Alterações climáticas: Trump rasga acordo de Paris

No dia da eleição de Donald Trump, a comissão política do Bloco de Esquerda salientou:

A eleição de Trump é um perigo global, pela sua declaração de guerra contra o planeta, feita logo na campanha eleitoral. Os EUA, a segunda maior economia do mundo, têm agora um presidente que nega a existência de alterações climáticas e quer cancelar o acordo de Paris.

A decisão, já esperada, anunciada nesta quinta-feira, 2 de junho de 2017, por Donald Trump de rasgar o acordo de Paris, confirma a análise bloquista de novembro passado.

“Para proteger a América e os seus cidadãos, os EUA vão sair do Acordo de Paris”, afirmou Donald Trump, mas na verdade não se trata da proteção do país e dos seus cidadãos, mas da sua decrépita indústria petrolífera e dos seus poderosos acionistas.

Ao rasgar o acordo, o presidente dos EUA diz demagogicamente que está pronto para negociar um novo acordo sobre o clima “em termos justos para os Estados Unidos”, quando são os EUA os maiores responsáveis pelas alterações climáticas e atualmente o segundo país que mais negativamente contribui.

“A partir de hoje os EUA vão cessar a aplicação de todos os termos do Acordo do Clima de Paris”, disse Trump, mas anunciou logo a disposição em entrar de imediato em negociações. “Vamos sair, mas vamos começar logo a negociar para fazer um negócio que seja justo para os EUA”, afirmou o presidente norte-americano, mas foi também dizendo “Se conseguirmos, óptimo. Se não conseguirmos, também está tudo bem”.

Como afirmou Michael Löwy, em entrevista ao esquerda.net: “Trump representa a oligarquia fóssil e o negacionismo climático, a receita para a catástrofe ecológica”.

Em resposta à declaração de Donald Trump, França, Itália e Alemanha emitiram um comunicado conjunto afirmando que o acordo de Paris não pode ser renegociado. “Consideramos que o impulso gerado em dezembro de 2015 em Paris é irreversível e acreditamos firmemente que o Acordo de Paris não pode ser renegociado, pois é um instrumento vital para o nosso planeta, sociedades e economias”, afirmaram os três países em comunicado, segundo o Público.

Fonte: Bloco de Esquerda

Trump quer fazer o quê??

Trump

Dentro de poucos dias, o presidente Trump poderá retirar os EUA do Acordo Climático de Paris! A única maneira de evitar sua saída é ter certeza que outras seis potências globais, que também assinaram o acordo, sejam um obstáculo.

Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido se encontrarão na cúpula anual do G7. Todos os líderes, com exceção de Trump, comprometeram-se em proteger o Acordo, mas isso não garante que eles resistam à pressão que Trump pode exercer durante as reuniões de bastidores. Por isso, temos que expor esse absurdo e dizer: nem a pau!

Esse acordo é nosso. Ele foi assinado por 197 países e não podemos permitir que Trump o destrua. Clique para exigir que os líderes protejam o Acordo e compartilhe com todo mundo: Diga aos líderes do G7 para proteger o movimento global pelo clima.

Pesquisas recentes mostram que o planeta está aquecendo ainda mais rapidamente do que se sabia na época em que assinaram o Acordo Climático de Paris. Temos que agir depressa contra as mudanças climáticas, sem perder um minuto sequer com a ignorância de Trump e sua obsessão com os combustíveis fósseis.

Urso polarAlemanha, Itália e França disseram que vão continuar lutando pelo clima. No entanto, os primeiro-ministros do Canadá, Justin Trudeau, e do Reino Unido, Theresa May, estão dando sinais assustadores de que podem se curvar perante o Trump. Por isso é crucial reivindicar que todos os seis líderes se comprometam em respeitar as metas do Acordo de Paris independentemente da permanência ou não dos EUA, e que Trump sofra consequências caso siga adiante com seu plano.

Se divulgarmos ao máximo esse caso e colocar o peso da decisão sobre os outros líderes do G7, eles podem se sentir responsáveis e se comprometer ainda mais com o combate às mudanças climáticas. Vamos provar a Trump e seus comparsas a favor dos combustíveis fósseis que se colocarem nosso planeta em perigo, nosso movimento irá revidar e seguiremos em frente. Diga aos líderes do G7 para proteger o movimento global pelo clima.

Tudo o que amamos está em perigo. Lutamos durante anos para que acordos climáticos fossem aprovados e agora, por causa do Trump, estamos sob ameaça de perder tudo. Isso não pode acontecer. Para impedi-lo, será necessário ação coletiva com a participação de cada um de nós. Vamos nos manter fortes e unidos para proteger nosso futuro.

Com esperança e determinação, Alice, Iain, Marigona, Nick, Fatima, e toda a equipe da Avaaz.

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O que é a Reforma Protestante?

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O final da Idade Média foi marcado por muitas convulsões políticas, sociais e religiosas. Entre as políticas destacou-se a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), entre a Inglaterra e a França, na qual tornou-se famosa a heroína Joana D’Arc. Houve também muitas revoltas camponesas, o declínio do feudalismo, a expansão das cidades e o surgimento do capitalismo. No aspecto social, havia fome periódicas e o terrível flagelo da peste bubônica ou peste negra (1348). As guerras, epidemias e outros males produziam morte, devastação e desordem, ou seja, a ruptura da vida social e pessoal. O sentimento dominante era de insegurança, ansiedade, melancolia e pessimismo. Isso era ilustrado pela “dança da morte”, gravuras que se viam em toda parte com um esqueleto dançante.

Na área religiosa, houve a erosão do ideal da cristandade ou “corpus christianum”, a sociedade coesa sob a liderança da igreja e dos papas. A religiosidade era meritória, com missas pelos mortos, crença no purgatório e invocação dos santos e Maria. Ao mesmo tempo, havia grande ressentimento contra a igreja por causa dos abusos praticados e do desvio dos seus propósitos. Isso é ilustrado pela situação do papado no final do século 15 e início do século 16. Os chamados papas do renascimento foram mais estadistas e patronos das artes e da cultura do que pastores do seu rebanho. A instituição papal continuou em declínio, com muitas lutas políticas, simonia, nepotismo, falta de liderança espiritual, aumento de gastos e novos impostos eclesiásticos. Como papa Alexandre VI (1492-1503), o espanhol Rodrigo Borja foi um generoso promotor das artes e da carreira dos seus filhos César e Lucrécia; Júlio II (1503-1513) foi um papa guerreiro, comandando pessoalmente o seu exército; Leão X (1513-1521), o papa contemporâneo de Lutero, teria dito quando foi eleito: “Agora que Deus nos deu o papado, vamos desfrutá-lo”.

O contexto social e religioso

Vimos, na seção anterior, alguns elementos que caracterizavam a sociedade européia às vésperas da Reforma. Havia muita violência, baixa expectativa de vida, profundos contrastes socioeconômicos e um crescente sentimento nacionalista. Havia também muita insatisfação, tanto dos governantes como do povo, em relação à Igreja, principalmente ao alto clero e a Roma. Na área espiritual, havia insegurança e ansiedade acerca da salvação em virtude de uma religiosidade baseada em obras, também chamada de religiosidade contábil ou “matemática da salvação” (débitos = pecados; créditos = boas obras).

Foi bastante inusitado o episódio mais imediato que desencadeou o protesto de Lutero. Desde meados do século 14, cada novo líder do Sacro Império Romano era escolhido por um colégio eleitoral composto de quatro príncipes e três arcebispos. Em 1517, quando houve a eleição de um novo imperador, um dos três arcebispados eleitorais (o de Mainz ou Mogúncia) estava vago. Uma das famílias nobres que participavam desse processo, os Hohenzollern, resolveu tomar para si esse cargo e assim ter mais um voto no colégio eleitoral. Um jovem da família, Alberto, foi escolhido para ser o novo arcebispo, mas havia dois problemas: ele era leigo e não tinha a idade mínima exigida pela lei canônica para exercer esse ofício. O primeiro problema foi sanado com a sua rápida ordenação ao sacerdócio.

Quanto ao impedimento da idade, era necessária uma autorização especial do papa, o que levou a um negócio altamente vantajoso para ambas as partes. A família nobre comprou a autorização do papa Leão X mediante um empréstimo feito junto aos banqueiros Fugger, de Augsburgo. Ao mesmo tempo, o papa autorizou o novo arcebispo Alberto de Brandemburgo a fazer uma venda especial de indulgências, dividindo os rendimentos da seguinte maneira: parte serviria para o pagamento do empréstimo feito pela família e a outra parte iria para as obras da Catedral de São Pedro, em Roma. E assim foi feito. Tão logo foi instalado no seu cargo, Alberto encarregou o dominicano João Tetzel de fazer a venda das indulgências (o perdão das penas temporais do pecado). Quando Tetzel aproximou-se de Wittenberg, Lutero resolveu pronunciar-se sobre o assunto.

Martinho Lutero (1483-1546)

Martinho Lutero nasceu em 1483 na pequena cidade de Eisleben, na Turíngia, em um lar muito religioso. Seu pai trabalhava nas minas e a família tinha uma vida confortável. Inicialmente, o jovem pretendeu seguir a carreira jurídica, mas em 1505 defrontou-se com a morte em uma tempestade e resolveu abraçar a vida religiosa. Ingressou no mosteiro agostiniano de Erfurt, onde se dedicou a uma intensa busca da salvação. Em 1512, tornou-se professor da Universidade de Wittenberg, onde passou a ministrar cursos sobre vários livros da Bíblia, como Gálatas e Romanos. Isso lhe deu um novo entendimento acerca da “justiça de Deus”: ela não era simplesmente uma expressão da severidade de Deus, mas do seu amor que justifica o pecador mediante a fé em Jesus Cristo (Romanos 1:17).

No dia 31 de outubro de 1517, diante da venda das indulgências por João Tetzel, Lutero afixou à porta da igreja de Wittenberg as suas Noventa e Cinco Teses, a maneira usual de convidar-se uma comunidade acadêmica para debater algum assunto. Logo, uma cópia das teses chegou às mãos do arcebispo, que as enviou a Roma. No ano seguinte, Lutero foi convocado para ir a Roma a fim de responder à acusação de heresia. Recusando-se a ir, foi entrevistado pelo cardeal Cajetano e manteve as suas posições. Em 1519, Lutero participou de um debate em Leipzig com o dominicano João Eck, no qual defendeu o pré-reformador João Hus e afirmou que os concílios e os papas podiam errar.

Em 1520, a bula papal Exsurge Domine (= “Levanta-te, Senhor”) deu-lhe sessenta dias para retratar-se ou ser excomungado. Os estudantes e professores da universidade queimaram a bula e um exemplar da lei canônica em praça pública. Nesse mesmo ano, Lutero escreveu várias obras importantes, especialmente três: À Nobreza Cristã da Nação Alemã, O Cativeiro Babilônico da Igreja e A Liberdade do Cristão. Isso lhe deu notoriedade imediata em toda a Europa e aumentou a sua popularidade na Alemanha. No início de 1521, foi publicada a bula de excomunhão, Decet Pontificem Romanum. Nesse ano, Lutero compareceu a uma reunião do parlamento, a Dieta de Worms, onde reafirmou as suas idéias. Foi promulgado contra ele o Edito de Worms, que o levou a refugiar-se no castelo de Wartburgo, sob a proteção do príncipe-eleitor da Saxônia, Frederico, o Sábio. Ali, Lutero começou a produzir uma obra-prima da literatura alemã, a sua tradução das Escrituras.

A Reforma na Alemanha

A partir de então, a reforma luterana difundiu-se rapidamente no Sacro Império, sendo abraçada por vários principados alemães. Isso levou a dificuldades crescentes com os principados católicos, com o novo imperador Carlos V (1519-1556) e com o parlamento (Dieta). Na Dieta de 1526, houve uma atitude de tolerância para com os luteranos, mas em 1529 a Dieta de Spira reverteu essa política conciliadora. Diante disso, os líderes luteranos fizeram um protesto formal que deu origem ao nome histórico “protestantes”. No ano seguinte, o auxiliar e eventual sucessor de Lutero, Filipe Melanchton (1497-1560), apresentou ao imperador Carlos V a Confissão de Augsburgo, um importante documento que definia em 21 artigos a doutrina luterana e indicava sete erros que Lutero via na Igreja Católica Romana.

Os problemas político-religiosos levaram a um período de guerras entre católicos e protestantes (1546-1555), que terminaram com um tratado, a Paz de Augsburgo. Esse tratado assegurou a legalidade do luteranismo mediante o princípio “cujus regio, eius religio”, ou seja, a religião de um príncipe seria automaticamente a religião oficial do seu território. O luteranismo também se difundiu em outras partes da Europa, principalmente nos países nórdicos, surgindo igrejas nacionais luteranas na Suécia (1527), Dinamarca (1537), Noruega (1539) e Islândia (1554). Lutero e os demais reformadores defenderam alguns princípios básicos que viriam a caracterizar as convicções e práticas protestantes: sola Scriptura, solo Christo, sola gratia, sola fides, soli Deo gloria. Outro princípio aceito por todos foi o do sacerdócio universal dos fiéis.

Fonte: Mackenzie extraído do portal Púlpito Cristão

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Após a queda de Napoleão, as grandes potências europeias assinam o “Pacto da Santa Aliança”

Após a queda de Napoleão, as grandes potências européias se reuniram em Paris em 27 de setembro de 1815 a fim de assinar o “Pacto da Santa Aliança”. O tzar da Rússia, Alexandre I, o imperador da Áustria, Francisco I e o kaiser da Prússia Frederico-Guilherme I, se protegiam desse modo de toda nova ofensiva revolucionária ou liberal em nome “da Santíssima e Indivisível Trindade das três potências ortodoxa, católica e protestante”. O pacto viria a se tornar uma quádrupla aliança quando a Inglaterra a ela se juntou. Mais tarde a ela se juntou também a França em 1818. Graças a essa ‘entente’ conservadora, a Europa viveria um período de relativa paz de cerca de 50 anos.

Assim que o Império Napoleônico ruiu, as grandes potências se reuniram no Congresso de Viena para reorganizar o mapa político da Europa, surgiu a Santa Aliança organização que tinha por objetivo conter a difusão da revolução liberal-burguesa, semeada por Napoleão.

Antes mesmo da reunião, as potências aliadas vencedoras assinaram importantes tratados, como os dois tratados de Paris, impostos a Luís XVIII, e os tratados coloniais entre Inglaterra e Holanda. O Congresso de Viena se reuniu de setembro de 1814, depois da primeira abdicação de Napoleão, a junho de 1815. O ambiente era de satisfação pela vitória sobre as forças revolucionárias. As grandes potências (Rússia, Áustria, Inglaterra e Prússia) tomaram as decisões representadas por seus chefes ou por ministros plenipotenciários. A figura mais importante ali era Metternich, da Áustria.

As discórdias decorrentes dos interesses em jogo facilitaram o trabalho do ministro francês Talleyrand. Dentre os princípios gerais propostos, impôs-se o de legitimidade, sugerida por ele e defendida pelos ingleses e austríacos: cada país deveria voltar a ter os limites de antes de 1789. Essa busca do equilíbrio entre as principais potências orientou as decisões, o que favoreceu a França.

Os países fundadores do Pacto

O mapa da Europa e das colônias mudou bastante. A Inglaterra garantiu sua supremacia nos mares, graças à anexação de pontos estratégicos no Mediterrâneo, no caminho das Índias e nas Antilhas. A Bélgica, dominada pela França, foi ligada à Holanda para evitar uma ação francesa sobre o porto belga de Antuérpia. A Rússia recebeu parte da Polônia, a Finlândia e a Bessarábia. À Prússia coube grande parte da região do Reno, na Alemanha. A Áustria recebeu a Lombardia e Veneza, além da supremacia política sobre a Itália.

O Tratado de Paris impôs à França o pagamento de uma indenização de guerra e a ocupação de seu território por um exército de aliados pago por ela. Suas fronteiras permaneceram, de modo geral, as mesmas do Antigo Regime.

A proposta da Santa Aliança partiu do czar da Rússia, Alexandre I. Ele, o imperador da Áustria e o rei da Prússia assinaram esse tratado em 27 de setembro de 1815, “em nome da Santíssima Trindade”; e, “segundo as regras da caridade cristã”, prometeram ajuda mútua. A França aderiu. Mas foi o príncipe austríaco Metternich quem deu as diretrizes da Santa Aliança em última análise, um instrumento da reação européia para manter a França sob vigilância, reprimir movimentos revolucionário e liberal na Europa e abafar todo movimento separatista (de independência) ou nacional.

Em 1818, o primeiro Congresso da Santa Aliança decidiu retirar as tropas de ocupação da França. Não era sinal de afrouxamento. Pouco depois, quando uma associação de estudantes alemães provocou distúrbios durante as comemorações do terceiro centenário da Reforma, a re­pressão se abateu com violência. As universidades foram vigiadas, as sociedades nacionalistas combatidas e os jornais censurados.

Em 1820, posições liberais de militares contrários ao absolutismo na Espanha e no Reino das Duas Sicílias insuflaram uma revolta, que culminou com a imposição de uma Constituição aos dois reis. Fernando VII, da Espanha, e seu primo Fernando I, das Duas Sicílias, fingiram aceitar mas recorreram à Santa Aliança. Uma expedição militar, em 1823, pôs fim à revolta constitucionalista e restituiu Fernando VII como monarca absoluto.

Este foi o último êxito da Santa Aliança, pois por volta de 1820 seu poder já se esfumava. Não conseguiu abafar a rebelião dos gregos contra os turcos (1821-1827) nem a independência das colônias da América do Sul (1810-1824).

Vaticano anuncia o papa Inocêncio XI

Inocêncio XI foi o papa de número 241

Luis XIV, o “Rei Sol” da França, se opôs à eleição do cardeal Benedetto Odescalchi como papa, mas acabou cedendo diante da pressão manifestada pelos cardeais romanos. O cardeal Odescalchi, eleito, assumiu o Trono de Pedro em 21 de setembro de 1676, adotando o nome de Inocêncio XI.

Assim que eleito, de imediato decretou uma severa redução de gastos inúteis na cúria romana, passando a viver de forma bastante simples e apelando aos demais cardeais para seguirem o seu exemplo.

Durante seu pontificado, ajudou as camadas mais pobres e lutou contra a escravatura e o nepotismo. Tentou melhorar as relações entre o reino francês e o Santo Império Romano Germânico e apoiou a coalizão católica em sua cruzada contra os turcos.

Papa e beato da Igreja Cristã Romana, nasceu em Como. Depois de abandonar a carreira militar, decidiu seguir a carreira eclesiástica. Exerceu cargos importantes na administração pontifícia, valendo-se de sua preparação jurídica. Era querido pelo povo  porque trabalhava pelos pobres.

Nomeado cardeal pelo papa Inocêncio X (1645), foi governador de Ferrara e bispo de Novara. Elevado ao pontificado como sucessor de Clemente X (1670-1676), mostrou-se terminantemente contrário ao nepotismo e aboliu o cargo de cardeal ‘nepote’ (sobrinho em italiano) e, além disso, procurou realizar a reforma dos costumes sociais.

Teve fortes contendas com o rei Luís XIV. O rei bem que tentou melhorar as relações com o papa: revogou o Édito de Nantes, que garantia a liberdade religiosa, tanto a católicos como a protestantes e passou a perseguir estes últimos. Mas o papa não apreciou tal gesto, manifestando seu desgosto pela violência e perseguição. Inocêncio XI decretou que em Roma os diplomatas não poderiam mais gozar do privilégio de conceder direito de asilo a criminosos. Tendo o papa notificado o embaixador francês de que não seria mais reconhecido como representante da França a menos que renunciasse a tal direito.

O embaixador não aceitou, recorrendo à força de 800 homens para tomar o palácio pontifício. O papa o excomungou e decretou a proibição da Igreja de S. Luís dos Franceses, na capital romana.

Valendo-se da obra do cardeal secretário de Estado Cybo, aplicou rígidas regras de economia com o objetivo de sanear as finanças do Vaticano e acabou com o déficit do tesouro papal, num período de dois anos. Mostrou-se reticente com os jesuítas e condenou o teólogo Molinos (1687).

Na defesa da autoridade do papa e na preservação do respeito aos direitos da Igreja, entrou em conflito com o rei da França, Luís XIV, por causa da histórica Declaração dos Quatro Artigos (1682), que afirmava as liberdades galicanas.

Nem mesmo depois que as tropas francesas ocuparam Avinhão submeteu-se a autoridade real. Frustrado na formação de grande cruzada cristã contra os turcos, contribuiu para a conclusão do Tratado de Nimega (1677-1678), da Trégua de Ratisbona (1684) e para a Liga Santa em defesa de Viena (1683) e de Budapeste (1686), contra a ofensiva turca.

Papa de número 241, morreu em 12 de agosto de 1689, em Roma, sendo sucedido por Alexandre VIII (1689-1691). Viveu com parcimônia e era muito preocupado com a pureza da fé e da moral na Igreja. Insistia na educação da fé e na formação dos monges e incentivava os fiéis à comunhão frequente. Venerado como santo, foi beatificado pelo papa Pio XII em 1956.

Outros fatos marcantes da data

Reconhecimento da Palestina hoje

Dentro de quatro dias, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá e o mundo terá oportunidade de aceitar uma nova proposta capaz de reverter décadas de fracasso nas negociações para a paz entre Israel e Palestina: o reconhecimento da Palestina como Estado pela ONU.

Mais de 120 países do Oriente Médio, África, Ásia e América Latina já endossaram essa iniciativa, mas o governo de direita de Israel e os Estados Unidos opõem-se veementemente a ela. Portugal e outros importantes países europeus ainda estão indecisos, mas uma gigantesca pressão pública agora poderá convencê-los a votar a favor dessa importante oportunidade de dar fim a 40 anos de ocupação militar.

As iniciativas de paz lideradas pelos EUA têm fracassado há décadas, enquanto Israel tem confinado o povo palestino a pequenas áreas, confiscando suas terras e impedindo sua independência. Esta nova e corajosa iniciativa poderá ser a melhor oportunidade de impulsionar a solução do conflito, mas a Europa precisa assumir a liderança. Vamos construir um apelo global em massa para que Portugal e outros importantes países europeus endossem imediatamente a proposta de soberania e vamos deixar claro que cidadãos de todos os cantos do mundo apoiam essa proposta legítima, não-violenta e diplomática. Assine a petição e envie esta mensagem a todos os seus contatos: http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_9/?vl.

Embora as raízes do conflito entre Israel e Palestina sejam complexas, a maioria das pessoas em todos os lados concordam que o melhor caminho rumo à paz imediata é a criação de dois Estados. Porém, vários processos de paz têm sido arruinados pela violência em ambos os lados, pela ampla construção de assentamentos na Cisjordânia e pelo bloqueio humanitário na Faixa de Gaza. A ocupação israelense diminuiu e fragmentou o território onde se poderia construir um Estado palestino e transformou a vida cotidiana do povo palestino em um suplício atroz. A ONU, o Banco Mundial e o FMI recentemente anunciaram que os palestinos estão prontos para administrar um Estado independente, mas eles dizem que a principal restrição ao sucesso dessa empreitada é a ocupação israelense do território palestino. Até mesmo o presidente norte-americano pediu o fim da expansão dos assentamentos e o retorno às fronteiras de 1967 com trocas de territórios em comum acordo, mas o primeiro-ministro israelense Netanyahu, furioso, recusou-se a cooperar.

Chegou a hora de uma drástica mudança, deixando de lado um processo de paz inútil e partindo para um novo caminho de progresso. Enquanto os governos de Israel e Estados Unidos classificam a iniciativa palestina de “unilateral” e perigosa, a verdade é que a esmagadora maioria das nações do mundo apoiam essa proposta diplomática não-violenta. O reconhecimento mundial da Palestina como Estado poderá derrubar os extremistas e fomentar um crescente e não-violento movimento palestino-israelense em consonância com a arrancada da democracia em toda a região. E o mais importante é que ele retomará um caminho rumo a um programa de assentamento negociado, permitirá aos palestinos acesso a diversas instituições internacionais que podem ajudar a promover a liberdade da Palestina e enviará um sinal transparente ao governo de Israel, que é favorável aos assentamentos, de que o mundo não mais aceita a impunidade e intransigência dos israelenses.

Israel já passou tempo demais enfraquecendo a esperança de criação de um Estado palestino. Os Estados Unidos já passaram tempo demais satisfazendo as exigências de Israel, com o apoio da Europa. Neste momento, Portugal, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido e o Alto Representante da UE estão indecisos quanto à soberania palestina. Vamos fazer um apelo para que eles assumam o lado certo da história e apoiem uma declaração palestina de liberdade eindependência, prestando ampla assistência e ajuda financeira. Assine a petição urgente agora mesmo para pedir que a Europa apoie a proposta e endosse essa iniciativa de paz duradoura entre Israel e Palestina: http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_9/?vl.

A soberania palestina não significará de uma hora para a outra o fim desse espinhoso conflito, mas o reconhecimento pela ONU mudará a dinâmica e começará a abrir a porta rumo à liberdade e paz. Em toda a Palestina, as pessoas estão se preparando com esperança e expectativa para recuperar uma liberdade que sua geração nunca viveu. Vamos dar nosso apoio e pressionar as lideranças europeias a fazer o mesmo, assim como elas apoiaram os povos do Egito, Síria e Líbia.

Com esperança, Alice, Ricken, Stephanie, Morgan, Pascal, Rewan e toda a equipe da Avaaz.

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