A mulher que pode salvar nosso planeta

MERKEL, NÃO DEIXE O MUNDO NAS MÃOS DE TRUMP!

Trump vai tentar dominar uma reunião do G20 para iniciar um novo ataque ao nosso planeta e ao Acordo de Paris. A não ser que a Alemanha de Angela Merkel o impeça.

Merkel é uma das líderes mais engajadas na luta pelo clima de nossa geração, e pode isolar Trump com um plano de energia 100% limpa junto com os outros 19 países. Ela precisa saber que conta com um enorme apoio mundial para levar adiante esse plano inédito. Assine abaixo e compartilhe essa carta com a Merkel — temos poucos dias para chegar a um milhão de assinaturas, e quando atingirmos, a Avaaz vai imprimi-la num importante jornal alemão antes da reunião do G20!

O movimento global da Avaaz deu sua alma e coração para garantir a proteção do grande marco que simboliza o Acordo de Paris. Agora precisamos nos unir para defendê-lo, e assim, proteger também nosso futuro. Junte-se a essa campanha e compartilhe esse email com todos os seus contatos.

Com esperança e determinação, Christoph, Bert, Patricia, Camille, René e todo o time da Avaaz.

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Contribuições ao FMI podem garantir ‘proteção do sistema’, diz presidenta Dilma após G20

Presidenta Dilma concede entrevista coletiva em Cannes, na França, após reunião de cúpula do G20

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (4) que o governo brasileiro não vai contribuir para o Fundo Europeu de Estabilização, criado para ajudar os países em crise. Segundo ela, o Brasil dará sua contribuição ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que deverá ter seus recursos ampliados como forma de evitar o agravamento da crise financeira. O assunto foi discutido pelos líderes do G20 em Cannes, na França.

Em entrevista coletiva, a presidenta Dilma descartou o repasse de recursos do governo brasileiro para o fundo europeu, mas declarou que a ampliação dos recursos do FMI pode garantir a “proteção do sistema”.

“Não tenho intenção de fazer contribuição direta para o fundo europeu. Nem eles têm. Eu faço [contribuição] para o FMI. Dinheiro brasileiro de reserva não pode ser usado de qualquer jeito, mas por meio de aplicação garantida. A posição do Brasil foi clara”, explicou.

A presidenta Dilma reiterou que a governança do Fundo Monetário Internacional deve ser revista para refletir a atual correlação de forças do cenário internacional, posição defendida também por outros países emergentes, como a China.

Segundo a presidenta, a crise financeira, que atinge com maior gravidade os países da Zona do Euro, pode afetar também as nações emergentes na medida em que impacta o comércio. Os emergentes que não dispõem de reservas internacionais, como o Brasil, também sofrem com a fuga de capitais provocada pela crise.

“A crise afeta os emergentes de várias maneiras, por isso a gente considera a ampliação do Fundo Monetário importante para reduzir o risco sistêmico.”

Crescimento

Na entrevista coletiva após o G20, a presidenta Dilma disse ainda que houve “consenso” entre os líderes sobre a necessidade de retomada do crescimento econômico. Segundo ela, se a preocupação central do encontro era a estabilidade global, ficou evidente que ela não será alcançada sem a busca do crescimento. Por isso, afirmou, foi discutida a proposta da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de criação de uma rede de proteção social para as populações mais vulneráveis.

Outra preocupação, segundo Dilma Rousseff, refere-se ao desemprego que atinge, sobretudo, às populações mais jovens dos países desenvolvidos, “ao contrário do que está ocorrendo do Brasil”.

“Houve uma espécie de consenso de que é muito difícil haver uma recuperação da crise sem o processo de retomada do crescimento até porque os processos recessivos tornam não só os ajustes muito custosos, mas, em alguns casos, inviáveis”, avaliou.

Para a presidenta, se não foi um sucesso absoluto, a reunião de cúpula do G20 alcançou o sucesso relativo, pois mostrou a força do grupo na sustentação de políticas anticrise.

“Foi uma reunião que teve o mérito de colocar na ordem do dia, mais uma vez, a força do G20 no que se refere ao apoio, ao auxílio e à sustentação de políticas anticrise imediatas, de políticas que se dispõem a dar sustentação ao conjunto do sistema. É um sucesso relativo na medida em que os países da Zona do Euro deram um passo à frente na forma de enfrentar a crise.”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista coletiva ou leia aqui a transcrição.

G20 – Pessoas dentro, patrocinadores fora

G20 - Pessoas dentro, patrocinadores fora

É inacreditável. O G20 – o encontro mais poderoso dos governos mundiais — que acontece amanhã e discutirá a crise econômica global, está sendo financiado por quem? Por bancos e corporações!

Não é a toa que o local do encontro – a cidade francesa de Cannes – está completamente fechado para os cidadãos comuns, enquanto presidentes de bancos e grandes corporações têm acesso total para dizer o que os nossos governantes devem fazer.

As corporações capturaram os nossos governos, recebendo imensos resgates corporativos apesar de destruírem nossa economia. Agora eles estão comprando seu caminho para a reunião que pode decidir o futuro financeiro da maior parte do globo. Juntos podemos persuadir o anfitrião do encontro, Nicolas Sarkozy, a cancelar o patrocínio — vamos construir um chamado público que causará uma tempestade na mídiaforçando Sarkozy a expulsar os patrocinadores corporativos e reinvidicando o G20 para todos nós. Assine a petição e envie para todos: http://www.avaaz.org/po/occupy_g20/?vl.

A linha entre o poder das corporacões e um governo responsável é muito tênue. Os políticos ganham dinheiro das corporações para suas campanhas, criam políticas que lhes recompensam quando estão no poder, e então assumem cargos com altos salários logo após deixarem o governo. É corrupção, pura e simples.

Agora, a Société Générale, um banco francês que recebeu um resgate de US$ 12 bilhões há três anos e tem um interesse velado na resposta da Europa à crise do Euro — principal assunto desse encontro–, pagou para ter o seu logotipo em destaque como patrocinador oficial. A Câmara do Comércio dos EUA e seus equivalentes em outros países foram convidados por um para um aconchegante “encontro B20”, no qual os bancos vão dizer aos nossos líderes o que eles pensam.

A única maneira de conquistar políticas que protejam empregos, enfrentem especuladores e garantam um futuro justo para todos nós é se opondo ao lobby e tirando nossos líderes das garras dos interesses corporativos. Vamos falar para Nicolas Sarkozy e para os outros líderes que seu futuro depende da remoção dos patrocinadores agora, e que eles concordem em não mais cederem à captura corporativa dos nossos governos. Assine a petição e envie para todoshttp://www.avaaz.org/po/occupy_g20/?vl.

A crise econômica global resultou da ganância e do interesse próprio. Mas quando as pessoas se sentem sob pressão, elas podem se unir de maneira impressionante, assim como vimos repetidas vezes esse ano. De Wall Street, a Londres, a Melbournedezenas de milhares de pessoas estão ocupando as cidades hojes — podemos nos juntar a eles nesse chamado por um governo responsável e tirar as corporações do caminho!

Com esperança e determinação, Alex, Maria Paz, Morgan, Emma, Ricken, Wissam e o resto da equipe da Avaaz.

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17 de abril: Dia Internacional da Luta Camponesa

Via Campesina

Enterrar o sistema de alimentação corporativa! A agricultura camponesa pode alimentar o mundo!

Jacarta, 22 de fevereiro de 2011. A comida sistema corporativo dominante falhou. As promessas da Cimeira Mundial da Alimentação 1996, ecoou pela meta de Desenvolvimento do Milênio de reduzir a fome até 2015, não será cumprido.

Hoje, a fome e a insegurança alimentar estão a aumentar. Cerca de um bilhão de pessoas atualmente sofrem de fome, outro bilhão estão desnutridas – falta de importantes vitaminas e minerais – e ainda mais um bilhão estão sobre-alimentado. Um sistema alimentar global = 3.000.000 mil vítimas! Políticas alimentares realizadas nos últimos 20 anos têm sido muito preconceito contra a agricultura camponesa, que, no entanto, continua a alimentar mais de 70% das pessoas do mundo.

Terra, sementes e água foram privatizadas e entregues ao agronegócio. Isso levou os membros das comunidades rurais a abandonar a terra e para as cidades, deixando para trás a terra fértil para as empresas transnacionais ao cultivo dos agrocombustíveis, a biomassa ou o alimento para exportar para os consumidores nos países ricos.

As políticas neoliberais são baseadas na suposição de que a mão invisível do mercado vai dividir o bolo em uma forma eficiente e justa. E, em Davos este ano os governos do mundo falou sobre a conclusão da Rodada Doha de negociações da OMC em julho de 2011, precisamente para salvar o mundo de crises alimentares recorrentes. Na realidade, a atual, crise alimentar endêmicas, mostram que uma maior liberalização dos mercados agrícolas, não ajuda a alimentar o mundo, pelo contrário, aprofunda a fome e empurra os camponeses da terra, para que o governo está errado.

O que aconteceu é que o alimento tenha entrado maciçamente mercados especulativos, sobretudo desde 2007. Nestes mercados os alimentos são commodities em que os investidores podem investir bilhões de repente, ou retirá-las, inflando as bolhas que depois arrebentou, derramando a miséria em toda parte. Os preços dos alimentos estão altos, fora do alcance dos consumidores pobres, mas os preços agricultores recebem são baixos, tornando-os cada vez mais pobres. Os grandes comerciantes, supermercados, e os especuladores continuam a aumentar os seus lucros a partir de fome do povo.

Chegou a hora de mudar radicalmente o sistema de alimentação corporativa. La Via Campesina, um movimento que representa mais de 200 milhões de agricultores em todo o mundo – homens e mulheres – propõe a Soberania Alimentar como um meio eficaz e justo para produzir e distribuir alimentos em cada comunidade, cada província, e cada país.

Implementando a soberania alimentar significa defender a agricultura de pequena escala, a agroecologia ea produção local sempre que possível. Ela exige que os governos apóiem este novo paradigma, permitindo o acesso dos agricultores à terra, água, sementes, crédito e educação, e protegendo-os de importações baratas, públicas ou de propriedade de criar ações de agricultores e produção de gestão.

Defender a soberania alimentar seria fornecer meios de subsistência para milhões de pessoas e reduzir a pobreza, a maioria dos quais é um fenômeno rural. Dos 1,4 bilhões de pessoas que sofrem de pobreza extrema nos países em desenvolvimento, hoje, 75 por cento vivem e trabalham nas zonas rurais.

Produção local de alimentos e as vendas diretas aos agricultores, para garantir que os consumidores de alimentos permanecem fora do jogo do monopólio capitalista. Isso a torna menos sujeita à especulação. Além disso, permite uma agricultura sustentável do ambiente e do solo para se regenerar, proteção da biodiversidade e da saúde das pessoas. É também mais resistentes às mudanças climáticas e ajuda a parar o aquecimento global.

Isto é o que a Via Campesina vai defender durante a reunião do Banco Mundial e do FMI em abril, o G20 – Agricultura em junho, o Comitê de Segurança Alimentar Mundial, em outubro e da Cimeira da OMC em dezembro de 2011.

Participe do Dia de Ação Global

O 17 de abril é um dia especial. Pessoas de todo o mundo celebram a luta dos camponeses e populações rurais para sobreviver e continuar a alimentar o mundo. Este dia comemora a morte de 19 camponeses no Brasil, assassinado em sua luta pela terra e dignidade. Todo ano, mais de uma centena de ações e eventos acontecem em todo o mundo, defendendo um sistema alimentar baseado nova soberania alimentar, justiça e igualdade.

Onde você estiver, seja você quem for, você está convidado a participar da comemoração: organizar uma ação, uma mobilização, um agricultor do mercado, uma sessão de cinema, uma exposição de fotografia, uma conversa, uma festa, um especial de rádio ou programa de TV…

E deixe-nos saber o que você está organizando com antecedência. Envie-nos cartazes, vídeos, fotos, artigos. Iremos publicá-los no www.viacampesina.org. Subscreva a nossa lista de discussão enviando uma mensagem em branco para este endereço: via.17april-subscribe@viamcampesina.net

Leia a nossa nova publicação: “agricultura campesina sustentável e agricultura familiar pode alimentar a Palavra”.

Via Campesina

A Via Campesina é um movimento internacional de camponeses, e médias empresas dos pequenos produtores, sem terra, mulheres rurais, populações indígenas, jovens rurais e trabalhadores agrícolas. Nós somos um pluralista, multicultural e movimento autônomo, independente de qualquer, econômico, político ou outro tipo de inscrição. Nascido em 1993, a Via Campesina reúne hoje cerca de 150 organizações em 70 países na Ásia, África, Europa e Américas.

 

Fonte: Fórum de Via Campesina.