Confira dicas para não cair nas armadilhas da Black Friday

Ministério Público de Santa CatarinaPreços maquiados, lojas sem estoque, problemas com trocas e prazos de entrega são comuns nessa data. Uma pesquisa ampla e com antecedência evita prejuízos e estresses desnecessários.

Já planejou suas compras para a Black Friday deste ano? Dia 24 de novembro está chegando e as lojas, tanto físicas quanto online, vêm anunciando promoções imperdíveis.  O MPSC traz algumas orientações para você não cair em armadilhas. O aumento disfarçado dos preços é uma prática comum e que engana muita gente.

Alguns estabelecimentos e e-commerces aumentam os valores dos produtos em um período anterior à Black Friday e voltam a diminuí-los perto da data, dando a impressão de desconto e fazendo a chamada “maquiagem de preços”.

A Promotora de Justiça Greicia Malheiros da Rosa Souza destaca que “o essencial nesse período é que o consumidor planeje suas compras, verifique a necessidade de aquisição e não compre por impulso, evitando o superendividamento. Caso verifique a necessidade da compra, o consumidor deve ficar atento aos preços apresentados antes da Black Friday para constatar se realmente foi concedido desconto”, afirma.

A Lei n. 8.137, de 27 de dezembro de 1990, define os crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo. O artigo 7º indica que constitui crime fraudar preços por meio de:

  1. alteração, sem modificação essencial ou de qualidade, de elementos tais como denominação, sinal externo, marca, embalagem, especificação técnica, descrição, volume, peso, pintura ou acabamento de bem ou serviço;
  2. divisão em partes de bem ou serviço, habitualmente oferecido à venda em conjunto;
  3. junção de bens ou serviços, comumente oferecidos à venda em separado;
  4. aviso de inclusão de insumo não empregado na produção do bem ou na prestação dos serviços.

Por isso, pesquisar os preços e lojas com antecedência – comparando valores, reputações e condições de pagamento – e conhecer seus direitos são medidas fundamentais para garantir a segurança do seu dinheiro.

Dados sobre e-commerce em 2016

E-commerce

Nos últimos anos, o e-commerce vem ganhando cada vez mais compradores e faturando dinheiro em vendas, em alguns casos até mais do que as lojas físicas. O motivo do crescimento está relacionado à facilidade de pesquisa de preços e à variedade de ofertas, marcas e condições de pagamento.

Quanto ao volume de pedidos, moda e acessórios, eletrodomésticos e livros/assinaturas/apostilas estão entre os produtos mais vendidos de 2016. Em relação ao volume financeiro, porém, eletrodomésticos, telefonia/ celulares e eletrônicos foram os que movimentaram mais dinheiro.

Dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) sobre as principais queixas em relação ao e-commerce entre janeiro e agosto deste ano mostram que os aparelhos celulares estão no topo da lista de assuntos, constituindo 18,3% das reclamações. Logo atrás deles, vêm os móveis e colchões, eletroportáteis (batedeiras, liquidificadores, umidificadores, secadores, etc.), equipamentos de esporte/lazer/festa e itens de vestuário.

Entre os principais problemas, os clientes citam: não entrega/demora na entrega; dificuldade/atraso na devolução de valores pagos/reembolso/retenção de valores; oferta não cumprida/serviço não fornecido/venda enganosa/publicidade enganosa; produto danificado/não funciona – dificuldade em trocar ou consertar no prazo de garantia.

Dados sobre e-commerce em 2016

Compras internacionais

Mesmo com a desvalorização de 5% da moeda nacional, deixando os produtos importados mais caros, 53% dos consumidores compraram em sites de outros países em 2016. Segundo a empresa Ebit, os consumidores virtuais brasileiros gastaram cerca de US$ 2,4 bilhões em sites estrangeiros, aumento de 17% em relação a 2015 e de 38% em relação a 2014.

Nos Top 5 sites mais comprados, estão AliExpress, Amazon, eBay, DealExtreme e Apple Store. Nas categorias mais compradas, ficaram os eletrônicos, produtos de informática, moda e acessórios, telefonia/celulares, brinquedos e games.

A Promotora de Justiça alerta que nas compras internacionais, regra geral, prevalece a legislação brasileira. Contudo, o cuidado deve ser redobrado, tendo em vista a dificuldade posterior de garantia da efetividade desse direito quando o fornecedor não tiver sede, filiais ou representantes no Brasil.

Fique atento: dicas para aproveitar a Black Friday com segurança

  • Não compre produtos lançados na Black Friday. Tratando-se de produto de lançamento, você não tem meios de saber se realmente algum desconto está sendo concedido e se ele vale a pena.
  • Compre apenas aquilo que você consegue pagar. Em hipótese alguma contrate crédito para realizar suas compras e nunca entre no limite do cheque especial ou no crédito rotativo do cartão.
  • Verifique se a loja online informa CNPJ, telefone e endereço.
  • Loja nenhuma existe para ter prejuízo: desconfie de preços muito abaixo da média.
  • Prazo de entrega longo ou não informado? Cuidado! isso pode ser um sinal de que a empresa não possui o item em estoque e provavelmente tentará obtê-lo junto a um fornecedor.
  • Procure no site da empresa por selos como “Internet Segura” e “Site Seguro”. Estas informações indicam que a loja toma medidas de segurança para lidar com suas informações. Condições de uso e políticas de privacidade também são importantes.
  • Se for comprar presentes de Natal antecipados, lembre-se que o prazo estipulado para troca é de 30 dias.
  • Cuidado com ofertas de garantia estendida!

Em qualquer situação de não conformidade, se o consumidor não conseguir resolver o problema com a loja, poderá procurar o Procon para resolver sua relação em particular. “Já nos casos de publicidade enganosa, site que não entrega o produto, problemas que afetam mais de um consumidor, ou seja, a coletividade de consumidores, o Ministério Público deve ser acionado para iniciar investigação”, finaliza.

Prazo de entrega e valor de frete devem estar expostos

Anúncios

Empresa que orientou ex-prefeito da Penha para fazer pagamentos irregulares ao INSS já foi denunciada em outras cidades

Ação Civil Pública contra Dano ao Erário na Prefeitura de Ilhota

Número do Processo: 0900157-68.2016.8.24.0025

Entenda o caso do advogado que tinha procuração para representar Penha nesta questão foi preso no ano passado pela ação do MPF. A investigação desta notícia é de propriedade do Jornal Beira da Praia. Link da consulta: http://bit.ly/2AoMBvW – Número do Processo: 0900157-68.2016.8.24.0025

Penha não é o único município a ser orientado equivocadamente pela empresa Pública Consultoria E Desenvolvimento Profissional Ltda, que orientou o ex-prefeito Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB) a fazer pagamentos irregulares do INSS, gerando uma dívida atualmente considerada de 51,5 milhões de reais pela receita federal.

A empresa responde a pelo menos mais quatro processos que correm no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, sob acusações de improbidade administrativa e danos ao erário público, nas cidades de Ascurra, Presidente Getúlio, Witmansur e Gaspar.

É o que revelou o vereador Everaldo Dal Posso (PMDB), na última sessão da câmara de vereadores, dia 20, segunda-feira, após pesquisar informações sobre a empresa na internet.

Além da Pública Consultoria, um dos seus advogados, Elsimar Roberto Packer, que tinha procuração dada pelo ex-prefeito Evandro para representar Penha nesta questão previdenciária, teria sido preso em operação da Polícia Federal na cidade de Tucuruí, no Pará, por denúncia de desvio de recursos da previdência dos servidores públicos daquele município, em 03 de novembro do ano passado. Elsimar também é citado em vários processos em todo país, por “crime contra o sistema financeiro nacional”.

“O ex-prefeito na verdade caiu no golpe do bilhete premiado”, acredita o vereador Isac da Costa (PR), líder do governo na câmara municipal. “Essa empresa apareceu prometendo que a cidade podia deixar de pagar o que devia, e assim sobrar dinheiro nas contas públicas, e o governo passado acreditou num esquema fraudulento, que agora deixou a cidade endividada”, lamentou.

A dívida original, que era de cerca de 15 milhões de reais, acabou se tornando num débito de quase 52 milhões, devido a juros, multas e correção monetária. “O ex-prefeito podia ter pago normalmente o INSS, depositado o dinheiro em juízo enquanto o pedido de compensação era analisado, mas foi imediatista, queria dispor daquele recurso na sua gestão, sem pensar nas consequências”, estipulou o líder governista.

Segundo auditoria feita pela empresa Pública Consultoria E Desenvolvimento Profissional Ltda, que recebeu 1 milhão, 675 mil e 450 reais da prefeitura para fazer o serviço, a cidade teria créditos a ver com a receita federal, porque teria pago mais do que deveria à previdência desde 1998. O município teria assim direito a “compensações”, e descontou esse suposto valor do que deveria pagar à previdência entre 2010 e 2013.

No entanto, a receita federal não reconheceu o mérito da cidade as tais compensações, pois muitas delas já teriam até prescrito, já que o prazo para requisitar revisão nos valores pagos ao INSS é de cinco anos.

Por conta disso, para o auditor-fiscal federal, Eduardo Tanaka, o ex-prefeito Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB) realmente cometeu atos ilícitos às legislações previdenciária e penal ao compensar indevidamente créditos inexistentes, prescritos ou não transitados em julgado, e por isso o citou formalmente numa representação fiscal para fins penais, por crimes como estelionato, falsidade ideológica e contravenção penal.

“A cidade deveria ter esperado a chancela da receita, ou então depositado o valor integral em juízo, para que caso ganhasse a questão, pudesse recuperar o dinheiro”, opina o atual Secretário da Fazenda de Penha, Leandro de Lima Borba. “Como no final a receita federal não acatou o pedido de compensação, o município ficou com essa dívida”, lamentou.

O advogado e representantes da empresa de consultoria devem ser chamados pela CPI assinada pelos vereadores do PMDB, PR, DEM, PROS e PT na câmara municipal de vereadores para prestar esclarecimentos. “Temos que investigar os fatos, a população nos cobra o papel de fiscalização, é nossa responsabilidade”, argumenta o vereador Maurício Brockveld (PROS), que propôs a comissão parlamentar de inquérito.

“Não queremos acusar ninguém, mas o fato é que um prejuízo existe para a cidade, não só a dívida que o ex-prefeito diz que é só empurrar com a barriga como ele fez, mas também a condição inadimplente de Penha junto à receita que impede o município de receber recursos para obras do governo federal”, acrescentou. “A cidade já está pagando um preço por isso, porque tem dinheiro pra receber do governo que ia garantir muitas obras de serem feitas, obras que o povo pede como pavimentação e tubulação, e tudo isso podemos perder por essa irresponsabilidade”, reclamou.

Um dos objetivos dos vereadores que querem a CPI é que a cidade possa, responsabilizando os responsáveis, entrar com um processo para ser ressarcida. “O povo foi lesado, e essa novela não pode continuar. Se alguém errou, então deve pagar. Não é vingança, nem política, é questão de justiça, para cada morador que espera uma vaga na creche, mais agilidade de atendimento na saúde pública, mais ruas com infraestrutura e tantas obras necessárias onde esse dinheiro está fazendo falta”, defende o vereador suplente Carlos Dolvino Georg (PT), que também assinou o requerimento pedindo pela investigação.

O pedido de CPI já foi protocolado junto à mesa diretora da câmara, e agora aguarda apenas a homologação da presidente da câmara, Maria Juraci Alexandrino (PMDB).

Fonte: Jornal Beira da Praia.

Promotores de Justiça da Infância e Juventude discutem defesa dos direitos das crianças em Encontro Estadual

Política para criança e adolescente

Ministério Público de Santa CatarinaO Encontro Estadual dos Promotores de Justiça da Infância e Juventude, em Florianópolis, promove a troca de ideias e divulgação de boas práticas em busca de justiça e equidade social para crianças e adolescentes.

Com o objetivo de debater temas que possam contribuir para a implementação de boas práticas de trabalho, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) promove nessa quinta e sexta-feira (16 e 17/11), em Florianópolis, o Encontro Estadual dos Promotores de Justiça da Infância e Juventude. O encontro, que reúne Promotores de Justiça, Assistentes e Analistas em Serviço Social de Santa Catarina, traz entre os temas as atribuições do Conselho Tutelar, acolhimento institucional e a efetivação do Fundo Especial para Infância e Adolescência (FIA).

O Procurador-Geral de Justiça, Sandro José Neis e o Coordenador do Centro do Apoio Operacional da Infância e Juventude, Promotor de Justiça João Luiz de Carvalho Botega abriram o evento. Neis destacou o desafio para as Promotorias de Justiça da Infância e Juventude em um momento de crise e contenção de despesas. O Procurador-Geral citou um estudo que demonstra que em vários cenários internacionais, onde houve acréscimo de produção, não houve melhoria do índice de desenvolvimento humano (IDH). Em Santa Catarina, os municípios mais pobres recebem as maiores parcelas tributárias per capta, mas se assemelham ao IDH de países pobres da Europa. ”Se ficarmos esperando que o município primeiro enriqueça, para depois dividir, estamos criando um círculo vicioso. Talvez o Ministério Público seja a principal instituição para mudar a forma de aplicação de políticas sociais no país”, disse.

Para o coordenador do Centro do Apoio Operacional da Infância e Juventude, Promotor de Justiça João Luiz de Carvalho Botega o evento permite a aproximação e a troca de experiência na área da infância. ”O Ministério Público pode servir como um catalizador de forças dispersas na sociedade, estimulando e induzindo políticas públicas que garantam melhorar o interesse e a proteção integral de crianças e adolescentes, por meio da articulação da rede”, disse.

A programação do Encontro iniciou com a palestra “Política Nacional de Atendimento Socioeducativo em Meio Aberto”, ministrada pelo Promotor de Justiça de Minas Gerais, Márcio Rogério de Oliveira. O Promotor de Justiça trouxe uma abordagem das medidas socioeducativas de prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida no contexto do sistema único de Assistência Social.  A programação seguiu com as oficinas “Conselho Tutelar: Atribuições, encaminhamentos e relação com a rede ; “Rede da Infância: uma experiência possível” e “Formas de Consórcio e Convênio para a implantação de serviços e políticas de atendimento à criança e adolescente”.

Amanhã estão programadas as oficinas “Acolhimento institucional e familiar: construção de fluxos”; “Otimização do trabalho do Promotor de Justiça da Infância e Juventude: redução de acompanhamento de situações individuais e ênfase na tutela coletiva”; “Atuação prática do Promotor de Justiça para a efetivação do FIA. Formas de aplicação, controle e execução de verbas” e para finalizar, a reunião plenária sobre a atuação da COPEIJ e do CIJ.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

MPSC inaugura novas instalações do Laboratório de Combate à Corrupção

Laboratório de Combate à Corrupção

Ministério Público de Santa CatarinaO LAB-LD utiliza tecnologia de ponta para analisar dados financeiros e bancários, além de evidências digitais, para aprimorar o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.

Nesta segunda-feira (13/11), foram inauguradas as novas instalações do Laboratório de Tecnologia no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), coordenado pelo Centro de Apoio Operacional Técnico (CAT) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Utilizando tecnologia de ponta, com equipamentos de última geração e softwares que permitem buscar operações financeiras suspeitas, os Servidores do MPSC criam buscas refinadas em grandes volumes de dados e cruzam informações de várias bases.

Os sistemas do LAB-LD estão à disposição para o enfrentamento de demandas complexas, com técnicas voltadas para análise de dados financeiros e bancários, além de evidências digitais. O MPSC integra a Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia (Rede-LAB) do Ministério da Justiça desde outubro de 2015.

De outubro de 2015 até 2017, foram atendidas 77 solicitações de apoio pelo LAB-LD, possibilitando maior agilidade no atendimento das demandas. Segundo apurações divulgadas em relatórios técnicos e os de inteligência financeira do COAF, o valor total desviado e de operações suspeitas alcançou R$ 300 milhões.

Em operações de busca e apreensão, foram coletados 291 dispositivos, que somam mais de 82 terabytes de dados copiados. As análises desses dispositivos resultaram em 48 laudos técnicos.

Cerimônia de inauguração

Presente na inauguração, Diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Recuperação Jurídica Internacional da Secretaria Nacional de Justiça, Luiz Roberto Ungaretti de Godoy, falou sobre a importância do LAB-LD no combate à corrupção e às organizações criminosas.

“Sabemos que o LAB-LD é realmente uma ferramenta que faz a diferença. Em um país com 23 mil km de fronteira, qual a maneira eficaz de controlar o contrabando de drogas, armas, evasão de divisas, a corrupção, entre outros crimes que fazem parte da macrocriminalidade. Temos que buscar a tecnologia, porque o crime organizado cada vez mais se utiliza delas, e não podemos deixar de investir nisso. O investimento que fizemos no LAB-LD é ínfimo perto do que ele pode oferecer”, afirmou Ungaretti.

Para o Coordenador do Centro de Apoio Operacional Técnico (CAT), Promotor de Justiça João Carlos Teixeira Joaquim, a atuação das organizações criminosas exige que o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro seja especializada e com o desenvolvimento de técnicas e metodologias avançadas para análise e produção de informações estratégicas.

“A instrumentalização do LAB-LD do MPSC vem ao encontro desta necessidade, mediante o apoio aos órgãos de investigação e persecução, seja na seara penal, tributária ou da improbidade administrativa”, complementou o Coordenador do CAT

O Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos do MPSC, Cid Luiz Ribeiro Schmitz, agradeceu ao Ministério da Justiça por auxiliar a instituição na criação e implementação do LAB-LD, bem como na instrumentalização para combater o crime organizado e a corrupção.

“A corrupção é uma das piores mazelas dos dias de hoje e nós vamos ter que enfrentar. O Ministério Público catarinense não mede esforços e está fazendo todos os ajustes possíveis e impossíveis para concretizar esse sonho”, salientou o Subprocurador-Geral de Justiça.

Além do LAB-LD, Cid também falou sobre outro instrumento do MPSC para promover o combate à corrupção, o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC). Recordou a operação “Fundo do Poço”, que resultou em ações ajuizadas pelo MPSC no final de 2013 contra 46 pessoas por organização criminosa, fraudes e dispensa indevida em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato e advocacia administrativa, todos relacionados à atividade de perfuração de poços artesianos.

O GEAC auxiliou na análise dos fatos e documentos, além da produção de 15 ações civis públicas e três denúncias, interpostas entre 22 de fevereiro e 8 de março de 2016, após a cópia da ação penal relativa à operação “Fundo do Poço” ser disponibilizada aos Promotores de Justiça da área de moralidade administrativa. “Foram diversas autoridades, deputados, prefeitos, ex-prefeitos, servidores, empresários que foram responsabilizados. Apurou-se que mais de R$ 9 milhões foram solapados da sociedade catarinense”, lembrou.

Finalizando, Cid Luiz Ribeiro Schmitz agradeceu aos Membros e Servidores do Ministério Público pelo preparo para combater adequadamente a corrupção e destacou também o trabalho dos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECOs), principalmente a integração entre os órgãos e entidades que compõem o grupo.

Após a cerimônia, os participantes se dirigiram às instalações do Laboratório, onde o Coordenador do CAT, o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos e o representante do Ministério da Justiça fizeram o descerramento da placa inaugural.

Sobre o LAB-LD

O LAB-LD surgiu como resultado de uma das ações da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), com o intuito de apoiar e aprimorar as investigações das autoridades públicas. A primeira unidade foi instalada no Ministério da Justiça em 2007. Como o projeto foi bem-sucedido, o Ministério da Justiça iniciou, em 2009, a replicação do modelo para outros órgãos estaduais e federais.

O Laboratório abarca, em um mesmo órgão, o conhecimento e a experiência de profissionais de diversos ramos, permitindo um olhar multidisciplinar sobre a objeto investigado, corroborado por uma tecnologia mais eficiente, voltada ao intercâmbio de dados e à otimização da análise das informações.

Sua criação, em outubro de 2015, foi um passo inicial para a implementação do Plano Geral de Atuação (PGA) do MPSC para o biênio 2016-2017, cujo tema é ”Combate à Corrupção para Transformação Social”. O Laboratório apoia e fortalece outras ferramentas de prevenção e combate ao ilícito, contribuindo para o cumprimento efetivo do Plano.

O LAB agora conta com um local exclusivo, em que estão instalados o Setor de Análise de Informações e o Setor de Análise Tecnológica, antes fixados em andares diferentes. Integram o Laboratório o Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos – SITTEL (desenvolvido pelo Ministério Público Federal), Neo4j, Indexador e Processador de Evidências Digitais – IPED (desenvolvido pela Polícia Federal), além de já utilizar o Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias – SIMBA (desenvolvido pelo Ministério Público Federal), IBM i2 (software de análise de vínculos) e o QlikView.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Laboratório de Tecnologia no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro LAB-LD

Estado anuncia lançamento de portal que dá transparência às listas de espera do SUS

Carteira Nacional de Saúde - Cartão do SUS de Dialison Cleber Vitti

A transparência dos serviços da saúde pública é uma das prioridades do MPSC, que trabalhou ativamente para que o Poder Público desse publicidade às listas de espera por procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou, nesta terça-feira (14/11), o funcionamento do portal com as listas de espera dos pacientes que aguardam por consultas, exames e intervenções cirúrgicas a serem prestados pelo SUS. De acordo com o portal, há mais de 600 mil pacientes aguardando por algum procedimento a ser realizado pelo Estado ou pelos Municípios, seja em estabelecimento público ou privado contratado com a rede pública.

A publicização das filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) de Santa Catarina na internet tem por finalidade cumprir as disposições da Lei Estadual Nº. 17.066, de 11 de janeiro de 2017, regulamentada pelo Decreto Estadual Nº. 1.168, de 29 de maio de 2017.

A partir da liberação das listas de espera para o público, é possível, por exemplo, que os interessados realizem a consulta da sua colocação a partir do número de CPF ou do Cartão Nacional de Saúde (CNS).

Também ficam disponíveis para consulta as listas de todos os pacientes, a partir da indicação da especialidade, que aguardam por agendamento de consulta, exame ou cirurgia, que já tiveram o procedimento agendado ou já foram atendidos no SUS. Em entrevista coletiva, a Superintendente de Serviços Especializados e Regulação da SES, Karin Geller, apresentou informações sobre implantação do sistema, capacitação dos profissionais envolvidos, carregamento dos dados de pacientes e detalhes sobre o acesso ao portal eletrônico.

Ainda, a Superintendente afirmou que o portal também será fundamental para fazer planejamentos de ações de saúde para os próximos anos. “O planejamento existia, mas sabendo a realidade da demanda reprimida, as ações para os próximos anos são mais fidedignas. Tendo o conhecimento de quantos procedimentos, exames e cirurgias estão aguardando para serem realizadas, podemos trabalhar com dados concretos”, explica a superintendente.

A Coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor do Ministério Público, Promotora Caroline Cabral Zonta, disse que há uma efetiva participação de todos os envolvidos nesse processo, Estado, municípios, Assembleia Legislativa e Ministério Público. “Estado e municípios se mostraram extremamente comprometidos em regular o acesso aos serviços do SUS e publicizar suas listas. Ou seja, estamos diante de uma política com critérios transparentes e objetivos, garantindo ao cidadão acesso à informação e a impessoalidade na gestão da coisa pública. Ajustes no sistema ainda serão necessários, mas o processo da publicização já foi iniciado”, explicou a Promotora.

Karin Geller, destacou que o cronograma para implantação foi cumprido nas datas estabelecidas. “Após 100 reuniões técnicas, realizadas em quatro meses, chegamos a um produto final. Estamos com 60 centrais de regulação ativas, outras 40 estão em processo de implementação. Até o final do ano, estaremos com 100 centrais de regulação em todo o Estado alimentando esse sistema. Em cinco meses, ampliaremos em mais de 200% a cobertura da regulação”, explica Karin.

O portal está disponível para consulta desde 1º de novembro. Como o sistema é novo, nesses primeiros dias pode haver algumas inconsistências no acesso das informações. A equipe da SES está pronta para corrigir as falhas. Os dados das listas de espera serão atualizados todas as segundas-feiras, pelo responsável da Central de Regulação.

O link para acessar as Listas de Espera SUS encontra-se aqui.

SAIBA MAISow.ly/I5DG30gzYGa

Tire suas dúvidas sobre a fila de espera do SUS em Santa Catarina

O portal está disponível para consulta desde 1º de novembro. Como o sistema é novo, nesses primeiros dias pode haver algumas inconsistências no acesso das informações. A equipe da SES está pronta para corrigir as falhas. Os dados das listas de espera serão atualizados todas as segundas-feiras, pelo responsável da Central de Regulação. O link para acessar as Listas de Espera SUS encontra-se aqui.

  1. Quem terá direito a publicizar a Lista de Espera por meio da ferramenta webservice da SES?
    Terão direito a publicar sua lista de espera no sistema webservice da Secretaria de Estado da Saúde, exclusivamente os municípios que fizerem adesão ao Sisreg.
  2. Onde será publicada a Lista de Espera?
    A Lista de Espera será publicada em um sistema webservice desenvolvido pela Gerência de Governança em Tecnologia da Informação, em parceria com Gerência dos Complexos Reguladores, da Superintendência de Serviços Especializados e Regulação, ambas as gerências da SES.
  3. O que é um sistema webservice?
    Webservice é uma solução utilizada na integração de sistemas e tem por objetivo a comunicação entre sistemas diferentes. Para tanto, o Sisreg precisará gerar arquivos contendo regras gerais de layout. O arquivo então será importado no webservice, que servirá como um repositório de informações.
    Uma vez que todas as Centrais de Regulação utilizarão o mesmo webservice, o Estado terá condições de saber o tamanho real de suas Listas de Espera, auxiliando a todos com informações de gestão, respostas referentes a processos judiciais (impedindo que pacientes tenham sua posição na lista de espera alterada por benefícios concedidos de formas indevidas, e garantido que sua posição será alterada APENAS devido a sua classificação de risco/gravidade).
  4. Os municípios terão algum custo para a utilização da ferramenta webservice para Publicização das Listas de Espera?
    Não. A adesão ao Sisreg e respectiva implantação da Central de Regulação contemplará automaticamente o uso da ferramenta webservice.
    Sendo assim, o gestor municipal não precisará investir para adquirir ou desenvolver sistemas para atender à Lei 17.066/2017.
  5. Quem será responsável por alimentar a ferramenta webservice para Publicização das Listas de Espera?
    Cada Central de Regulação que tenha em posse o login de acesso de Administrador do Sistema Sisreg. Em Santa Catarina tem 59 Centrais de Regulação Ambulatoriais Municipais e uma Central Estadual de Regulação Ambulatorial (CERA), totalizando 60 centrais ativas.
  6. Quais são as informações que precisam ser atualizadas no sistema webservice de Publicização das Filas de Espera?
    Posição da Fila e Estimativa de Atendimento; Pacientes Agendados e Atendidos.
  7. Qual a frequência que deve ser alimentado o sistema webservice para Publicização das Listas de Espera?
    Os dados das listas de espera deverão ser atualizados todas as segundas-feiras, pelo responsável da Central de Regulação.
    Deverá ser levado em consideração que o Sisreg fica indisponível para geração de relatórios em determinados horários, portanto:

    1. SISREG Hospitalar – gerar relatório após as 16 horas;
    2. SISREG Ambulatorial – gerar relatório após 15 horas.
  8. Será realizado algum controle das Centrais de Regulação que NÃO atualizaram suas Listas de Espera?
    Sim. A Gerência dos Complexos Reguladores fará o controle de todas as Centrais de Regulação que não publicarem suas respectivas listas de espera e o secretário Municipal de Saúde será notificado.
  9. Como o paciente acessará sua posição na Lista de Espera?
    O paciente deve acessar o link https://listadeespera.saude.sc.gov.br/. Após isso, as pesquisas poderão ser realizadas pelo documento do paciente (CPF ou Cartão Nacional do SUS) ou por Central de Regulação e Procedimento (acessando Lista de Espera).

Fonte

Portal das consultas das listas de espera do SUS no Estado de Santa Catarina

Listas de Espera SUS/SC

Conheça o portal que foi desenvolvido para que o cidadão catarinense tenha acesso ás informações sobre a sua posição e previsão de atendimento nas listas de espera por serviços de saúde no Sistema Único de Saúde – SUS, em cumprimento à Lei Estadual 17.066 de 2017 e ao Decreto Estadual Nº. 1.118/2017. As pesquisas poderão ser realizadas pelo documento do paciente (CPF ou Cartão Nacional do SUS) ou por Central de Regulação e Procedimento. As informações inseridas nas listas de espera e nas listas de pacientes agendados e atendidos serão atualizadas semanalmente (todas segundas-feiras).

>>> Clique neste link e acesse o portal.

A ordem de agendamento e atendimento dos usuários é definida a partir de critério cronológico ou avaliação da situação clínica do paciente, visando, assim, atender a população catarinense de acordo com os princípios da universalidade e equidade no acesso aos serviços do SUS.

Dessa forma, eventual alteração na ordem de atendimento dos pacientes sem a observância dos parâmetros acima, ou, excepcionalmente, por ordem judicial, ensejará na investigação do responsável pela prática dos crimes de corrupção (art. 317 do Código Penal) e de inserção de dados falsos em sistema de informações (art. 313-A do Código Penal).

>> Clique neste link e acesse o portal.

Atuação do MP/SC na publicação das filas de esperas do SUS

Ministério Público de Santa Catarina

Antes mesmo da edição da Lei 17.066, o MPSC já tinha a transparência dos serviços da saúde pública como uma das suas prioridades. Em 2015, a instituição lançou o programa Transparência nas Listas de Espera do SUS, que integrou o Plano Geral de Atuação 2016-2017 da Instituição.

O programa preza pelo direito do cidadão de acesso à informação e possibilita a utilização das informações divulgadas pelo poder público para um melhor planejamento de contratações na área da saúde. Além disso, a ação também evitaria fraudes dos chamados “fura-fila” nos serviços do SUS.

O posicionamento do MPSC incentivou a aprovação do Projeto de Lei 438.5/2015, que exigia a transparência nas listas de espera do SUS, pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC). Desde 2015, quando o deputado Antonio Aguiar (PMDB) apresentou o Projeto, o MPSC passou a acompanhar a tramitação do mesmo na ALESC, reunindo-se com deputados e acompanhando as reuniões das comissões de Constituição e Justiça, de Saúde e de Trabalho, Habitação e Serviço Público.

Ainda em 2015 foram realizadas as primeiras reuniões do MPSC com a Secretaria de Estado da Saúde sobre o assunto da transparência na fila do SUS. Ao longo do ano de 2016 foram realizadas reuniões entre o MPSC e a Secretaria de Saúde para concepção do sistema que permitirá acesso pelo cidadão.

Em janeiro de 2016, o MPSC consultou os 295 municípios catarinenses para verificar se os serviços ofertados pelo SUS no âmbito municipal eram divulgados aos usuários, e o resultado foi que apenas nove deles informavam listas de espera na internet.

Outra ação do MPSC, paralela ao trabalho de fomento à divulgação das listas, foram as operações de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). O grupo identificou casos de corrupção na lista de espera de tratamentos de saúde no Sul de Santa Catarina, já em 2014, e mais recentemente na Grande Florianópolis, onde foi descoberta a fraude na lista de espera por exames no Hospital Celso Ramos, culminando na prisão de funcionários do hospital e vereadores da região.

Segundo a Coordenadora do CDH, fomentar as atividades do programa Transparência nas Listas de Espera do SUS “proporcionará ao Ministério Público conhecer a real demanda e oferta dos de serviço de saúde e que providências poderão ser adotadas para que haja mais eficiência na prestação desses serviços”.

Fonte

SBB lança nova versão da Almeida Atualizada

sociedade bíblica do brasil

A comissão responsável pela Nova Almeida Atualizada teve em mente o mesmo propósito dos revisores que prepararam a Almeida Revista e Atualizada, no século passado: apresentar um texto clássico numa linguagem atual. Assim, foi mantido o princípio de tradução formal que caracteriza a Almeida. No entanto, como o objetivo é oferecer um texto de fácil compreensão, foi adotada a conhecida norma: “formal ou literal sempre que possível; dinâmico sempre que necessário”. O texto resultante corresponde à norma padrão do português que é escrito no Brasil hoje. A Sociedade Bíblica do Brasil trabalha para que a Bíblia esteja, efetivamente, ao alcance de todos e seja lida por todos. A SBB é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada a disseminar a Bíblia e, por meio dela, promover o desenvolvimento integral do ser humano. Você também pode ajudar a Causa da Bíblia. Quer saber mais sobre a Bíblia? Junte-se a nós em facebook.com/SBB.Brasil.

Leia a NAA17 agora

Hoje é o Dia Internacional da Bíblia. Vamos comemorar juntos! #BibleCelebration

Livro de Habacuque 2:14

Onde quer que você esteja ao meio-dia de hoje (em seu horário local), leia ou ouça passagens da Bíblia com seus amigos. Compartilhe os versículos que lhe incentivam ou inspiram em suas redes sociais e use a hashtag #BibleCelebration para ajudar seus amigos e seguidores a descobrirem este dia especial.

O que aconteceria se você desse uma Bíblia para alguém hoje? Acreditamos que a Palavra de Deus está viva e tem o poder de transformar vidas. Basta compartilhar http://app.bible.com/bibleday para doar quantas Bíblias você puder hoje.

A Palavra de Deus está com você

Dezenas de milhões de pessoas estão usando o App da Bíblia™ para tornar a Palavra de Deus parte de suas vidas. Baixe o aplicativo gratuito e acesse os seus marcadores, anotações e planos de leitura de qualquer lugar. Desfrute de centenas de versões, incluindo áudio, tudo em seu dispositivo móvel.

Obtenha a mais recente Bíblia em português do Brasil

Obtenha a mais recente Bíblia em português do Brasil

Graças à nossa generosa parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), temos a satisfação de anunciar que a tradução Nova Almeida Atualizada já está disponível no App da Bíblia e no site Bible.com. A Nova Almeida Atualizada é uma revisão da Almeida Revista e Atualizada (RA), uma das traduções mais lidas e queridas dos cristãos brasileiros.

O lançamento é um dos marcos do 2º Ano da Bíblia no Brasil, que será celebrado em 2018, juntamente com o 70º aniversário da SBB.

Embora a tradicional RA seja uma das mais populares traduções da Bíblia no Brasil, ela não era atualizada há 60 anos.1 O objetivo da SBB, com a Nova Almeida Atualizada, é oferecer uma experiência de leitura e compreensão da Bíblia que seja mais fácil para os leitores de hoje, mas ainda mantendo a integridade, a riqueza e a distinta “sonoridade do texto de Almeida”.

Realizada com o apoio das igrejas cristãs, o resultado desse trabalho é um legado para as novas gerações, para que elas tenham o texto clássico de Almeida de uma forma compreensível, sem terem que recorrer ao dicionário.

A Nova Almeida Atualizada tem linguagem atualizada sem abrir mão do vocabulário e sintaxe eruditos, riqueza de estilos literários, além de legibilidade e sonoridade. Todos esses predicados, tão apreciados pelo leitor de Almeida, continuam presentes na Nova Almeida Atualizada.

Fiel aos textos originais, foi baseada nas edições mais recentes dos textos bíblicos nas línguas originais (hebraico, aramaico e grego). O texto da Nova Almeida Atualizada é ideal para uso na igreja, para ler em voz alta, bem como para leitura, memorização e estudo pessoal.

Leia a NAA17 agora

Notícias falsas e pós-verdade: o mundo das fake news e da (des)informação

FakeNews - Art by: #DialisonCleberVitti

Vivemos numa avalanche de informações a cada segundo. O mundo inteiro está a um clique de distância. No celular, o whatsapp está o tempo todo alerta, com mensagens de amigos e de grupos sobre diversos temas; no Facebook, o painel de novidades – o newsfeed – está repleto de vídeos, notícias urgentes, postagens de páginas que você curte e comentários fazendo juízos de valor sobre qualquer assunto.Em meio a todo esse cenário, às vezes é difícil saber o que é verdadeiro ou não.

Nos últimos tempos, houve um aumento de notícias falsas, as famosas fake news, em inglês. Quantas vezes você sai falando sobre uma matéria de jornal e, na verdade, só leu a manchete? Quantas vezes você checa a informação que um colunista do qual você gosta publicou? Quantas vezes você assiste a um vídeo polêmico e o compartilha com seus amigos? Vamos conversar sobre o nosso mundo da (des)informação?

Fake news: afinal, o que são notícias falsas?

Notícias falsas sempre existiram, não é mesmo? Principalmente no ramo da política, onde não é novidade um candidato plantar uma informação sobre seu adversário para que ele perca votos ou que boatos sobre a vida privada dessas figuras sejam espalhados. Historicamente, diversas fake news foram disseminadas com determinados objetivos. Mas fiquem tranquilos, não estamos deduzindo isso: tiramos essa informação de uma entrevista do historiador Robert Darnton para a Folha de São Paulo.

O historiador Robert Darnton, que é professor emérito da Universidade Harvard , conta que as notícias falsas são relatadas pelo menos desde a Idade Antiga, do século 6: “Procópio foi um historiador bizantino do século 6 famoso por escrever a história do império de Justiniano. Mas ele também escreveu um texto secreto, chamado “Anekdota”, e ali ele espalhou “fake news”, arruinando completamente a reputação do imperador Justiniano e de outros. Era bem similar ao que aconteceu na campanha eleitoral americana”, diz Robert Darnton ao jornal Folha de São Paulo. Leia a entrevista completa aqui!

Notícias que aparentam ser verdadeiras, que em algum grau poderiam ser verdade ou que remontam situações para tentar se mostrar confiáveis: isso são as fake news que vemos atualmente. Por isso há de ser ter cuidado: as notícias falsas não são apenas aquelas extremamente irônicas, que têm o intuito de serem engraçadas e provocar o leitor. As notícias falsas atualmente buscam disseminar boatos e inverdades com informações que não estão 100% corretas sobre pessoas, partidos políticos, países, políticas públicas… Elas não vão aparentar ser mentira, ainda mais se nós acreditamos que elas podem ser verdadeiras – mas não são.

Isso se deve também a um fenômeno contemporâneo presente no mundo: a pós-verdade. Vamos entendê-la?

Pós-verdade: o que tem a ver com as notícias falsas?

Pós-verdade foi eleita a palavra do ano em 2016 pelo Dicionário Oxford. De acordo com o Dicionário Oxford, pós-verdade é: um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e crenças pessoais”. Um mundo com a pós-verdade é uma realidade em que acreditar, ter crença e fé de que algo é verdade é mais importante do que isso ser um fato realmente.

A explicação da palavra pós-verdade de acordo com o Oxford é de que o composto do prefixo “pós” não se refere apenas ao tempo seguinte a alguma situação ou evento – como pós-guerra, por exemplo –, mas sim a “pertencer a um momento em que o conceito específico se tornou irrelevante ou não é mais importante”. Neste caso, a verdade. Portanto, pós-verdade se refere ao momento em que a verdade já não é mais importante como já foi.

O termo pós-verdade já existe desde a última década, mas as avaliações do Dicionário Oxford perceberam um pico de uso da palavra exatamente no ano de 2016, no contexto do referendo de saída do Reino Unido da União Europeia – o Brexit – e das eleições estadunidenses. Além disso, é bastante usado com o termo política depois, então, pós-verdade política. Seu uso foi destacado durante esses eventos pois diversas notícias falsas foram publicadas em sites na internet, em páginas de Facebook, vídeos no Youtube e o público as absorveu como verdadeiras exatamente porque gostariam que fossem verdadeiras.

pós-verdade

Qual é o real impacto das notícias falsas no mundo e na política?

Dois acontecimentos que tiveram relevância internacional em 2016 foram o Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia – e as eleições presidenciais estadunidenses. Além de serem os principais motivos do crescente uso da palavra pós-verdade, também foram onde o próprio fenômeno das notícias falsas foi muito intenso.

Em se tratando de política e da polarização ideológica generalizada, as notícias falsas foram usadas para causar tumulto e reforçar posicionamentos – ou mesmo, acentuá-los. No caso do Brexit e das eleições, os nervos estavam ainda mais à flor da pele por serem assuntos determinantes ao futuro daqueles países.

Há de se considerar também que as redes sociais e seus algoritmos formam bolhas sociais – e também ideológicas. Esses algoritmos reúnem no seu painel de notícias do Facebook, por exemplo, as pessoas com que você mais interage e os assuntos mais pertinentes ao que você publica ou curte, assim como notícias, reportagens, vídeos e histórias sobre posicionamentos que você já endossa, também politicamente. O algoritmo, portanto, não dá lugar ao contraditório. A sua visão de mundo é confirmada repetidamente e, se um amigo seu compartilha uma “notícia”, mesmo que falsa, você pode acreditar. Esse fenômeno une a notícia falsa à pós-verdade e foi um episódio recorrente no Reino Unido e nos Estados Unidos em 2016.

Em 2016, 33 das 50 notícias falsas mais disseminadas no Facebook eram sobre a política nos Estados Unidos, muitas delas envolvendo as eleições e os candidatos à presidência. Durante a campanha presidencial, notícias falsas foram espalhadas sobre os dois candidatos: o republicano Donald Trump – depois eleito – e a democrata Hillary Clinton. No monitoramento de 115 notícias falsas pró-Trump e 41 pró-Hillary, os economistas Hunt Allcott e Matthew Gentzkow concluíram que as postagens pró-Trump foram compartilhadas 30 milhões de vezes, enquanto as pró-­Hillary 8 milhões.

Sobre Trump, a “notícia” de que o Papa Francisco havia apoiado sua candidatura e lançado um memorando a respeito foi a segunda maior notícia falsa sobre política mais republicada, comentada e a qual as pessoas reagiram no Facebook em 2016. Outra notícia falsa,  diretamente relacionada com Trump, afirmava que ele oferecia uma passagem de ida à África e ao México para quem queria sair dos Estados Unidos – a postagem obteve 802 mil interações no Facebook. Quando à Hillary Clinton, uma notícia falsa com alta interação no Facebook – 567 mil – foi de que um agente do FBI (órgão de investigação federal) que trabalhava no caso do vazamento de e-mails da candidata foi supostamente achado morto por causa de um possível suicídio.

Quanto ao Brexit, houve diversas informações truncadas disseminadas pela campanha Vote Leave – em tradução livre, “vote para sair” – para a saída do Reino Unido da União Europeia. As questões envolviam principalmente as políticas de imigração da UE e questões econômicas. O jornal The Independent reporta que um dos líderes da campanha pelo Brexit afirmou que mais 5 milhões de imigrantes iriam ao Reino Unido até 2030 por conta de uma licença dada a 88 milhões de pessoas para viver e trabalhar lá – uma informação que não tem fundo de verdade. Um dos pôsteres da campanha clamava: “Turquia (população de 76 milhões) está entrando na UE” – quando, na verdade, o pedido de entrada na UE pela Turquia é antigo e não mostra sinal de evolução.

Para as eleições de 2018, não se acredita que as notícias falsas poderão de fato mudar o resultado da eleição, como discutido num evento da Revista ÉPOCA. Mas é claro que os boatos enfraquecem e distraem a população do assunto que realmente importa: os planos de governo, as ideias de políticas públicas, o modelo de gestão… Essa questão é tão latente que até órgãos de defesa do governo federal, como o Ministério da Defesa e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), junto ao Tribunal Superior Eleitoral, preparam uma força-tarefa para combater as notícias falsas no período eleitoral em 2018.

Qual o papel da imprensa com as notícias falsas no mundo da pós-verdade?

Podemos dizer que o jornalismo sempre foi o canal que disseminava as notícias e conteúdos às pessoas, seja a respeito da sua própria comunidade ou sobre o mundo. Hoje há, porém, um ruído na relação entre os jornalistas, os meios de comunicação tradicionais e o público. Em alguns casos, o público não quer mais ser informado por apenas o que uma emissora de TV, de rádio ou jornal impresso têm vontade de veicular. Em outros, acredita-se que a cobertura de situações é parcial e partidária para algum lado.

Desde a massificação da internet, mas principalmente das redes sociais, não há mais filtro entre a informação e o público. O público pôde se emancipar da necessidade em se conectar com veículos tradicionais de informação e, portanto, há quem se informe somente pelas redes sociais e nunca abra um jornal. Aí reside o problema: muitas vezes são disseminadas informações inexatas, exageradas ou erradas de alguma maneira. Isso traz à tona a importância da imprensa, que tem a formação jornalística necessária para o combate a notícias falsas, pois envolve apuração dos fatos, a checagem de informações e as entrevistas com diversas partes envolvidas numa situação (pluralidade de fontes).

Em um estudo da USP sobre as “Eleições 2018 – Perspectivas da comunicação organizacional”, conclui-se que metade das empresas brasileiras não acredita que a imprensa está preparada para a cobertura das eleições de 2018. Por outro lado, a metade que acredita na capacidade da imprensa de cobrir as eleições do ano que vem o faz porque enxerga competência e tradição da mídia brasileira nesse tipo de cobertura.

O jornalismo tradicional, portanto, pode e deve encontrar novos formatos de conteúdo, inovar em suas abordagens para manter a sua credibilidade perante o público que já tem e adquirir o público que ainda não tem – exatamente a população que nasceu em meio à internet e às redes sociais. É papel de imprensa utilizar suas ferramentas para combater a disseminação das notícias falsas e da pós-verdade. Um dos meios para isso é a checagem de fatos feita em agências, redações e coletivos de jornalismo, sobre a qual você pode ler aqui!

Vamos combater notícias falsas?

Para evitar um mundo que vive na pós-verdade, precisamos combater e prevenir a disseminação de notícias falsas. A pesquisadora Claire Wardle, em um artigo no First Draft News, acredita que para combater de fato as fake news precisamos entender três pilares:

  • Os diferentes tipos de conteúdos que estão sendo criados e compartilhados.
  • As motivações de quem cria esse conteúdo;
  • As maneiras com que esse conteúdo é disseminado.

Passaremos por cada um desses pontos para, então, compreender algumas dicas sobre como podemos combater as notícias falsas.

7 tipos de notícias falsas que podemos identificar

Para sanar o primeiro item é identificar que tipo de conteúdos estão sendo criados e compartilhados, a jornalista Claire Wandle criou uma lista de 7 tipos de notícias falsas que podemos identificar e combater nas redes:

  1.   Sátira ou paródia: sem intenção de causar mal, mas tem potencial de enganar;
  2.   Falsa conexão: quando manchetes, imagens ou legendas dão falsas dicas do que é o conteúdo realmente;
  3.   Conteúdo enganoso: uso enganoso de uma informação para usá-la contra um assunto ou uma pessoa;
  4.   Falso contexto: quando um conteúdo genuíno é compartilhado com um contexto falso;
  5.   Conteúdo impostor: quando fontes (pessoas, organizações, entidades) têm seus nomes usados, mas com afirmações que não são suas;
  6.   Conteúdo manipulado: quando uma informação ou ideia verdadeira é manipulada para enganar o público;
  7.   Conteúdo fabricado: feito do zero, é 100% falso e construído com intuito de desinformar o público e causar algum mal.

Poderíamos dar exemplos de cada um desses itens, mas vamos nos ater a comentar o primeiro, da sátira utilizada sem o intuito de mal informar. No Brasil, há o portal Sensacionalista, que é muito conhecido e famoso. Ele tem o slogan: um jornal isento de verdade. A frase é, por si só, ambígua: pode significar que o jornal é realmente isento, objetivo e imparcial ou que ele é isento em publicar verdade, ou seja, publica mentiras. Esse segundo entendimento é o correto.

O Sensacionalista produz notícias falsas como se fossem verdadeiras, mas com o objetivo de construir críticas sobre acontecimentos mundiais por meio da ironia e da sátira, não de desinformar as pessoas. Mas apesar de todos esses fatores, pode haver confusão e o público considerar o seu conteúdo verídico.

Por que notícias falsas são feitas?

Há diversos fatores para a criação de notícias falsas. Alguns deles são a descrença na imprensa e a utilização das fake news como um negócio, para atingir objetivos de interesse próprio. Em estudos sobre os motivos pelos quais são feitas as fake news, chegou-se ao seguinte resultado: os motivos podem ser um jornalismo mal-feito; paródias, provocações ou intenção de “pregar peças”; paixão; partidarismo; lucro; influência política e propaganda.

Quanto ao lucro, por exemplo, os estudos se referem às notícias falsas terem se tornado um negócio. Há realmente quem lucre com esse advento, com ferramentas de propaganda gratuitas e com as manchetes chamadas de “iscas de clique”. Foi o caso de um brasileiro que chegou a fazer 100 mil reais mensais de lucro com sites de notícias falsas, segundo um mapeamento da  Folha de São Paulo.

A respeito da veiculação desses conteúdos, podemos dizer que são disseminados principalmente pela internet, por meio de redes sociais, portais falsos de notícias e grupos de aplicativos de mensagem, amplificados até por jornalistas que passam informações truncadas às pessoas. Outras notícias falsas são disseminadas por grupos diversos – de política, de religião, de crenças variadas – que fazem comunidades, páginas de Facebook e sites para compartilhar suas crenças e (des)informar as pessoas de acordo com sua fé. Existem também outras maneiras mais sofisticadas, em que há uso de robôs e mecanismos da internet próprios para disseminar conteúdos falsos.

Dicas para verificar se uma notícia é ou não falsa

A Federação Internacional das Associações e Instituições de bibliotecária (IFLA) publicou dicas para ajudar as pessoas a identificarem notícias falas. Elas são:

  • Considere a fonte da informação: tente entender sua missão e propósito olhando para outras publicações do site;
  • Leia além do título: títulos chamam atenção, mas não contam a história completa;
  • Cheque os autores: verifique se eles realmente existem e são confiáveis;
  • Procure fontes de apoio: ache outras fontes que confirmem as notícias;
  • Cheque a data da publicação: veja se a história ainda é relevante e está atualizada;
  • Questione se é uma piada: o texto pode ser uma sátira;
  • Revise seus preconceitos: seus ideais podem estar afetando seu julgamento;
  • Consulte especialistas: procure uma confirmação de pessoas independentes com conhecimento;

Pronto, agora você entendeu o que é notícia falsa, de que maneira ela pode aparecer para você, os motivos pelos quais elas são feitas e ainda fazer um trabalho individual de checagem de informação para não repassar boatos por aí.

Referências

Historiador Robert Darnton – entrevista Folha de S. Paulo; “Fake news viraram um grande negócio” – Revista Época; Imprensa brasileira na cobertura das eleições de 2018 – Revista Época; O que são as fake news – Professor Doutor Diogo Rais (Mackenzie); Fake news: o novo espetáculo – João Pedro Piragibe, Mestre em Educação, Arte e História da Cultura (Mackenzie); Blog Watch – Fake News Types; First draft news – Claire Wardle – 7 types of fake news; 6 tipos de fake news nas eleições dos EUA em 2016 – Claire Wardle – Columbia Journalism; O mundo das fake news – El País; Pós-verdade – Dicionário OxfordFact-check.org – Papa Francisco endossou Donald Trump?Estadão – TSE, Abin e Defesa combatem fake newsNew York Times – Como fake news se espalhamThe Guardian – Fake news ajudaram Trump a se eleger;  Buzzfeed News – Top Fake News 2016Relação Turquia e União Europeia – ExameO império da pós-verdade – Época;

Você acha que é possível as pessoas saírem da realidade da pós-verdade e realmente se importarem com a veracidade dos conteúdos que consomem? Deixe seu comentário!

Fonte: Politize! Escrito por Carla Mereles, estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), curadora do TEDxBlumenau e assessora de conteúdo do Politize.

Icnográfico POLITIZE Fake News

Impeça a votação do PL 73/2017 antes que seja tarde de mais!

Projeto de Lei 732017 - Municipalização de trecho da Rodovia BR-470

Uma contribuição ao debate!

Comunidade ilhotense, seguinte… talvez esse poderá ser um dos maiores estragos já promovido na gestão do prefeito Dida, um grande equívoco político que a Prefeitura de Ilhota pretender sancionar com a aprovação do #ProjetoDeLei PL 73/2017 que entra em sua primeira votação hoje na Câmara de Vereadores de Ilhota.

O ponto do debate que se levantou sobre o projeto principalmente nas mídias sociais, mais especificamente no grupo do WhatsApp da Câmara de Vereadores não é criação de uma rodoviária, lombada, parque industrial, bombeiros… isso ou aquilo. Essas coisinhas estão fora que cogitação no momento, não que sejam irrelevantes, mas o projeto tem seus pontos obscuros em suas entrelinhas.

A questão que devemos nos ater ao debate no momento sobre o projeto não é aquilo que não consta nos míseros 4 artigos da lei, e sim o que está oculto dela o favorecimento a um grupo de investidores. O município tem que pensar no bem comum das pessoas e isso não está acontecendo e estamos caminhando na contra mão do interesse público.

A obra daquela rodovia, apesar de inaugurada em 2 de setembro de 2016 e entregue a comunidade está inacabada. A rodovia está afundando! O Deinfra tem projetos (estou pesquisando pra logo publicar por aqui) para construir uma rotatória no trecho para fluir o futuro tráfego de veículos que tendem a como destino Pocinho e Barranco Alto e como se espera naquele loteamento com quase 900 lotes, imaginem a imensidão de carros entrando e saindo de lá. Será uma cidade. Teremos inúmeros problemas e isso é fato!

Então eu questiono… com a municipalização a prefeitura terá condições de fazer essas ações? Sabemos o quanto e difícil e o custo que é em conservar as nossas estradas com macadame, imagina uma obra dessa magnitude. Se o trecho passar para os cuidados da prefeitura, imagino que o Estado em sua magnífica sabedoria ira se ausentar do compromisso.

Portanto, peço aos nobres edis amigos da Câmara de Vereadores de Ilhota que barrem esse projeto, abrem uma consulta popular e depois de ouvir a sociedade, retornem ao debate do projeto. Caso haja e se estiverem com alguma dúvida quanto ao projeto, não é o prefeito que irá saná-la, pois o maior interessado é ele e vai convencer todos os vereadores a aderirem e aprovarem o projeto. A única razão para boicotar o projeto é o povo, após consulta-los. Nós devemos dizer aos vereadores o que eles deverão votar, a favor ou contra.

Vox Dei est eius

Conheça a lei!

Art. 1º Fica o Município de Ilhota autorizado a municipalizar o trecho que compreende a entrada da BR-470 no quilômetro 21,8 até a entrada da SC-470, cuja extensão é de 2,4 (dois vírgula quatro) quilômetros.
Parágrafo único. Para fins de assinatura do termo de transferência, o trecho acima referido é assim denominado: ENTR BR-470 (KM 21,8) – ENTR SC-470 (INÍCIO DA ÁREA URBANA DE ILHOTA) (SNV 470ASC1005) da Rodovia Federal BR-470/SC, com extensão total de 2,40 km.

Art. 2º A municipalização referida no artigo anterior não trará nenhum ônus à União Federal.

Art. 3º O Município assume a plena responsabilidade do trecho a partir da assinatura do termo de transferência e publicação do seu extrato no Diário Oficial da União.

Art. 4º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Erico de Olveira
Prefeito Municipal

Com alegria,
#DialisonCleberVitti

Trecho da Rodovia de acesso a Ilhota que liga a BR-470 com a Ponte de Ilhota que será municipalizada

Prefeito Dida quer municipalizar o trecho da rodovia da Ponte de Ilhota

Trecho da Rodovia de acesso a Ilhota que liga a BR-470 com a Ponte de Ilhota

Projeto de Lei Ordinária 73/2017 de 15/09/2017 de iniciativa do Executivo autoriza  municipalização de trecho da Rodovia BR-470.

O que dizer desse catastrófico #ProjetoDeLei PL 73/2017 de iniciativa da Prefeitura de Ilhota? Medo!

Os motivos que levaram a prefeitura na época a fazer a municipalização do pequeno trecho da Rodovia Jorge Lacerda no Centro da cidade de Ilhota – Minha Terra, Minha Vida foram única e exclusivamente para atender apenas a interesses e empreendimento privados de algumas gatos pingados do bolso grande, com incentivos fiscais e brandas licenças sem quase nenhuma fiscalização ambiental. Desse mesmo jeitinho ilhotense de ser é a mesma coisa que eles querem fazer com o trecho da rodovia que liga Ponte Padre Claudio Geremias Cadorin com a Rodovia BR 470.

Não há outra justificativa ou razão com a PL73/2017. Se uma pessoa quer investir na cidade, ela não sabe que tem que cumprir com determinadas normas? Claro que sabe! Antes de iniciar o projeto certamente o fulano de tal já sabia disso, mas sempre é bom especular.

Neste sentido eu pergunto, será que nessa cidade há dois pesos e duas medias? Claro que tem, e é evidente… um para os chegados do rei e outro para o resto! Interessante é fazer essa reflexão e tentar despertar nas pessoas o que essa administração didatorial está promovendo em Ilhota.

Se em um ano aquela pedacinho de asfalto da rodovia da ponte já cedeu, imagina daqui há dez ano, imaginou? Agora sonha com pesadelo! Com a municipalização, tira o dever do Estado e/ou União a responsabilidade da manutenção/conservação e obriga a Prefeitura de Ilhota a fazer o reparo.

Deinfra/SC está fazendo a tal da “revitalização” (que pra mim é mais uma operação tapa buracos) na Rodovia Jorge Lacerda e o trechinho do centrinho da #1lh074 ficou de fora, culpa dessa burrice em municipalizar e a #barroza terá que pagar o pato. Se administração não consegue resolver o problema dos semáforos na Avenida Ricardo Paulino Maes, e recuperar o asfalto, vai ter cacife corrigir a oscilação de toda rodovia que foi feita encima da terra podre, do brejo.

Isso é um grave erro e não podemos deixar passar barato. Será que vale a pena a gente pagar por isso em troca de um empreendimento que ficará livre, isento de tributação até 2036?

Com alegria,
#DialisonCleberVitti

Projeto de Lei 732017 - Municipalização de trecho da Rodovia BR-470

Conheça o IDMS 2016 de Ilhota e das cidades da região da Amfri

Mercado tem que ter sustentabilidade

O IDMS é uma ferramenta para a aplicação do conceito de desenvolvimento municipal sustentável construído a partir de uma série de indicadores considerados fundamentais para diagnosticar o grau de desenvolvimento de um território.

Esse índice, ao avaliar o desenvolvimento, configura-se como uma ferramenta de apoio à gestão capaz de evidenciar as prioridades municipais e regionais e situar as municipalidades em relação a um cenário futuro desejável.

A sustentabilidade é entendida como o desenvolvimento equilibrado das dimensões Social, Cultural, Ambiental, Econômica e Político-institucional.

Ilhota

  • IDMS: 0,607
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Blumenau
  • Área: 253 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 13.676,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 10.925 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 447.291,38 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hWy1Ap

IDMS 2016 - Ilhota

Balneário Camboriú

  • IDMS: 0,687
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 47 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 131.727,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 91.574 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 4.445.241,01 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hXx3Uk

IDMS 2016 - Balneário Camboriú

Balneário Piçarras

  • IDMS: 0,645
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 99 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 21.253,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 15.814 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 479.886,06 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hVi4KP

IDMS 2016 - Balneário Piçarras

Bombinhas

  • IDMS: 0,754
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 34 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 18.052,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 13.262 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 451.510,17 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hVi4KP

IDMS 2016 - Bombinhas

Camboriú

  • IDMS: 0,661
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 215 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 76.592,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 42.669 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 974.358,23 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hVEU4Y

IDMS 2016 - Camboriú

Itajaí

  • IDMS: 0,766
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 289 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 208.958,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 143.201 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 17.128.932,09 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hYEdHQ

IDMS 2016 - Itajaí

Itapema

  • IDMS: 0,706
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área59 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 59.147,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 37.853 (fonte: TSE/2016)
  • PIBR$ 1.363.896,10 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hVF780

IDMS 2016 - Itapema

Luiz Alves

  • IDMS: 0,599
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Blumenau
  • Área: 260 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 12.162,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 8.799 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 470.846,90 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hYETgm

IDMS 2016 - Luiz Alves

Navegantes

  • IDMS: 0,753
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 111 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 74.964,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 46.326 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 3.682.249,10 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hW6sHj

IDMS 2016 - Navegantes

Penha

  • IDMS: 0,616
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 62 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 30.262,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 20.987 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 505.115,98 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hVZOke

IDMS 2016 - Penha

Porto Belo

  • IDMS: 0,726
  • Associação: AMFRI
  • Secretaria Regional: ADR Itajaí
  • Área: 96 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 19.744,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 12.853 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 1.118.772,32 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hWctE2

CIDADES CIRCUNVIZINHAS DE ILHOTA

Gaspar

  • IDMS: 0,713
  • Associação: AMMVI
  • Secretaria Regional: ADR Blumenau
  • Área: 387 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 66.213,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 44.283 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 2.392.250,25 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hWor0j

IDMS 2016 - Gaspar

Blumenau

  • IDMS: 0,754
  • Associação: AMMVI
  • Secretaria Regional: ADR Blumenau
  • Área: 520 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 343.715,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 230.368 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 16.767.107,12 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hWmbGo

IDMS 2016 - Blumenau

Brusque

  • IDMS: 0,726
  • Associação: AMMVI
  • Secretaria Regional: ADR Brusque
  • Área: 283 km² (fonte: IBGE/2010)
  • População: 125.810,00 (fonte: IBGE/Censo/2016)
  • Eleitores: 84.654 (fonte: TSE/2016)
  • PIB: R$ 5.394.834,78 (fonte: IBGE/2014)
  • Link do relatório completo: http://bit.ly/2hWDXcy

IDMS 2016 - Brusque

Fonte