Santa Catarina gera mais de 8 mil vagas de emprego em setembro, o segundo melhor resultado do país

Emprego com carteira assinada

Santa Catarina voltou a ser destaque nacional na geração de empregos. Em setembro, o Estado gerou um saldo de 8.011 novas vagas de trabalho com carteira assinada, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado na tarde desta quinta-feira, 19. Entre todos os estados, Santa Catarina ficou em segundo lugar no mês, atrás apenas de Pernambuco, que registrou saldo de 13.992 novos empregos. No Brasil, o saldo foi de 34.392 postos de trabalho.

O governador Raimundo Colombo comemorou o bom desempenho. “A geração de emprego é um fator essencial para a retomada da economia e ver Santa Catarina se destacando mais uma vez confirma que estamos no caminho certo e que o pior já passou”, avaliou.

Entre os desempenhos por setores, destaque para a indústria (saldo de 2.696 em setembro), para o segmento de serviços (2.501) e para o comércio (2.072). O número de setembro também representou o melhor resultado para o mês desde 2013, quando foi registrado saldo de 11.224 vagas em setembro daquele ano.

Santa Catarina já tinha ficado em segundo lugar na geração de empregos em agosto, com um saldo de 6,1 mil vagas, atrás apenas do resultado de São Paulo, que naquele mês registrou 17,3 mil novas vagas.

Secretaria de Estado de Comunicação – Secom

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Começa neste domingo, na Espanha, a maior regata do mundo que estará em Itajaí em abril

Volvo Ocean Race

O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, participa neste domingo, 22, em Alicante, na Espanha, da largada oficial da 13ª edição da Volvo Ocean Race (VOR), que, em abril de 2018, estará em Itajaí, única parada na América do Sul da maior e mais difícil regata do mundo.

“Itajaí será o centro do mundo da vela em abril do ano que vem”, definiu o secretário Pavan. O município do Litoral Norte catarinense recebeu o evento pela primeira vez na regata 2011-2012, quando mais de 250 mil pessoas visitaram a Race Village montada para a competição. Na edição 2014-2015, recebeu novamente o evento e foi a segunda maior etapa em público, com mais de 350 mil pessoas.

Itajaí será o oitavo porto da regata. Após largar em Alicante, os barcos passarão por Lisboa (Portugal), Cidade do Cabo (África do Sul), Melbourne (Austrália), Hong Kong, Guangzhou (China), Hong Kong novamente e Auckland (Nova Zelândia). Após a parada catarinense, as embarcações seguirão a Newport (Estados Unidos), Cardiff (País de Gales), Gotemburgo (Suécia) e Haia (Holanda). A chegada à última estação está prevista para 20 de junho do ano que vem.

Em Itajaí, a Vila da Regata ficará aberta ao público de 5 a 22 de abril. A previsão é que os primeiros barcos cheguem ao Litoral catarinense no dia 8, após a parte mais difícil da prova, a passagem pelo Cabo Horn, no Extremo-Sul do planeta, que é considerado o mar mais radical do mundo.

No dia 20 de abril, será realizada a In-Port Race, uma competição que acontece nos locais de parada. No dia 21, os barcos estarão abertos ao público e, no dia 22, será a partida das sete equipes competidoras para o próximo porto. A estimativa é que a passagem da prova pela cidade gere mais de R$ 50 milhões em negócios para Santa Catarina.

O que é a Volvo Ocean Race?

A Volvo Ocean Race é conhecida como a competição mais longa e mais dura no esporte profissional e como um dos três grandes eventos no mundo da vela, ao lado dos Jogos Olímpicos e da America’s Cup. Considerada a Fórmula-1 dos Mares, a VOR terá na edição 2017-2018 a distância mais longa de sua história, navegando por quatro oceanos e com paradas em 12 cidades de cinco continentes, num total de 45 mil milhas náuticas.

Não há prêmio em dinheiro para os vencedores, mas ver o seu nome gravado em um dos anéis de prata que compõem o troféu da Volvo Ocean Race é considerada a maior recompensa para os competidores.

Transmissão ao vivo

O início da corrida será transmitido ao vivo em www.volvooceanrace.com e em www.facebook.com/volvooceanrace a partir das 13h30 pelo horário local (9h30, horário de Brasília).

Governo do Estado de Santa Catarina
Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL)
Assessoria de Comunicação

Volvo Ocean Race 2017-2018

Trecho do Centro de Ilhota ficará de fora da revitalização da rodovia Jorge Lacerda

Afinal, como será a revitalização da Rodovia Jorge Lacerda? Bem, de acordo com a publicação da imprensa golpista (segue o link) e do vídeo mostrando o projeto técnico da reforma, produzido pelo Governo de Santa Catarina – Regional Blumenau na sua fan page no Facebook e postado sem autorização em meu canal no youtubeserá por conta do Governo do Estado de Santa Catarina, mas o trecho urbano de #Ilhota nem asfalto novo terá. No trecho de Ilhota, Capital Catarinense de Moda ìntima, Praia e Fitness, entre os Km’s 12,2 e 14,1, não haverá revitalização porque o trecho da rodovia foi municipalizado e é de responsabilidade da prefeitura.

Nem sempre a municipalização faz bem pra cidade e eu sou totalmente contra essa política. Mas eu fico tranquilo, já que essa tal revitalização foi promessa de campanha do prefeito Dida Oliveira e ele vai fazer, porque isso é mais um sonho dele.

Falando em revitalização, quando é que irão acionar e por em funcionamento daqueles semáforos lá da Avenida Ricardo Paulino Maes, eim? Quanta grana jogado fora que não serviu absolutamente pra nada. Vou aproveitar e encaminhar essa minha indignação ao Vereador Rogério para que ele proceda com os encaminhamentos.

Mais de cem municípios de SC já receberam equipamentos agrícolas da Secretaria da Agricultura em 2017

Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca investe na aquisição de equipamentos para fortalecer a agricultura familiar catarinense

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca investe na aquisição de equipamentos para fortalecer a agricultura familiar catarinense. Só em 2017, foram mais de R$ 11,5 milhões destinados para compra de 431 equipamentos agrícolas que hoje completam o parque de máquinas de 135 municípios.

Os recursos para aquisição de todos esses equipamentos são provenientes de convênios com o Governo Federal, R$ 2,1 milhões, e de recursos próprios da Secretaria da Agricultura, que somam R$ 9,4 milhões. Entre as máquinas repassadas para os municípios estão tratores, ensiladeiras, kits fenação, roçadeiras, carretas agrícolas, plantadeiras e conjuntos de inseminação artificial.

Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, os equipamentos ajudam a diminuir a penosidade do trabalho no campo e acabam fortalecendo a agricultura familiar, que é a base da economia de grande parte dos municípios catarinenses. “Nós procuramos atender todos os municípios de alguma forma porque é lá que vivem as pessoas e onde se sente as maiores necessidades de apoio”, ressaltou.

A última entrega aconteceu nesta segunda-feira, 19, quando tratores foram cedidos para 22 prefeituras. Os equipamentos foram adquiridos em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), via emenda parlamentar, num investimento de R$ 1,6 milhão.

Os municípios beneficiados foram Guaramirim, Ilhota, Irineópolis, Major Gercino, Peritiba, Gaspar, Riqueza, São Lourenço do Oeste, Biguaçu, Xavantina, Cunhataí, Rancho Queimado, Ponte Serrada, Urussanga, Armazém, Presidente Nereu, Saudades, Luzerna, Vidal Ramos, Petrolândia, Irani e Camboriú.

Em seu discurso, Sopelsa destacou a excelência do agronegócio e o diferencial dos agricultores catarinenses. “As grandes empresas escolhem investir em Santa Catarina porque temos aqui homens e mulheres trabalhadores, que não medem esforços para crescer. É na diversidade de nossa cultura e na dedicação de nossos agricultores que está o segredo do nosso sucesso”, disse.

Representando os municípios atendidos, o prefeito de Presidente Nereu, Isamar de Melo, falou sobre a importância dos equipamentos para a economia local. “Nosso município é essencialmente agrícola. É na agricultura familiar que está baseada a nossa economia e os equipamentos são de grande valia para todos nós”, afirmou.

Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
Assessoria de Imprensa

Junho Vermelho: Hemosc reforça importância da doação de sangue especialmente no inverno

Doação de sangue de Dialison Cleber Vitti

A doação de sangue é fundamental para atender emergências, cirurgias e pacientes que necessitam de constantes transfusões. Por isso, no Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, o Hemosc reforça a importância de fazer a doação em todas as épocas do ano, especialmente no inverno, quando os estoques de sangue estão reduzidos no estado. O Governo de Santa Catarina regulamentou a Lei nº 16.694, que institui o mês do Junho Vermelho.

De acordo com a diretora geral do Hemosc, Denise Linhares Gerent, as doações costumam cair em Santa Catarina no inverno. “Principalmente por causa do frio, muitas pessoas deixam de doar e, com isso, os nosso estoques caem e nós acabamos tendo problemas de abastecimento e de atendimento das solicitações”, explica.

Em Santa Catarina, a demanda por sangue é maior nas regiões do Vale do Itajaí, Norte do estado, Grande Florianópolis e na região de Chapecó. “São as regiões que atendem mais procedimentos de alta complexidade, além de cirurgias ortopédicas e cardíacas e atendimentos oncológicos; além de ter maior ocorrência de acidentes automobilísticos”, destaca Denise.

Mas a doação pode ser feita em hemocentros de todo o estado. Os endereços e horários de atendimento das unidades do Hemosc de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages e Tubarão estão disponíveis em www.hemosc.org.br.

Para ser um doador de sangue é preciso ter entre 18 e 69 anos (doadores de 16 e 17 anos de idade precisam de ter autorização formal e estar acompanhados dos pais e/ou responsável legal), ter mais de 50kg e estar em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados.

Os intervalos entre as doações devem ser de 90 dias para as mulheres, podendo realizar três doações em um ano; e de 60 dias para os homens, com quatro doações ao longo de 12 meses.

Todo o processo de doação leva, em média, 50 minutos e não traz riscos para a saúde. “Todo material é descartável e não pode ser reutilizado, então não há risco de contaminação. Algumas pessoas podem ficar um pouco tontas ou com enjoos, mas isso passa rapidamente e sem maiores riscos para o doador”, destaca Denise.

A diretora geral do Hemosc ressalta ainda que o Dia Mundial do Doador de Sangue é para agradecimento, mas também para conscientização. “Em Santa Catarina, nós conseguimos atender a nossa comunidade porque a população é bastante parceira e solidária, mas no inverno é preciso reforçar essa necessidade”, explica.

Recomendações para quem vai doar sangue

  • Evite o jejum e faça refeições leves e não gordurosas nas quatro horas que antecedem a doação;
  • Evite o uso de bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;
  • Leve um documento de identidade com foto: RG., carteira profissional, carteira de motorista etc;
  • Não fume por no mínimo duas horas após a doação;
  • Nas 12 horas após a doação, não pratique exercícios físicos e atividades perigosas;
  • Permaneça no serviço hemoterápico após a doação por 15 minutos;
  • Não forçe o braço em que foi realizada a punção no dia da doação;
  • Retire o curativo quatro horas após a doação.

Quem não pode doar sangue

Quem tem ou teve as seguintes doenças: hepatite após os 11 anos de idade, hanseníase, hipertireoidismo e tireoidite de Hashimoto, doença autoimune, doença de Chagas, Aids, diabetes e câncer. Já quem tem problemas cardíacos precisa de avaliação e declaração do seu cardiologista.

Fonte: Governo do Estado de Santa Catarina

Defesa Civil orienta interessados em ajudar cidades atingidas pelas chuvas

Defesa Civil SC

Procurar a unidade da Defesa Civil do seu município é o primeiro passo para quem está disposto a ajudar no atendimento de famílias atingidas pelas chuvas dos últimos dias. O secretário adjunto da Defesa Civil, Fabiano de Souza, explica que os voluntários devem se identificar junto às unidades municipais, informarem as funções para qual estão habilitados para exercerem e aguardarem a convocação no momento oportuno para o auxílio.

“O mais importante é que as pessoas sigam as orientações dos órgãos da Defesa Civil de cada município. Muita gente está precisando de ajuda e esse trabalho voluntário é muito importante, mas o cenário é de risco e são necessários cuidados para garantir a segurança de todos”, afirma o secretário.

A necessidade de doação de materiais também deve ser consultada com as equipes da Defesa Civil de cada cidade. As unidades municipais são órgãos independentes, vinculadas às prefeituras, que trabalham em parceria com o órgão estadual. Para acionar a Defesa Civil de cada município, o voluntário deve ligar para a central 199 ou procurar a prefeitura.

O secretário Souza lembra, ainda, que apesar da trégua da chuva nesta terça-feira, 6, a previsão é de que a partir desta quarta-feira, 7, volte a chover de forma mais significativa em diferentes regiões do Estado, com a situação se acentuando na quinta-feira. “Então, as pessoas que saíram das suas casas, procuraram um abrigo ou se alojaram na casa de parentes ou amigos, devem aguardar mesmo com a trégua de hoje (terça). A situação ainda é crítica e qualquer chuva nesse momento pode elevar os níveis dos rios e há riscos de deslizamentos”, ressalta.

Antes de tentar voltar para casa, a orientação é consultar a Defesa Civil do município para confirmar a liberação da área. Para os próximos dias, a atenção é maior principalmente para as regiões Oeste, Planalto Serrano e Vale do Itajaí.

Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado de Comunicação – Secom

SC regulamenta lei para divulgação de nomes dos responsáveis e chefes de plantão em estabelecimentos de saúde

Mapa de Santa Catarina

Lei que estabelece a obrigatoriedade da divulgação dos nomes dos responsáveis administrativos e médicos encarregados pelas chefias de plantão em estabelecimentos de saúde em Santa Catarina foi regulamentada por decreto editado pelo governador Raimundo Colombo e publicado nesta quinta-feira, 27.

A medida prevê que hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais estabelecimentos de atendimento à saúde localizados em Santa Catarina disponibilizem, em local de fácil visualização, nas entradas principais de acesso ao público, sistema de informação identificando os profissionais escalados para a prestação dos serviços.

As informações deverão ser atualizadas diariamente e conter nome completo, número do registro profissional e horário de trabalho do responsável administrativo pela unidade de saúde, bem como dos médicos responsáveis pelas chefias de plantão, dos médicos plantonistas e dos enfermeiros e técnicos de enfermagem escalados para o turno.

A divulgação deverá ser feita, preferencialmente, em uma das paredes internas próximas à recepção, por meio de relatório impresso e atualizado, quadro branco escrito com pincel atômico ou monitor eletrônico de, no mínimo, 14 polegadas. Além disso, o sistema deverá informar ao usuário como fazer uma reclamação se houver descumprimento dos horários de atendimento ou falta dos plantonistas, assim como informações que contribuam para melhorar a eficiência dos serviços de atendimento à saúde pública.

A responsabilidade de divulgação, controle e atualização das informações determinadas na lei é do gestor da unidade de saúde. Disponível no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 27, o decreto 1.140/2017 regulamenta a lei 15.048/2009, atualizada pela lei 17.030/2016, que entrou em vigor em março deste ano.

Secretaria de Estado da Casa Civil de Santa Catarina
Assessoria de Comunicação

Safra recorde de mel em Santa Catarina

Produção de mel em Santa Catarina

Até o final abril Santa Catarina terá colhido mais de 7,5 mil toneladas de mel, uma safra recorde no território catarinense. A produção ficou em 25 quilos por colmeia, superior à média dos últimos anos, que foi de 20,42 quilos. No Brasil essa média fica em 10 quilos por colmeia. Há cinco anos, a média catarinense era de 13 quilos por colmeia.

O acompanhamento mais frequente da Epagri, que triplicou seus atendimentos a apicultores nos últimos três anos, resultou em melhorias no manejo e adoção de novas tecnologias pelo produtor. Soma-se a isso as condições climáticas adequadas e o capricho e empenho dos apicultores para se chegar ao aumento de 20% na produtividade por colmeia verificado nesta safra.

A safra do mel acontece entre agosto e janeiro, meses em que é colhida 70% da produção. O restante é coletado entre fevereiro e abril, quando acontece a safrinha.

Apesar da grande produção, o preço pago ao apicultor catarinense se mantém em alta. O mercado está pagando entre R$ 12,00 e R$ 13,00 o quilo do mel no atacado, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Esse valor é o dobro do pago pelo mel da Argentina e do Uruguai, por exemplo.

“Essa grande valorização é resultado da qualidade do nosso mel, produzido sem o uso de químicos, diferente de outros países”, explica Ivanir Cella, coordenador de apicultura da Epagri. Segundo ele, é o emprego de manejo adequado e de tecnologias nos apiários que permite a produção do mel em grande escala sem uso de aditivos químicos.

Graças à alta qualidade do mel produzido, Santa Catarina passou a ocupar nessa safra a posição de maior exportador do Brasil e se mantém em terceiro no ranking nacional de produtores. Nosso Estado também é o líder nacional em produção por quilômetro quadrado, com 62,85kg/ km²/ano, enquanto que no restante do território nacional essa média é inferior a 5kg/ km²/ano.

Metade do mel catarinense é exportada e 42% do total produzido tem certificação orgânica. Esse alto nível, somado ao aroma e ao sabor proporcionados pela diversidade da flora catarinense, deu ao mel barriga-verde o reconhecimento como um dos melhores do mundo, tendo recebido vários prêmios internacionais nos últimos anos.

Para além da produção em expansão, o grande valor da apicultura catarinense para a economia do Estado se concentra no trabalho de polinização das abelhas, que tem impacto no ganho de produtividade da maçã, pera, ameixa e outras culturas. São cerca de 315 mil colmeias existentes no território catarinense, 45 mil delas alugadas para polinizar macieiras.

O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura, José Soares de Aragão Brito, lembra que o segmento tem perspectivas promissoras no Brasil, já que nos próximos dez anos o mercado mundial deve aumentar sua demanda de mel em 170 mil toneladas. “O Brasil só atinge 10% do seu potencial produtivo”, calcula.

Ele lembra ainda que o próprio consumidor brasileiro está despertando para o consumo do produto. Cada brasileiro consome em média 120 gramas de mel por ano. Na Suíça, por exemplo, essa média é de 2 quilos por pessoa.

Para Aragão, Santa Catarina se diferencia dos outros Estados na apicultura principalmente pelo envolvimento dos entes públicos. “A Epagri é um exemplo nacional de assistência técnica na área. Trata-se de uma questão de gestão pública”, afirma o presidente da Confederação.

Santa Catarina sedia também as duas maiores empresas exportadora de mel do Brasil, entre elas a Prodapys, que fica em Araranguá e prepara para abrir ainda neste ano a maior unidade industrial da América Latina voltada para exportação de mel. Célio H. M. Silva, proprietário da empresa, reclama maior atenção para o setor. “É fundamental que sociedade perceba a importância estratégica da apicultura não só na economia, mas também na subsistência da vida humana”, destaca o empresário.

Mais informações com Ivanir Cella, coordenador de apicultura da Epagri, pelo fone (48) 98801-8269.

Vencida mais uma etapa para realização do Fundam 2

Fundo de Apoio aos Municípios - Fundam

A proposta para a realização da segunda edição do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam) foi aprovada pela equipe da Secretaria do Tesouro Nacional, em audiência com o governador Raimundo Colombo nesta terça-feira, 18, em Brasília. Agora o Governo do Estado tratará da liberação dos valores com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Uma primeira audiência com a equipe do banco está prevista para esta quarta, 19, no Rio de Janeiro.

“A secretaria de Tesouro Nacional nos autorizou a fazer o acordo com o BNDES e desenvolver o contrato. Era o que precisávamos. É uma grande notícia para Santa Catarina porque o Fundam é um programa que atinge os 295 municípios catarinenses, permitindo que a gente realize investimentos extraordinários em cada um deles”, destacou Colombo. O valor previsto para o financiamento que vai garantir a segunda edição, a ser lançada já no segundo semestre deste ano, é de R$ 700 milhões.

Criado pelo executivo estadual, o Fundo de Apoio aos Municípios foi estruturado para partilhar recursos entre todas as cidades catarinenses de forma criteriosa, objetiva e apartidária, proporcionando investimentos importantes, especialmente nas áreas de saúde, educação, saneamento básico e infraestrutura. A primeira edição garantiu o repasse de mais de cerca de R$ 600 milhões para as prefeituras catarinenses realizarem obras que o próprio município escolheu como prioridade. Em janeiro, em reunião com o presidente Michel Temer, o governador Colombo já havia recebido o aval para promover a segunda etapa do Fundam.

Os secretários de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, da Comunicação, João Debiasi, e de Articulação Nacional, Acélio Casagrande, acompanharam a audiência desta terça, com a sub-secretária de relações financeiras intergovernamentais da secretaria do Tesouro Nacional, Pricila Santana.

Recursos para a saúde

Ainda na tarde desta terça, a comitiva liderada pelo governador Colombo participou de audiência no Ministério da Saúde, com a presença do secretário de Atenção à Saúde, Francisco Figueiredo. “A grande preocupação da gente é aportar recursos na área da saúde, onde estamos trabalhando com um déficit muito grande. E estamos negociando com o ministério uma forma de agilizar os repasses federais para programas como o mutirão das cirurgias”, explicou Colombo.

Governo do Estado de Santa Catarina
Secretaria de Estado de Comunicação – Secom
Assessoria de Imprensa

Renda de empreendimentos da agricultura familiar cresce 118% em Santa Catarina

agricultura familiar em Santa Catarina

Um estudo de avaliação de impacto realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri) mostrou que o valor das vendas dos empreendimentos da agricultura familiar que aderiram ao programa SC Rural cresceram mais de 118% nos últimos seis anos, enquanto os empreendimentos não apoiados tiveram um amento mais modesto, de 44%. Em parceria com o Banco Mundial (BIRD), o SC Rural já investiu mais de R$ 380 milhões no meio rural catarinense e alcançou nota máxima na avaliação do BIRD, sendo classificado como altamente satisfatório.

No setor de panificação esse crescimento é ainda maior. Para os empreendimentos beneficiários o aumento nas vendas chegou a 235% e aqueles que não tiveram apoio ampliaram as vendas em apenas 9,5%. Outro grande destaque foi o turismo, que com investimentos em ampliação de sua capacidade de atendimento, atingiu crescimento de 237%.

Essas duas atividades têm despertado interesse principalmente de jovens agricultores e de mulheres. Em Santa Catarina a panificação e o turismo se tornaram importantes alternativas de renda, contribuindo para reduzir o êxodo rural. Tanto que, ao longo dos últimos seis anos, o Programa apoiou mais de 80 projetos voltados a implantação ou melhoria de unidades de panificação em todo o estado, num investimento de aproximadamente R$ 13 milhões.

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, acredita que um dos grandes diferenciais do SC Rural é o seu modelo de gestão, o Programa é tratado como uma ação de Governo e envolve projetos em áreas de oito instituições públicas. “Sob a coordenação da Secretaria da Agricultura, o Programa é abrangente e executa ações em diversas áreas como infraestrutura, meio ambiente, acesso à internet, assistência técnica e defesa sanitária. Pensamos no meio rural como um todo, não só em agricultura e pecuária”, ressalta.

Sopelsa lembra ainda que a combinação dos esforços do Governo do Estado, Banco Mundial e produtores rurais catarinenses foi o segredo para o sucesso do Programa. “Temos profissionais altamente capacitados e comprometidos e uma agricultura familiar muito produtiva, que gera renda e riquezas para o Estado. Unindo esforços mostramos que os produtos da agricultura familiar de Santa Catarina têm qualidade e são competitivos no mercado”.

Os números fazem parte da “Avaliação de impacto dos empreendimentos de agregação de valor – Programa Santa Catarina Rural” elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri), que, por meio de metodologia estatística, comparou a situação dos agricultores antes e depois de aderirem ao Programa.

SC Rural

As conquistas obtidas com o apoio do SC Rural são modelo para o Banco Mundial e estão inspirando ações em outros estados e países. O economista BIRD, Diego Arias, explica que o Programa se diferencia por coordenação interinstitucional entre as Secretarias de Estado; complexidade da organização da agricultura familiar em Santa Catarina e atenção dada aos grupos de indígenas, mulheres e jovens.

A parceria entre Santa Catarina e o Banco Mundial deu tão certo que deverá ter continuidade por meio da implantação de um Núcleo de Inovação Tecnológica voltado para Agricultura Familiar (NITA). “Estamos falando de tecnologias verdes que, além do impacto em renda e produtividade agrícola, tem impacto ambiental positivo”, destaca. O Núcleo quer aproximar agricultores familiares das tecnologias e inovações, como um elo entre as produtoras de tecnologias e aqueles que necessitam delas.

Durante sua passagem por Santa Catarina, Diego fez questão de ressaltar o interesse do Banco Mundial em dar sequência ao Programa SC Rural. “Sabemos que o Governo do Estado quer continuar a parceria, assim como o Banco Mundial, porém a conjuntura atual no âmbito do Governo Federal, ente que avaliza empréstimos internacionais, encontra-se momentaneamente desfavorável a uma nova operação”. Diego Arias afirma que o Banco deverá continuar os trabalhos, mesmo com o contrato de empréstimo ainda a ser fechado. “Vamos continuar com a parceria na assistência técnica. Mas esperamos renovar o financiamento para que essa parceria técnica seja acompanhada também de recursos financeiros para a próxima fase do Programa Santa Catarina Rural”.

Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
Assessoria de Imprensa