Impeça o descontrole de armas de fogo!

Impeça o descontrole de armas de fogo!

A Câmara dos Deputados lançou, nesta semana, a ferramenta online “Pauta Participativa”. Trata-se de um website em que a população pode votar em projetos de política, segurança e saúde. No campo da segurança, o PL 3722/2012, que busca revogar o Estatuto do Desarmamento e permitir que a população porte armas nas ruas de forma indiscriminada, está na dianteira.

Caso esta situação não se altere nas próximas duas semanas, o projeto será pautado na Câmara dos Deputados. Por favor, acesse o site e vote contra o PL 3722/2012 (Revisão do Estatuto do Desarmamento). Sua atuação é muito importante!

Observação
Para votar contra um projeto, é necessário apoiar dois outros. Nossas recomendações de votos a favor são:

  • Circunstanciado por Policiais Militares; e a
  • Lei Orgânica de Segurança Pública.

Pauta Participativa

Pauta Participativa é uma forma de você ajudar a Câmara a definir a prioridade de votações dos projetos. Ao final do período de consulta (2 semanas), a Câmara colocará em pauta os projetos de cada tema que tenham obtido o maior saldo positivo de votos, ou seja, votos favoráveis menos votos contrários. Participe! Acesse aqui para entender a metodologia utilizada.

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10 de setembro é o dia internacional de ação contra a OMC e acordos de livre comércio

OMC e ACL

Hoje, La Via Campesina está convidando os movimentos sociais e organizações da sociedade civil do mundo para mobilizar e organizar nossas resistências contra a Organização Mundial do Comércio (OMC) e acordos de comércio livre (ACL), construir alianças de solidariedade e se preparar para uma semana mundial de ação em dezembro, coincidindo com o 11º Ministerial Internacional que está agendada para ter lugar na Argentina.

Pela primeira vez desde a sua criação, a Organização Mundial do Comércio (OMC) está planejando se encontrar na América Latina. De 10 a 13 de dezembro, o governo de Mauricio Macri vai sediar Conferência Ministerial 11 da OMC, em Buenos Aires, Argentina. Empresários, ministros, chanceleres, e até mesmo presidentes vai estar lá. Para fazer o que? Para exigir mais “liberdade” para suas empresas, mais “facilidade de fazer negócios” para a exploração de trabalhadores, camponeses, povos indígenas, e tendo por terra e territórios. Em outras palavras, menos “restrições” sobre o desperdício transnacional.

Desde seu início em 1995 como derivado do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (Gatts), a Organização Mundial do Comércio promoveu a forma mais brutal do capitalismo, mais conhecida como a liberalização do comércio. No conferências ministeriais sucessivas, a OMC estabeleceu para globalizar a liberalização dos mercados nacionais, prometendo prosperidade econômica à custa da soberania. Em mais ou menos os mesmos termos, pela sua “liberalização, desregulamentação e privatização”, que é chamado Pacote do neoliberalismo, a OMC tem estimulado a multiplicação de acordos de comércio livre (ACL) entre os países e blocos regionais, etc. Nesta base, e por fazendo uso de governos que foram cooptados, maiores empresas transnacionais do mundo (ETN) buscam minar a democracia e todos os instrumentos institucionais para defender a vida, os territórios, ea comida e ecossistemas agrícolas dos povos do mundo.

Na anterior Conferência Ministerial (MC) em Nairobi em 2015, a OMC tinha feito seis decisões sobre agricultura, algodão e questões relacionadas com a PMA. As decisões agrícolas cobrir compromisso de abolir os subsídios às exportações agrícolas, público de armazenagem para fins de segurança alimentar, um mecanismo de salvaguarda especial para países em desenvolvimento, e medidas relacionadas com o algodão. As decisões também foram feitas em relação ao tratamento preferencial para os países menos desenvolvidos (PMD) na área de serviços e os critérios para determinar se as exportações dos países menos desenvolvidos possam beneficiar de preferências comerciais.

Este ano, com Macri Inc. na Casa Rosada (Casa de Governo da Argentina), o líder do golpe Michel Temer no Palacio del Planalto (local de trabalho oficial do presidente do Brasil), e o brasileiro Roberto Azevedo como seu Director-Geral, a OMC quer voltar ao tema da agricultura, para pôr fim à pesca de pequena escala, e avançar com os acordos multilaterais como o Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS). Não obstante as declarações protecionistas enganosas provenientes de Washington e Londres, a OMC vai se reunir novamente para tentar impor os interesses do capital à custa do Planeta Terra, das aspirações democráticas dos povos do mundo, e da própria vida.

Descrição: https://viacampesina.org/en/wp-content/uploads/sites/2/2017/08/Profile-Pic-EN-300x300.pngDurante estes 20 anos de luta contra a OMC, os povos do mundo têm resistido sua tentativa de globalizar tudo, inclusive a sistemas agrícolas e alimentos, para o benefício das empresas transnacionais. Nossas lutas têm sido o maior impedimento para o avanço da OMC, e não há dúvida de que La Via Campesina tem desempenhado um papel decisivo. Nossa resistência à liberalização do mercado ao abrigo deste regime neoliberal tem continuado desde a Rodada Uruguai conduzida no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT). Desde então, La Via Campesina mobilizou contra quase todas as conferências ministeriais desde Seattle (1999) e Cancún (2003) – onde nosso irmão Lee Kyung Hae, segurando uma bandeira declarando que “A OMC mata camponeses”, sacrificou sua própria vida – e até Bali (2013) e Nairobi (2015).

Este ano, entre os dias 8 a 15 de dezembro, uma delegação internacional La Via Campesina estará em Buenos Aires para tomar parte activa nas numerosas mobilizações da sociedade civil, fóruns e discussões. Nós estaremos lá para identificar a OMC como a organização criminosa que é e para levantar a bandeira da Soberania Alimentar. Vamos chamar todos os Governos, que depois de ter realizado o enfraquecimento da OMC, têm recorrido a acordos de comércio mega grátis bilaterais e regionais, que ameaçam aniquilar nossos sistemas alimentares, assim como a OMC tem feito ao longo das últimas duas décadas.

Estamos convidando todos os nossos organizações-membro – em cada país – para mobilizar durante esta “Semana de Ação contra a OMC” (de 8 a 15 de dezembro); dentro de seus contextos sociais e políticos, eles devem encontrar o momento certo e formar os melhores alianças, a fim de denunciar a OMC e os numerosos acordos bilaterais e regionais de livre comércio.

Insistimos que a agricultura não deve ser parte de qualquer das negociações da OMC!

Dizemos mais uma vez:
NÃO À OMC!
NÃO À acordos de livre comércio!
PARA A SOBERANIA ALIMENTAR de nossos povos!
GLOBALIZEMOS A LUTA!
Globalizemos a esperança!

Via Campesina

Prefeita mineira é presa por envolvimento em assassinato de jornalista

Prefeita é presa por envolvimento em assassinato de jornalista

Roseli Ferreira Pimentel (PSB), prefeita de Santa Luzia, em Minas Gerais, foi presa na manhã de quinta-feira (7), acusada de envolvimento no assassinato do jornalista Maurício Campos Rosa. O crime aconteceu em agosto de 2016 e além de Roseli, outros três homens suspeitos também foram levados pela polícia. As informações são do Jornal O Globo.

O jornalista era dono do jornal local “O Grito”, distribuído gratuitamente há mais de 20 anos na cidade, que faz parte da região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a polícia, Rosa foi morto com cinco tiros ao sair da casa de um conhecido. A prefeita já havia sido condenada anteriormente em outra ação por enviar mensagens aos diretores e professores de escolas pedindo que influenciassem pais de alunos nas eleições.

Em 2012, foi eleita vice-prefeita na chapa com Carlos Alberto Parrilo Calixto. Após a morte de Calixto em decorrência de um aneurisma, em 2016, Roseli assumiu o comando da cidade de 72 mil habitantes.

No ano passado, Roseli foi reeleita com 34% dos votos, mas em abril deste ano foi afastada pelo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por abuso de poder econômico e propaganda indevida com excesso de gastos em publicidade institucional. Em junho, a prefeita foi reconduzida ao cargo por meio de uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Minas Gerais (DHPP) deve fazer uma coletiva ainda essa semana para explicar a prisão, a motivação do crime e a relação entre a vítima e os acusados. Além da chefe do executivo foram presos David Santos Lima, Alessandro de Oliveira Souza e Gustavo Sérgio Soares Silva.

Histórico

Desde 1992, Roseli atuou como professora, supervisora e diretora de escolas. Ingressou na política em 2009, quando se tornou assessora da procuradoria da Câmara de Vereadores.

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Afinal de contas, exite algum programa de moradia econômica na Prefeitura de Ilhota?

Casa da Cohab em Ilhota

Essa é uma pergunta que as vezes me tira o sono, mas eu não sei responder, até por que, inclusão social, políticas públicas não é pauta, não é agenda pública e não são discutidas pela pelos gestores que estão a frente da prefeitura de minha cidade. O senso de gestão pública adotado pelo atual prefeito é dos mais temeroso que já passou pela administração, retrocedendo o município para o início do ano 2000.

Mas, vamos ao assunto que é o mais importante neste post a ser debatido. Espero encontrar um abençoado para que possamos evidenciar o tema e afim de promover um fórum de discussão e aprimorar o conceito de inclusão. Sei como funciona a política na minha cidade e a diretrizes das secretarias. Estou entrando no assunto por motivos profissionais, até por que estamos estudando o tema, pois logo irei me tornar um profissional liberal do segmento da construção civil. Meus conhecimentos técnicos e políticos, podem nos habilitar a liderar o debate no município.

Então! Até o que tenho estudado, o programa de moradia econômica é um beneficio de construção, que deveria ser garantido por Lei Municipal (desconheço a sua existência e tenho que pesquisar sobre), em que a Prefeitura, através de uma secretaria ou departamento, auxilia os munícipes interessados em construir ou regularizar seus imóveis.

Pelos os conhecimentos adquiridos em estudo, os técnicos acompanhariam a obra desde a fundação até o acabamento e todos deverão ser habilitados pela respectiva entidade de classe, neste caso, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo ou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia e claro, desde que sejam agentes devidamente designados pela prefeitura e que sejam concursados, para evitar favorecimento.

Transcrevo aqui o que aprendi em sala de aula quanto a solicitação do interesse. O munícipe interessado, caso exista o programa, deverá se dirigir até o órgão  gerenciador da política, munido da cópia do documento do terreno (escritura ou contrato), identidade e IPTU, assim como, solicitar via do requerimento do benefício, sendo que nesta fase não haveria custo.

Após o requerimento, o pedido é analisado e os agentes de fiscalização da prefeitura vão até a área para verificar se ela está apta para implantação da residência. Para a obtenção do beneficio, o terreno deverá estar inserido nas leis municipais vigentes, seja pela construção nova a ser iniciada ou pela regularização da unidade já consolidada.

O beneficio de construção através da moradia econômica, isenta o munícipe do pagamento de ISS (Imposto Sobre Serviço), além de fornecer sem custos, a placa de identificação da obra com o devido registro do profissional, ou seja, o técnico responsável.

O custo do Programa de Moradia Econômica prevê (segundo estudos) pequenas taxas como: RRT (Registro de Responsabilidade Técnica), emissão de Projetos e a emissão do Certificado de Conclusão.

Agora, vamos aos debates.

Algumas séries sobre política que você precisa conhecer

Seriados de política

Política costuma ser assunto para muita discussão! A indústria cinematográfica sempre considerou isso nas suas produções, como em Dr. Fantástico (1964), que conta a história de um general que planeja dominar o mundo e acabar com o comunismo, bem no período histórico em que essa corrente ganhava força.

As produções relacionadas à política vêm estabelecendo-se, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial e o Plano Marshall, um projeto realizado pelos Estados Unidos para financiar a reconstrução da Europa pós-guerra. Assim, teve como medida a inserção de produtos culturais que propagavam ideologias, como o American Way of Life. Desde então, a indústria cresceu e, hoje, os produtos audiovisuais estão cada vez mais em evidência e diversificados.

Vamos indicar algumas séries sobre política, relacionando o conteúdo delas com os eventos no mundo, para que você se divirta e ainda fique por dentro de temas importantes! Confira agora as 6 séries sobre política que você precisa conhecer.

House of Cards

House of CardsHouse of Cards talvez seja a série mais popular dessa lista. A série estreou em 2013 pela Netflix e tem seu enredo baseado nas tentativas de ascensão ao poder de um congressista chamado Frank Underwood.

No decorrer das temporadas, estando na 5º atualmente, Frank arquiteta estratégias e planos corruptos para o tão almejado cargo da Presidência da República, juntamente com sua esposa Claire. No decorrer dos episódios, você aprende sobre o sistema político dos EUA e as relações de poder entre seus políticos e partidos.

O interessante sobre essa série é a forma escancarada com que Frank maneja suas artimanhas e interage com o público, compartilhando todos os pensamentos. Isso assusta, pois se põe à visão geral de que os políticos escondem o que pensam e seus verdadeiros objetivos. Frank, no entanto, não faz segredos com quem está assistindo. Além de contar com a brilhante atuação de Kevin Spacey como Frank Underwood, os espectadores acompanham de perto a vida desse político que os cidadãos estadunidenses não verdadeiramente conhecem.

A série se passa nos Estados Unidos, mas chamou atenção por seus eventos serem similares aos eventos políticos que aconteciam no Brasil. Só não contamos mais para não vazar informações antes que você assista! Uma rede social oficial da série, inclusive, brincou com essa semelhança afirmando, em português, que “está difícil competir”.

Homeland

HomelandHomeland retrata o momento da guerra entre o Iraque e os Estados Unidos. A série tem como protagonista a atriz Claire Daines, que interpreta uma oficial de operações da CIA, a agente Carrie Mathison. Tudo começa quando, após conduzir uma operação não autorizada, Claire foi realocada para o Centro Contraterrorista da CIA.

Nesse meio tempo, Claire foi informada de que um agente norte-americano, anteriormente capturado pela Al-Qaeda, se aliou a eles e repassou informações sigilosas do governo. Com isso, Claire segue em busca do agente infiltrado, permeada por toda a atmosfera da guerra e de seus próprios problemas psicológicos.

A Al-Qaeda e os Estados Unidos
Al-Qaeda é uma organização islâmica que foi liderada por Osama Bin Laden e, desde a sua criação em 1989, tem como principal objetivo expulsar tropas russas do Afeganistão. Durante esse período, os Estados Unidos ajudavam financeiramente a organização com a compra de armamento. Com a Guerra do Golfo e as instalações de bases militares estadunidenses na península arábica, uma localização sagrada do islã, a Al-Qaeda iniciou atividades diretas contra os Estados Unidos. Conheça a história completa do grupo terrorista, neste post.

A série está na sua 6º temporada e está disponível na Netflix. Homeland traz a perspectiva dos Estados Unidos, mas também recomendamos assistir à série na qual Homeland fora inspirada, a israelense “Prisioneiros de Guerra” (Hatufim), disponível no Globosat+ e no Now, para conhecer o outro lado da história.

The Americans

The AmericansA Guerra Fria é um dos acontecimentos históricos mais conhecidos, por ter se passado entre dois grandes eventos mundiais: a Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética. A constante tensão entre EUA e URSS, defensores de correntes políticas diferentes – capitalismo e comunismo -, é representada na série.

The Americans elucida justamente esse período. A série traz a história de dois agentes soviéticos da KGB que se infiltram nos Estados Unidos, tendo que se passar por uma família comum. Eles têm como missão controlar a rede de espiões no país, entretanto, cada vez mais se envolvem e se comportam como um casal.

A série é inspirada em fatos reais e seu criador é um ex-agente da CIA, Joe Weisberg, que mostra um pouco do que aconteceu nos Estados Unidos naquela época. A história, então, é um drama político entre o impasse do disfarce deles como agentes e a vida familiar com seus filhos. The Americans também está disponível na Netflix.

Narcos

Narcos com Wagner MouraNarcos se passa na Colômbia e conta a trajetória dos cartéis colombianos liderados por Pablo Escobar (1949 – 1993), considerado um dos maiores narcotraficantes do mundo. O colombiano ganhou notoriedade por suas formas de burlar a política anti-drogas norte-americana, seu principal mercado. Além disso, envolveu-se com o maior grupo guerrilheiro do país, as FARC.

A série se passa na perspectiva de dois agentes da DEA (Agência Anti-Drogas norte-americana), que mudaram sua vida para combater Escobar em Medellín. Assim, Narcos acompanha a dualidade de Pablo como um traficante e, por outro lado, um “benfeitor” para a população da cidade. O colombiano se candidatou e chegou ao Congresso, além de realizar constantes reparações à comunidade. A série mostra também a atuação do governo da Colômbia perante o crescimento dos cartéis.

O ator brasileiro Wagner Moura faz o papel de Pablo Escobar. Para interpretar Pablo, Wagner se mudou para Medellín durante 6 meses para aprender espanhol, além de ter engordado 20 kg apenas para o papel.

Narcos foi produzida pela Netflix e dirigida pelo brasileiro José Padilha, diretor dos renomados Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2 (2010), que também usou a violência explícita e a exploração de aspectos íntimos dos personagens. A parceria anterior entre Wagner e Padilha fez com que houvesse uma liberdade criativa para a execução dessa série. Baseada em fatos reais, Narcos caminha para sua terceira temporada.

Quiz: mito ou verdade, o que você sabe sobre as FARC?

Designated Survivor

Designated SurvivorEstrelada por Kiefer Sutherland (da série 24 horas), Designated Survivor tem como premissa a ascensão do Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Tom Kirkman, à posição de presidência dos Estados Unidos.

A repentina mudança na vida de Kirkman foi causada por uma explosão no Capitólio dos Estados Unidos, na noite do Discurso do Estado da União, momento em que todos os governadores estavam reunidos. O Discurso do Estado da União é uma obrigação do presidente dos Estados Unidos, proposto pela Constituição, de prestar informações conclusivas sobre as estratégias políticas e militares ao Congresso. O evento acontece anualmente e é transmitido para a população.

Assim, um representante do governo fica designado a não comparecer à cerimônia, para suceder a posição de Presidente da República em caso de algum atentado.

Com o ocorrido, Kirkman tem que aprender a lidar com essa nova realidade, subitamente, sem possuir nenhuma experiência em cargos de tamanho poder. Assim, a série acompanha as imcumbências a Kirkman de formar um novo secretariado, lidar com relações exteriores e investigar o atentado terrorista.

No Brasil, a série – que é a única da nossa lista não inspirada em fatos reais – é transmitida pela Netflix.

Os Dias Eram Assim

Os Dias Eram AssimPor último, indicamos uma série brasileira que tem conquistado a atenção de muitas pessoas. Aos poucos, o país adentra o mundo das séries, fazendo grandes produções principalmente no horário das 23h na TV aberta. Os Dias Eram Assim é uma série que retrata a vida de uma família, seus conflitos e cotidiano na Ditadura Militar.

A série mostra os impasses da militância com as elites. A atriz Sophie Charlotte interpreta a personagem principal, que faz a ponte entre esses dois lados. Além disso, a produção vem sendo elogiada pela fotografia, enredo e aplicação dos fatos, tendo como parte da abertura fotos reais da época da ditadura militar (1964-1985).

A série é uma boa pedida para quem busca consumir mais produtos audiovisuais nacionais. Os Dias Eram Assim está no ar na Rede Globo, mas pode ser assistida na íntegra no Globo Play.

Diante dos mais recentes quadros no mundo, de atentados terroristas e guerras civis, podemos esperar grandes produções inspiradas na “vida real”. E você, já assistiu algumas dessas séries? Indica outras para conhecermos? Comente!

Fonte: Politize! por Giulliana Moreira, que é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fotógrafa. Acha fascinante o processo criativo da Comunicação, culturas e relações interpessoais.

Lula tem direito de resposta negado em reportagem no “Fantástico”

Luiz Inácio Lula da Silva

O juiz Gustavo Dall’Olio, da 8ª Vara Cível de São Bernardo do Campo negou, na última quarta-feira (30), o pedido de resposta feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito de uma reportagem exibida pelo “Fantástico” no dia 16 de julho. “É vedado ao Poder Judiciário influir no conteúdo de matéria jornalística, porque a ninguém, nem mesmo ao ex-presidente da República, é dado pautar a imprensa”, afirmou o juiz.

Segundo informações do Conjur, o ex-presidente acusou o programa de explorar o termo “prova”, sem distinguir ao telespectador os conceitos jurídicos de “provas”, “meios de provas” e “instrução processual”. Assim, diz o pedido assinado pelos advogados Roberto Texeira, Cristiano Zanin Martins, Maria de Lourdes Lopes e Valeska Teixeira Martins, a emissora induziu os telespectadores ao erro, fazendo-os acreditar que eram provas irrefutáveis.

Ainda de acordo com o Conjur, os advogados da Rede Globo, Manuel Alceu Affonso Ferreira, Afranio Affonso Ferreira Neto e Andre Cid de Oliveira, afirmaram que para atingir sua missão de informar ao homem comum, deve apresentar a informação de modo acessível.

Com base nessa argumentação, o juiz concordou que não é possível exigir do veículo esmero técnico-jurídico. “A informação, para ser constitucionalmente adequada, deve ser acessível a todos. O rigorismo técnico exacerbado, mormente em questões jurídicas que mexem diretamente em assuntos do cotidiano das pessoas, significaria a negação do próprio direito à informação”, afirma na decisão.

O magistrado entendeu ainda, que as expressões utilizadas pelo programa não afirmam a culpabilidade de Lula. “”Portanto, sob este prisma, a matéria do programa Fantástico não resvalou na prática de qualquer abuso ou ilícito. Não ter sido dada a conformação jurídica desejada pela defesa às expressões empregadas na matéria não traduz, nem de longe, abuso do direito de informação, tampouco ofensa à honra, imagem, intimidade ou reputação do ex-presidente da República”, concluiu a sentença.

Outro lado

Outro questionamento feito pela defesa do ex-presidente tem relação ao tempo da reportagem dispensado ao contraditório. Para os advogados de Lula, dos 13 minutos, apenas dois foram dados à defesa.

De acordo com Dall’Olio, a reportagem abriu espaço para um contraditório verdadeiro e eficiente, ainda que com tempo reduzido. Segundo o juiz, só faria sentido dar o mesmo tempo à defesa, caso se tratasse de um debate. “A, Globo fez o quê lhe incumbia, informar; direito seu e da coletividade, exercitado de forma regular e profissional, facultando-se, ao ex-presidente da República, o contraditório, por meio de seus advogados, conduta que não lhe era exigida, por nenhuma norma legal, senão pela adoção de padrões éticos que revelam a prática do bom jornalismo”, complementou.

Outro questionamento feito pela defesa do ex-presidente faz menção ao destaque dado pelo dominical à sentença do juiz Sergio Moro. Dall’Olio entendeu que a veiculação tratava de um documento histórico.

“A notícia de um ex-presidente da República condenado à pena de prisão é motivo de destaque e repercussão em todos os veículos de comunicação ao redor do mundo, justamente porque coloca em evidência, ao público em geral, o primado de que ninguém – sem exceção – está acima da lei”, diz a sentença.

“É a própria razão de existir da matéria, uma condenação à pena de prisão, por crime contra Administração Pública (ainda que em primeiro grau de jurisdição), que lhe é moralmente desfavorável, ofensiva in terminis ao seu status dignitatis, não o exercício legítimo do dever de informar”, encerrou o juiz, ao concluir que que não houve abuso do direito de informação, tampouco lesão a direitos da personalidade humana.

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Falso repórter fotográfico engana veículos de todo o mundo e está foragido

Falso repórter

Em sua coluna no site Waves, o jornalista Fernando Costa Netto contou “uma história de cair o queixo”, conforme sua própria definição. O relato é sobre o repórter fotográfico de guerra Edu Martins, um brasileiro que se aventurava em regiões de conflito e se especializou em imagens de guerra e também de surf, esporte que afirmava ter ensinado para crianças na região de Gaza.

Martins tinha em suas redes sociais seguidores importantes, como os veículos BBC, Wall Street Journal, Al Jazeera, Le Point, Lens Culture e Vice. Como se não bastasse toda essa chancela dos principais periódicos do mundo, o fotógrafo também era seguido pelas Nações Unidas.

“Nas duas últimas vezes em que falamos, sempre pelo WhatsApp, ele me disse que estava exausto, abalado emocionalmente pelos meses em Mosul, mas que iria para Raqqa, Síria, para mais uma investida. Em seguida, voltaria ao Brasil”, relata Netto em seu texto.

O jornalista conta ainda, que a última vez em que conversou com Martins, também pelo aplicativo de mensagens, o convidou para contar sua história. “O cara de pau me respondeu: ‘Estou na Austrália. Tomei a decisão de passar um ano uma van. Vou cortar tudo, inclusive internet. Quero ficar em paz, a gente se vê quando eu voltar. Qualquer coisa, me escreve no dudumartisn23@yahoo.com. Um grande abraço, Vou deletar o zap. Fica com Deus. Um abraço’”, disse.

O que se passou a partir desse contato, foi o mais curioso. Um dia antes dessa conversa, Netto afirma ter recebido dois telefonemas de repórteres de grandes veículos – um brasileiro e outro inglês – perguntando se ele o conhecia. “eu o conhecia e achei estranho. Um deles me disse que estavam desconfiados que o correspondente freelance no Oriente Médio provavelmente não existia, que o @edu_martinsp na realidade era um perfil falso e que estavam investigando”, esclarece.

Edu Martins, na realidade, nunca existiu. E de acordo com a apuração realizada por Netto, o falso fotógrafo nunca existiu e, por mais de um ano enganou os principais veículos de comunicação do mundo e também as Nações Unidas. “Também apurei que a polícia está no caso e que, em breve, irão prendê-lo por crime na internet, danos morais, roubo de imagens e mais um monte. É uma pena. Qualquer notícia informo por aqui. Bom dia a todos”, finaliza Netto.

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Um e-mail encaminhado para o presidente do Ibama 📣

Greenpeace Brasil

Aqui está a cópia do e-mail enviado para o Ibama.

Prezada Suely Araújo,

O Ibama está analisando o Estudo de Impacto ambiental (EIA) para a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas submetido pelas empresa francesa Total e a inglesa BP.

Os documentos protocolados pelas empresas apresentam diversas falhas e inconsistências, como apresentadas pela equipe do Ibama nos seus pareceres técnicos 687/15; 219/16 e 55/17. Foram mais de 125 pedidos de emendas e correções só no último parecer, um indício da baixa qualidade dos estudos.

Além de todas as inconsistências, as empresas ainda subestimam a importância da descoberta dos Corais da Amazônia, um recife de grande biodiversidade localizado a apenas 8 km do bloco da Total e a 28 km do poço objeto do atual licenciamento. Apesar dos vários pedidos de correção do Ibama, a Total vem continuamente apresentando novos documentos com as mesmas falhas já levantadas pela equipe técnica do órgão, ou somente justificando suas escolhas e ignorando os pedidos de novos estudos. Um exemplos é o pedido do Ibama por uma novo estudo de Modelagem de Dispersão de Petróleo (no qual os técnicos discorreram por quatro páginas sobre as falhas) que foi sumariamente ignorado pela empresa. A Total somente apresentou justificativas para seus dados e pequenas modificações de texto. Já o plano emergencial não apresenta nenhuma medida específica para a proteção dos Corais da Amazônia, apesar de afirmar que há 30% de probabilidade de um derramamento atingi-los.

O Greenpeace junto a cientistas do mundo todo e mais de 1 milhão de apoiadores que assinaram a petição pela Defesa dos Corais da Amazônia pedem que Ibama negue a licença ambiental para a perfuração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas diante das inúmeras falhas e inconsistências dos EIAs e do risco aos Corais da Amazônia.

Atenciosamente,
#DialisonCleberVitti

Greenpeace Brasil

Juristas questionam em livro julgamento político de Moro no caso “triplex do Guarujá”

Livro "Comentários a uma sentença anunciada"

O livro “Comentários A Uma Sentença Anunciada: o Processo Lula”, que será lançado dia 30, às 18h30, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, contém uma coletânea de artigos que nasceu de um movimento espontâneo e bastante significativo de juristas brasileiros. Mais de uma centena de renomados advogados examinaram cuidadosamente a sentença proferida no âmbito do processo que tramitou na 13ª Vara Federal de Curitiba, no caso que ficou conhecido na mídia como o do “tríplex do Guarujá”.

A sentença, contendo 238 laudas, expõe de forma clara a opção do julgador pela radicalização e uso do Direito com fins políticos. Demonstra, sem receio, a nítida adoção do processo penal de exceção, próprio dos regimes autoritários. O manejo dos conceitos e noções seguiu por essa trilha de condenação, reverberando convicções particulares e presunções formuladas em matéria penal em desconformidade com a análise de fatos apoiada em provas.

A fragilidade da técnica jurídica empregada no decisório revela a insegurança, incerteza e maleabilidade que permeiam os atos praticados nos processos promovidos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse processo penal/político promovido pelo Ministério Público Federal é histórico e será, ao longo dos próximos anos, objeto de estudos na graduação, pós-graduação, no Brasil e no exterior.

A corrupção, em todas as esferas, precisa ser firmemente combatida, mas nunca à custa de direitos fundamentais tão duramente conquistados em anos de luta contra a opressão e o arbítrio. E também nunca às custas do desenvolvimento econômico do país, já que, como ocorre na operação símbolo de combate à corrupção no Brasil, a chamada Operação Lava Jato, muitas vezes não se levou em conta as consequências da interrupção ou suspensão de atividades de empresas investigadas, sua imagem e inserção nos setores produtivos do país, tudo isso produzido em juízo de primeiro grau de jurisdição.

Com organização de Carol Proner, Gisele Cittadino, João Ricardo Dornelles, Gisele Ricobom, doutores e professores de direito na UERJ, UFRJ, PUC-Rio e UNILA, a obra reúne artigos de diversos juristas, como Lênio Streck e Pedro Estevam Serrano, Ruben Rockenbach Manente, Eugênio Aragão, Celso Antônio Bandeira de Mello, Weida Zancanner, José Eduardo Cardozo, e outros mais.

Cocaína na adolescência é mais prejudicial que na vida adulta

Cocaína

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP demonstraram de forma objetiva algo que especialistas em neurociências já suspeitavam: pessoas que começam a usar cocaína durante a adolescência desenvolvem défices cognitivos mais significativos do que quem inicia o consumo da droga na vida adulta.

Foram detectadas diferenças marcantes principalmente em habilidades como atenção sustentada (requerida para a realização de tarefas longas, como o preenchimento de um questionário), memória de trabalho (necessária para o cumprimento de ações específicas, como a de um garçom que precisa gravar o pedido de cada uma das mesas até o momento de entregar o prato corretamente) e memória declarativa (que corresponde ao armazenamento e recuperação de dados após um período de intervalo).

Além disso, no grupo de usuários com início precoce foi 50% mais frequente o consumo concomitante de maconha e 30% de álcool, quando comparado com dependentes que iniciaram o uso da droga depois dos 18 anos.

“A adolescência é considerada uma das etapas cruciais do desenvolvimento cerebral, quando o excesso de sinapses é eliminado e as estruturas essenciais para a vida adulta são selecionadas e refinadas. O uso de drogas nesse momento pode atrapalhar o processo de programação do cérebro e fazer com que conexões importantes sejam perdidas,” comentou o professor Paulo Jannuzzi Cunha, coordenador do projeto.

Estudo

Um dos diferenciais deste estudo foi medir os impactos cognitivos comparando dois grupos de dependentes que estavam sob uma condição de abstinência controlada.

“Muitos estudos deste tipo avaliam indivíduos em ambulatório, sem a certeza de que, ao chegar em casa, eles não farão uso da droga. No nosso caso, porém, todos os participantes estavam internados. Assim, temos a certeza de que os achados não estão relacionados aos efeitos agudos da cocaína ou de outras substâncias,” explicou o pesquisador.

Foram incluídos na amostra 103 pacientes dependentes de cocaína – 52 deles no grupo de usuários com início precoce (antes de 18 anos) e 51 no grupo com início tardio (após 18 anos). A faixa etária dos participantes variou de 20 a 35 anos e a proporção de homens e mulheres foi semelhante. Entre os dependentes com início precoce destaca-se um participante que faz uso de cocaína desde os 12 anos. Um terceiro grupo de controle tinha 63 pessoas não usuárias de substâncias psicoativas.

Para o pesquisador, os resultados mostram ainda que os pacientes mais graves, ou seja, com déficits cognitivos mais acentuados, necessitam de tratamento mais intensivo e multidisciplinar, com a associação de terapia e medicamentos.

Diário da Saúde

Governo temerário traz a fome de volta

Fome

É preciso resistir mais que nunca e lutar para impedir os retrocessos. A maioria da população só tem a perder com o arranjo político em exercício

Por Nathalie Beghin e Iara Pietricovsky*

As Nações Unidas abrigaram recentemente em Nova York uma reunião de alto nível para discutir o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Um dos temas em discussão foi o Objetivo 2, batizado de Fome Zero, inspirado na bem-sucedida experiência brasileira de eliminar a fome, atestada pela FAO em 2014.

Note-se a relevância que o Brasil já teve no cenário internacional, pois suas políticas públicas foram capazes de influenciar um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, assinada em 2015 por 193 países.

Em função desse debate global, começou a circular a informação de que o Brasil estava retrocedendo em um dos objetivos, o de erradicar a fome, pois a insegurança alimentar e nutricional voltou a assombrar o país.

Dados oficiais revelam que a pobreza vem recrudescendo. Segundo o IBGE, 9,2% de famílias tinham em 2015 rendimento per capita inferior a um quarto de salário-mínimo, um dos indicadores de medição da fome. Em 2014, essa proporção era de 7,9%, o que corresponde a um aumento de 16% em apenas um ano.

Como a redução da pobreza no Brasil nos últimos anos esteve fortemente atrelada à melhora real dos rendimentos das famílias, que vêm caindo desde 2014, a chaga da miséria se torna novamente uma questão em nosso país. O Banco Mundial diz a mesma coisa. Em estudo publicado recentemente, o Banco calcula que o número de pessoas vivendo na pobreza extrema no Brasil deverá aumentar entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o final de 2017.

Organizações da sociedade civil vêm produzindo dados na mesma direção. A Fundação Abrinq lançou relatório que evidencia que cerca de 6 milhões de crianças vivem atualmente na pobreza extrema, o que equivale a toda a população da cidade do Rio de Janeiro. Já a Oxfam Brasil nos informa que apenas 6 homens brancos detém renda equivalente à metade mais pobre da população brasileira, que equivale a 100 milhões de pessoas!

Apesar de evidências indiscutíveis, pois produzidas por entidades idôneas, o governo em exercício no Brasil tem a ousadia de afirmar que está tudo bem. Em relatório elaborado por conta da reunião de Nova York acima mencionada, o presidente da República chega a afirmar que tal relatório “constitui, também, exercício de prestação de contas, em primeiro lugar perante a sociedade brasileira, das medidas que nosso governo vem adotando em nome de um país mais próspero e justo, com oportunidades para todos – até mesmo para as gerações futuras”. A pergunta que não quer calar é: como o aumento da fome e da miséria pode ser resultado de medidas inclusivas e justas?

A afirmação do Temer no relatório brasileiro revela que o atual governo se mostra insensível ao aumento da pobreza e da fome, bem como da destruição dos recursos naturais do país. O Inesc vem mostrando, por meio de uma série de notas e textos, que todas as medidas implementadas nos últimos meses com o pretexto de “combater a crise” afetam, única e exclusivamente, os que menos têm.

Estamos nos referindo à emenda constitucional que congela os gastos públicos por 20 anos e que irá diminuir em termos reais os recursos disponíveis para saúde, educação, assistência social e segurança alimentar e nutricional, entre outros; aos cortes orçamentários que afetam proporcionalmente mais as políticas voltadas para os mais vulneráveis; à reforma trabalhista que resulta na precarização das relações de trabalho e na diminuição da renda dos trabalhadores e das trabalhadoras; à implementação de parcerias público-privadas que contribuem para enfraquecer ainda mais o combalido Estado e sua capacidade de promover políticas de combate às desigualdades, fome e pobreza além de constituírem-se em mecanismos de corrupção; à reforma da Previdência que penaliza a base da pirâmide e, especialmente mulheres e negros.

Especialistas como Luciana Jaccoud do Ipea mostram que a reforma da Previdência Social irá excluir 44% das mulheres urbanas ocupadas da aposentadoria, além de aumentar as desigualdades entre homens e mulheres, e de elevar a desproteção no campo. Estima-se que essa exclusão afete entre 60% e 80% dos que se aposentariam.

Temos ainda as medidas de flexibilização das leis ambientais, que impactarão os povos indígenas e os povos e comunidades tradicionais; a reforma ministerial que ceifou a institucionalidade voltada para os excluídos (agricultores familiares com a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário; mulheres com a extinção da Secretaria de Políticas para as Mulheres; negros com a extinção da Secretaria de Igualdade Racial; povos indígenas com o esvaziamento da FUNAI); e o aumento de impostos indiretos (PIS e Cofins nos combustíveis) que agrava a regressividade da carga tributária fazendo com que os mais pobres paguem proporcionalmente mais.

A extorsão dos mais vulneráveis somam-se às benesses concedidas aos mais ricos: o direito de invadir terras indígenas e florestas para expansão do agronegócio e das mineradoras; o perdão de dívidas de grandes empresas; a privatização de serviços públicos que abre novos mercados para o setor privado; e a implementação de parcerias público-privadas que transformam a infraestrutura, em todos os níveis federativos, na nova fronteira de acumulação e lucratividade para investidores nacionais e estrangeiros.

Enfim, eliminam-se os obstáculos (institucionais, sociais, ambientais, culturais e trabalhistas) que possam postergar ou afetar a rentabilidade esperada pelo setor empresarial.

Na lógica dos governantes de plantão, comprovadamente corruptos, pouco importa a volta da fome, já que conseguem, mesmo sem voto e sem popularidade, a façanha de assegurar o enriquecimento das elites. Não há qualquer interesse, nem vontade política, de caminhar na direção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por isso é preciso resistir mais que nunca, e lutar para impedir os retrocessos porque a grande maioria da população brasileira só tem a perder com esse arranjo político em exercício.

Nós – ONGs, movimentos sociais e ativistas do campo democrático e popular – temos a obrigação legal e moral de denunciar diuturnamente as violações de direitos humanos perpetuadas por esse governo temerário. Temos um longo caminho pela frente, mas a causa é justa e é isso que mantém nossa chama viva!

* Nathalie Beghin e Iara Pietricovsky são integrantes do Instituto de Estudos Socioeconômicos/INESC e do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI.

Fonte: Carta Capital

Professora da Univali é autora de obra coletiva que avalia a condenação de Lula

Professora do curso de Direito da Univali Fernanda Martins

A advogada Fernanda Martins, docente do curso de Direito, está entre os juristas brasileiros que analisaram o caso.

A professora do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) Fernanda Martins, é uma das autoras da obra jurídica coletiva “Comentários a uma sentença anunciada: o caso Lula”, que será lançada no dia 31 de agosto, às 18h, na sede da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi – RS), em Porto Alegre (RS). Ela integra um grupo de renomados juristas que se reuniu para, por meio da publicação, pontuar arbitrariedades e equívocos jurídicos encontrados no processo que condenou Lula.

Livro Comentários a uma sentença anunciada - O processo de LulaSão 122 artigos, de 103 autores, sob a coordenação dos doutores e professores de Direito – Carol Proner, da UFRJ; Gisele Cittadino, da PUC-Rio; João Ricardo Dornelles, da PUC-Rio; e Giseli Ricobom, da UNILA. Os juristas tiveram acesso à sentença do ex-presidente Lula, proferida pelo juiz Sergio Moro, no processo sobre o tríplex em Guarujá, e a partir da análise do processo detalharam pontos que revelam caráter político do texto e parcialidade do juiz.

Fernanda Martins é professora de Direito Penal, Processo Penal e Criminologia da Univali. Doutoranda em Ciências Criminais pela PUC-RS, escreveu juntamente com o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUC-RS, Augusto Jobim de Amaral, que é doutor em Altos Estudos Contemporâneos, doutor, mestre e especialista em Ciências Criminais, o artigo intitulado “O que do cinismo jurídico ‘vem ao caso’?”.

No texto, os dois mergulham rapidamente em questões técnicas da sentença, apontam a falta de elementos hábeis para amparar a sentença prolatada e a possível falta de preparo de ordem técnico intelectual. “Problema não é dizer que a decisão judicial é política, todas são em alguma medida, a não ser que queiramos assumir um purismo no trato da questão jurídica afeitas às falsas imunidades, de ideologias autoritárias. Mas qual política é essa? Qual a sua aderência à democracia? E o que implica a uma decisão penal maior ou menor permeabilidade às regras democráticas”, questionam, em um trecho do artigo.

O livro apresenta e traduz leituras técnicas do direito à sociedade, amplia a visão sobre o processo, a decisão judicial e política,
comenta Fernanda

A obra coletiva é uma realização do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora, do Instituto Joaquím Herrera Flores e do Projeto Editorial Praxis. O livro já foi lançado no Rio de Janeiro, em São Paulo e agora será apresentado no Rio Grande do Sul, devendo seguir com eventos de lançamento em outros Estados.

Mais informações: (48) 3211-2011, na coordenação do curso de Direito da Univali, Campus Kobrasol, com a professora Fernanda Martins.

Univali

Alguns videogames são melhores para o cérebro que outros

Jogar videogame faz bem ao cérebro

Pelo menos nos últimos 10 anos, os cientistas têm afirmado que os jogadores de videogame apresentam melhor atenção visual, melhores habilidades de controle motor e melhor memória de curto prazo.

Mas será que esses benefícios podem ter um custo? Parece que sim, afirmam Véronique Bohbot (Universidade de Saúde Mental de Douglas) e Greg West (Universidade de Montreal).

Segundo eles, jogar videogames de ação regularmente reduz a matéria cinzenta no cérebro, particularmente na região do hipocampo envolvida na aprendizagem espacial, na navegação e na memória. O hipocampo é fundamental para uma cognição saudável. Quanto mais esgotado o hipocampo, mais uma pessoa corre o risco de desenvolver doenças cerebrais que vão da depressão à esquizofreniaTEPT e doença de Alzheimer.

Os jogadores que não usam estratégias de memória espacial, como marcos para navegar através de um jogo de tiro em primeira pessoa, mas que espontaneamente dependem de estratégias de resposta, como contagem e padronização para encontrar o caminho, são ainda mais afetados.

Depende da estratégia

Os pesquisadores primeiro investigaram diferenças na matéria cinzenta do hipocampo de jogadores de videogames e de pessoas que nunca jogam videogames. Os jogadores foram entrevistados para determinar as estratégias que eles empregam para navegar no ambiente do jogo.

Pessoas que usam a estratégia de navegação espacial resolvem uma tarefa de realidade virtual em um labirinto aprendendo a relação entre objetos-alvo e marcos específicos no labirinto. Já aqueles que se baseiam na resposta usam contagem, padronização e memorização de uma série de ações para lembrar sequências específicas ao longo do caminho.

Os exames mostraram que os jogadores de jogos de ação habituais têm significativamente menos matéria cinzenta em seu hipocampo, principalmente aqueles que usam estratégias de resposta.

Por outro lado, depois de receberem treinamento, houve um aumento na matéria cinzenta dos participantes que usaram estratégias espaciais dependentes do hipocampo. O crescimento foi observado no hipocampo ou na área do córtex entorrinal, particularmente no grupo de controle que treinou em jogos de plataforma 3D, e não nos jogos de ação em primeira pessoa.

“Estes resultados mostram que os videogames podem ser benéficos ou prejudiciais ao sistema do hipocampo, dependendo da estratégia de navegação que uma pessoa emprega e do gênero do jogo,” disse West.

Melhorar habilidades cognitivas

Os resultados também sugerem cautela ao usar jogos de vídeo para melhorar habilidades cognitivas, como memória visual de curto prazo e atenção visual.

“Embora os tratamentos de treinamento cognitivo que dependam de videogames de ação possam promover melhores habilidades de atenção visual, estes resultados mostram que eles podem estar associados a uma redução na matéria cinzenta do hipocampo,” completou West.

Diário da Saúde

Concurso “Foto do Ano” chega a sua segunda edição

Concurso "Foto do Ano" chega a sua segunda edição

iPhoto EditoraVotações abertas para a escolha da Foto do Ano!

Estão abertas as votações para o Concurso Foto do Ano, do iPhoto Channel. A segunda edição do concurso premiará dois (02) fotógrafos participantes da escolha da “Foto do Mês”, coluna especial do portal iPhoto Channel.

Ao todo serão dois premiados: a “Foto do Ano – Votação Popular”, na qual todo público pode participar votando e compartilhando seu fotógrafo predileto (VOTE AQUI!). E também a “Foto do Ano – Votação especial”, na qual fazem parte do júri grandes nomes da fotografia nacional.

O concurso “Foto do Ano” é o resultado das 12 fotos escolhidas durante um ano, que foram postadas na categoria Foto do Mês. Neste ano estão concorrendo Bruno RibeiroNancy NireiRubens Frei Jr.Edu FuicaRafael TavaresTon GomesFrancisco Galba NogueiraWagner RamosLeda LacintraRobson SouzaTiago Pinheiro e Ulisses Pinheiro.

O concurso Foto do Ano é uma iniciativa do portal de notícias iPhoto Channel, maior portal de Fotografia do Brasil, da iPhoto Editora e tem o apoio de EPICSSóClickInstituto Internacional de Fotografia – IIF e Dino Solutions.

iPhoto

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