Diocese de Rio do Sul e CEMEAR emitem nota de solidariedade ao povo Xokleng pelo assassinato do professor Namblá

Diocese de Rio do Sul e CEMEAR emitem nota de solidariedade ao povo Xokleng, pelo assassinato do professor Namblá

Cáritas Diocesana e Pastoral Indígena também assinam a nota. Nota de Solidariedade à Comunidade Indígena Xokleng de José Boiteux, SC

A Diocese de Rio do Sul, a CARITAS DIOCESANA, a Pastoral Indígena e o CEMEAR manifestam sua solidariedade, tristeza e indignação diante do assassinato do indígena Marcondes Namblá, indígena da comunidade Xokleng, ocorrido na madrugada do dia 1º de janeiro de 2018, na cidade de Penha, SC. Conclamamos e acreditamos nas esferas judicias, para que os fatos sejam devidamente apurados, esclarecidos e julgados. Que a justiça seja garantida tanto para o povo indígena quanto para a população que vive em situação de vulnerabilidade social.

Quem foi Marcondes? Um indígena xokleng; fez os primeiros estudos no Colégio em José Boiteux, sendo aluno estudioso, alegre e estimado por todos, como declara sua professora Ir. Isabel Venturi. Fez Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em nota divulgada pela coordenação do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC, do qual a vítima era graduada, lamentou o assassinato, afirmando:

Perdemos a criatividade, o brilhantismo, a originalidade e sensibilidade, o empenho, o vigor e os horizontes de Marcondes. Ficamos com a memória, feitos, reflexões, sua alegria, competência e habilidade!

Foi líder do povo Laklanõ-Xokleng. Era casado e tinha cinco filhos. Era professor e orientador da língua Xokleng e lutava para fortalecer este idioma, na escola indígena de José Boiteux. Foi juiz eleitoral das últimas eleições das oito aldeias indígenas, por ser considerado um homem calmo e honesto, gentil, não consumia álcool e não arrumava confusões, fazia trabalho voluntário no curso, afirma seu povo.

Lamentavelmente este assassinato não é fato casual, ele demonstra uma agressão contra a vida dos indefesos, como ocorre com frequência em comunidades, negras e nas periferias sociais. A indiferença diante desse tipo de barbárie social gera insegurança e incentiva a violência. Oxalá a impunidade não prevaleça também neste caso?

A Diocese de Rio do Sul, a Caritas Diocesana, a Pastoral Indígena e o CEMEAR, manifestam sua solidariedade com a família e toda a comunidade Xokleng.

Ao mesmo tempo intercedem a Deus para que a Campanha da Fraternidade deste ano, com o tema “Fraternidade e superação da violência”, e o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), se tornem realidade em nossa sociedade!

Marcondes será lembrado, porque se tornou semente de vida e de coragem, regadas com seu sangue derramado injustamente

Jornal Alto Vale

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Projeto da Defesa Civil catarinense para as barragens do Vale do Itajaí

Existem três barragens no alto vale do Itajaí: Barragem Norte, em José Boiteux, Barragem Sul, em Ituporanga e Barragem Oeste em Taió. As barragens são paredões que servem para conter o curso do rio que avança para as cidades. Quando o volume de chuva é grande, a barragem serve como obstáculo, freando a velocidade do curso do rio e evitando que a água invada os municípios.

Quando o acúmulo de água excede a capacidade do reservatório, as estruturas são abertas, gradativamente, para evitar alagamentos no entorno das barragens. Também quando o nível do Rio Itajaí-Açu está diminuindo e não há mais risco de cheia. O DEINFRA decide se abre ou fecha as comportas. Da sede em Florianópolis a decisão era comunicada aos operadores das barragens. Com este novo sistema será possível abrir e fechar automaticamente da Capital, diminuindo drasticamente o tempo de resposta às contingências de cheias na região do vale do Itajaí.

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