos dados estavam disponíveis sobre a associação entre consumo de café e mortalidade em não-brancos nos Estados Unidos e em outros lugares,” escreveram os pesquisadores. “Essas investigações são importantes porque os padrões de estilo de vida e os riscos de doenças podem variar substancialmente em diferentes origens raciais e étnicas, e os resultados em um grupo podem não se aplicar necessariamente a outros”.

Como a associação foi registrada em quatro etnias diferentes, Setiawan e seus colegas afirmam que agora é seguro dizer que os resultados se aplicam a todos os grupos.

Diário da Saúde

O que e como serei quando envelhecer

Como serei quando envelhecer

Na década de 60, os Beatles lançaram a música When I’m 64 – Quando eu tiver 64 anos de idade, em tradução livre -, com a letra escrita do ponto de vista de um jovem para a sua amada, falando dos seus planos de envelhecer com ela e também sobre saber se o amor verdadeiro ainda estaria ao seu lado quando ele estivesse mais velho – depois de ter perdido seus cabelos e não ter mais ousadia a não ser para tricotar um suéter.

Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, decidiram fazer uma série de testes, questionários e experimentos com voluntários sobre o assunto. A conclusão geral é que a resposta para as questões do jovem apaixonado vão depender inteiramente dele, já que sua saúde e a saúde da sua amada podem ser ditadas pelas percepções do próprio envelhecimento.

“Crenças sobre o próprio envelhecimento são compartilhadas em casais, e essas crenças, além das convicções individuais, servem como previsões do futuro da saúde. Experiências individuais, tanto dos maridos quanto das esposas, em relação a atividades físicas e a doenças, são importantes para as crenças compartilhadas no presente e no futuro da saúde funcional,” detalhou a professora Shannon Mejia.

Em outras palavras, casais que tendem a ver o envelhecimento negativamente tendem a se tornar menos saudáveis e menos ativos do que casais que veem o envelhecimento positivamente – outros estudos já haviam mostrado que um conceito negativo sobre o envelhecimento piora a memória e a audição.

Cuidar da saúde e do envelhecimento

Como serei quando envelhecer

O assunto também foi abordado do ponto de vista ativo, e o que se verificou é que a autopercepção sobre o envelhecimento afeta se a pessoa cuida ou não da saúde em tempo hábil. Quanto mais negativamente uma pessoa visualiza seu envelhecimento, maior a chance de ela atrasar a busca por cuidados com a saúde e encontrar barreiras para procurar esses cuidados.

Esta associação entre autocontrole negativo do envelhecimento e atraso para cuidar da saúde persistiu mesmo após terem sido ponderados os fatores mais comuns para o retardamento dos cuidados com a saúde, como nível socioeconômico baixo, falta de seguro saúde e condições crônicas de saúde.

“Enquanto muitos estudos se concentram nos obstáculos financeiros e estruturais para cuidar da saúde, também é importante considerar como fatores psicossociais, emocionais e cognitivos estão afetando as decisões dos idosos na hora de buscar cuidados médicos,” disse a pesquisadora Jennifer Sun.

Outras conclusões dos estudos mostraram que as pessoas que experimentam a discriminação etária se sentem menos positivas sobre o seu próprio envelhecimento. E, conforme as pessoas envelhecem, sua tendência explícita em falar sobre as pessoas mais velhas melhora à medida que envelhecem, mas sua tendência implícita – como se sentem internamente sobre os companheiros mais velhos – se tornava mais negativa à medida que envelheciam.

Diário da Saúde

Devo retirar os dentes do siso se eles não estão doendo?

Dente do siso

Você deve retirar seus dentes sisos mesmo se eles não estiverem lhe causando dor? Há muita polêmica sobre este assunto, e mesmo os dentistas não conseguem chegar a um consenso. Por isso, o Dr. Hossein Ghaeminia, cirurgião bucal e maxilofacial da Universidade de Radboud (Holanda), decidiu adotar uma abordagem alternativa e verificar quais são os riscos de complicações ao se remover um dente do siso.

A ideia era verificar se a abordagem “extrair para evitar eventuais complicações futuras” não estaria trocando o duvidoso pelo certo, ou seja, um dano imediato em troca de um problema que poderia nunca ocorrer.

Análise caso a caso

O Dr. Ghaeminia começou realizando uma revisão sistemática do que já foi pesquisado neste campo, isto é, verificando todas as publicações científicas sobre o assunto. Como não encontrou provas suficientes para chegar a uma conclusão, ele realizou seus próprios experimentos.

A conclusão geral é não há uma resposta definitiva para a pergunta “Devo extrair meus dentes do siso que não causam dor” porque cada paciente deve ser considerado individualmente – o que pode causar complicações para um paciente não necessariamente irá incomodar outro.

“Por um lado, a intervenção cirúrgica é acompanhada por um risco de complicações, como infecções e danos ao nervo sensorial dos lábios e do queixo. Por outro lado, deixar um dente do siso sem problema no lugar pode, eventualmente, levar a mais danos aos dentes vizinhos,” explicou Ghaeminia.

Água filtrada em vez de antibiótico

Em termos estatísticos, a complicação mais frequente após a remoção de dentes do siso é a infecção. Ghaeminia então examinou quais fatores contribuem para o risco de infecção: “Pessoas com 26 anos ou mais e mulheres correm maior risco de infecção, mas fumar também parece ser um fator de risco”.

Ele também analisou se a infecção poderia ser prevenida simplesmente lavando a cavidade que continha o dente com água pura, como alguns dentistas alegam. De fato, ele comprovou a eficácia da medida.

“Em comparação com outras opções, como antibióticos, enxaguar com água filtrada é uma maneira relativamente barata e simples de prevenir a infecção após a remoção do dente. Os pacientes também podem fazer isso em casa,” recomendou Ghaeminia.

Diário Saúde

Limpar as mãos: água fria, água quente ou muito sabão?

Lavar as Mãos

É muito certo que lavar as mãos evita que espalhemos germes e fiquemos doente.

Mas sempre houve uma crença de que a água quente seria mais capaz de remover as bactérias do que a água fria. É mais um mito que cai por terra, um mito eventualmente criado pela sensação mais agradável que é lavar as mãos em uma água não muito fria.

“As pessoas precisam se sentir confortáveis quando estão lavando as mãos, mas em termos de eficácia [em remover bactérias], este estudo nos mostra que a temperatura da água utilizada não importa,” garante o professor Donald Schaffner, da Universidade Rutgers (EUA).

Água, sabão e esfregação

A Importância de Lavar as MãosPara chegar a essa conclusão, a equipe despejou altos níveis de bactérias inofensivas nas mãos de 21 voluntários, várias vezes ao longo de um período de seis meses. Em cada caso, eles a seguir lavavam as mãos em água com temperaturas de 15º C, 26º C ou 38º C, usando 0,5 ml, 1 ml ou 2 ml de sabão.

Curiosamente, nem o aumento da temperatura da água e nem um maior volume de sabão influíram significativamente na eliminação das bactérias. O que realmente fez a diferença foi lavar as mãos, esfregando uma na outra sob a água, por pelo menos 10 segundos.

“Embora não haja diferença entre a diversas quantidades de sabão utilizadas, é necessário estudar mais para entender exatamente quanto e o tipo de sabão necessário para remover micróbios nocivos das mãos,” disse Jim Arbogast, coautor da pesquisa. “Isso é importante porque a maior necessidade de saúde pública é aumentar a lavagem das mãos ou a desinfecção das mãos por trabalhadores na área de alimentos e pelo público antes de comer, antes de preparar os alimentos e depois de usar o banheiro.”

Recomendações

A agência de saúde norte-americana (FDA) tem entre suas diretrizes atuais a recomendação de que estabelecimentos que forneçam alimentos e restaurantes disponibilizem água a 38º C para lavagem das mãos. Este estudo não dá suporte a essa recomendação.

Os resultados foram publicados na edição de junho do Journal of Food Protection.

Diário Saúde

Falta de vitamina D na população por excesso de protetores solares

Vitamina D

Os resultados de uma revisão clínica publicada no Jornal da Associação Osteopática Norte-Americana revelam que quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo podem ter níveis deficientes ou insuficientes de vitamina D devido a doenças crônicas e à exposição solar inadequada relacionada ao uso de protetores solares.

“As pessoas estão gastando menos tempo lá fora e, quando saem, costumam usar protetor solar, o que basicamente anula a capacidade do organismo de produzir vitamina D,” disse o professor Kim Pfotenhauer, da Universidade Touro. “Embora queiramos que as pessoas se protejam contra o câncer de pele, há níveis saudáveis e moderados de exposição desprotegida ao Sol que podem ser muito úteis para aumentar a vitamina D.”

O Dr. Pfotenhauer afirma também que doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e aquelas relacionadas à má absorção, incluindo doença renal, doença de Crohn e doença celíaca, inibem a capacidade do corpo para metabolizar a vitamina D a partir de fontes alimentares.

Insuficiência ou deficiência de vitamina D

A vitamina D – na verdade considerada um hormônio, e não exatamente uma vitamina – é produzida quando a pele é exposta à luz solar. Existem receptores de vitamina D em praticamente todas as células do corpo humano. Como resultado, ela desempenha um amplo papel nas funções do organismo, incluindo a modulação do crescimento celular, neuromuscular e da função imunológica, e a redução da inflamação.

Os sintomas de insuficiência ou deficiência de vitamina D incluem fraqueza muscular e fraturas ósseas. Pessoas que apresentam esses sintomas ou que têm doenças crônicas que sabidamente diminuem a vitamina D devem ter seus níveis verificados e, se forem baixos, discutir opções de tratamento. No entanto, o rastreio universal não é necessário e nem prudente na ausência de sintomas significativos ou de doenças crônicas, dizem os responsáveis pela meta-análise, que reavaliou todos os estudos científicos disponíveis até o momento.

A boa notícia é que aumentar e manter níveis saudáveis de vitamina D pode ser tão fácil quanto passar de 5 a 30 minutos ao Sol duas vezes por semana. O tempo apropriado depende da localização geográfica de uma pessoa e da pigmentação da pele – peles mais claras sintetizam mais vitamina D do que peles mais escuras. É importante não usar protetor solar durante essas sessões porque fatores de proteção solar iguais ou maiores do que 15 diminuem a produção de vitamina D3 em até 99%.

“Você não precisa ir tomar banho de sol na praia para obter os benefícios,” disse o Dr. Pfotenhauer. “Uma simples caminhada com braços e pernas expostos é suficiente para a maioria das pessoas.”

Apesar de inúmeros estudos recentes mostrarem que a vitamina D tem mais benefícios do que se imaginava e que os benefícios de tomar Sol superam o risco de câncer de pele, está difícil contrapor o bom-senso a uma divulgação exagerada do uso de protetores solares. Mas parece valer a pena.

“A ciência tem tentado encontrar uma correspondência um-para-um entre os níveis de vitamina D e doenças específicas,” disse o Dr. Pfotenhauer. “Dado o papel geral da vitamina D no corpo, eu acredito que a vitamina D em níveis suficientes tem mais a ver com a saúde geral.”

Atualmente, a insuficiência de vitamina D no organismo é definida como entre 21 e 30 ng/ml (nanogramas por decilitro) e a deficiência é considerada abaixo de 20 ng/ml.

Fonte: Diário Saúde