Movimentos populares estão destruindo os anseios obscuros da extrema direita

Estamos mudando a maré do Brexit

O resultado das eleições no Reino Unido fez os planos da conservadora primeira-ministra Theresa May para o Brexit irem por água abaixo, o que abriu os caminhos para um potencial retorno à União Europeia. Isso foi parcialmente possível devido a enorme participação dos jovens nas eleições e de votações locais estratégicas, as quais obtivemos vitória em 90% dos distritos nos quais atuamos!

Os membros da Avaaz no Reino Unido tiveram um papel importantíssimo no processo de reconstrução da política nacional

Frances Foley, Aliança Progressista

Ajudamos a frear a extrema direita na França

O forasteiro Macron arrasou e chegou à presidência na França propagando uma política de tolerância e esperança. Seu partido venceu uma maioria histórica de assentos no parlamento jogando a candidata de extrema direita, Marine Le Pen, e seu partido, a Frente Nacional, de escanteio e acabaram com míseros 8 dos 577 assentos. Nosso vídeo pedindo votos contra Le Pen viralizou, atingindo milhões de visualizações e alcançando mais eleitores que importantes partidos políticos!

Deixamos a Monsanto de orelha em pé na Europa

Mais de um milhão de pessoas assinaram a petição oficial da Iniciativa de Cidadania Europeia para banir o veneno mais vendido da Monsanto, o glifosato. Essa iniciativa iniciou um processo de debate no Parlamento Europeu, o qual deverá responder formalmente ao pedido. Isso poderá acabar com os planos que pretendiam autorizar seu uso — nossa campanha ajudou com que essa iniciativa tivesse uma adesão popular em tempo recorde!

E isso tudo só mês passado! Juntos alcançamos mais uma série de vitórias frente às ações mais antidemocráticas, divisionistas, e de extrema direita pelo mundo:

Protegemos casas de beduínos da destruição
Uma pequena comunidade beduína ameaçada de ser aniquilada por soldados israelenses, conseguiu adiar a demolição de sua comunidade, e criou um lindo símbolo de resistência: escreveu no chão do assentamento “Nós Devemos Permanecer”. Nossa equipe e membros foram cruciais para facilitar a ação e atrair a mídia internacional, resultando na proteção de suas casas!

Ajudamos os Países Baixos a derrotar o ódio
Wilders, um candidato de extrema direita no estilo Trump, estava pronto para dirigir o país como primeiro-ministro. Mas ao contrário do previsto ele perdeu, e feio! Isso foi parcialmente possível devido uma enorme marcha em Amsterdã pedindo união, e ao nosso vídeo que viralizou, o qual comparava suas políticas àquelas de Trump!

Estamos levando Trump ao banco de réus
Quando Trump retirou os EUA do Acordo de Paris, nossa comunidade arrecadou dinheiro para um grupo maravilhoso de jovens que estão processando seu presidente por colocar seus futuros em risco. Esse caso extraordinário pode obrigar os EUA a agir contra as mudanças climáticas!

Tudo isso serve para nos lembrar que até mesmo nos momentos mais obscuros da humanidade, sempre há esperança e luz no fim do túnel. Essa semana faz 50 anos que três líderes de direitos civis foram sequestrados e assassinados pelo movimento americano de extrema direita, o Ku Klux Kan. O ódio estava crescendo e ganhando espaço. Mas um poderoso movimento nasceu para contê-lo, e quatro anos depois duas Leis de Direitos Civis foram aprovadas nos EUA, permitindo a construção de um futuro mais igualitário a todos.

São esses capítulos da história que nos inspiram nesses momentos sombrios — momentos em que as pessoas lutaram arduamente, aparentemente sem chance nenhuma de vencer, mas venceram. Movimentos como esses inspiram gerações sobre o enorme poder que o povo possui na transformação do mundo.

Vamos continuar batalhando e escrevendo nossa história de esperança, juntos.

Com respeito e admiração, Bert, Luis, Emma, Luca, Fatima, Julie, Mike e toda equipe da Avaaz.

P.S. Se você é um novo membro na Avaaz ou deseja revisitar o que nosso movimento maravilhoso já conquistou, confira a página de nossas vitórias.

O que você faz com seu lixo?

Nas praias do Rio de Janeiro, são recolhidas cerca de 150 toneladas de lixo nas praias em uma semana, no período do verão. Uma parte desses resíduos – incluindo muitas garrafas de plástico – acaba indo para os oceanos. Confira nessa matéria do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Nessa semana a ONU realizada a Conferência sobre os Oceanos, para apoiar a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14: conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável; acompanhe em http://nacoesunidas.org/tema/ods14 e #SaveOurOcean.

ONU Brasil

A ação judicial para salvar o planeta

A ação judicial para salvar o planeta

Uma ação judicial pode frear o Trump de destruir nosso planeta. E o melhor de tudo é que… é uma ação proposta por 21 crianças!

Pois é! Após inúmeras tentativas do governo de derrubar este caso, um juiz finalmente decidiu que os 21 jovens processando o governo americano possuem o direito constitucional a um clima seguro. Agora, um tribunal Federal vai analisar o caso contra o presidente americano! Se vencerem, Trump será obrigado a colocar limites na indústria de combustíveis fósseis. Esse caso pode mudar tudo.

Mas elas são apenas crianças de pequenas cidades dos EUA. Elas contam com um pequeno e motivado time de advogados, mas não possuem recursos para enfrentar Trump e a indústria do petróleo. Por isso, elas pedem nossa ajuda.

Nossa comunidade tem um poder sem igual para mobilizar os fundos necessários até o dia da audiência e fazer dessa uma causa global, levando este caso para outros tribunais e países. O caso destas crianças destemidas pode ser nossa última e melhor chance de frear a guerra de Trump contra nosso planeta. Contribua com uma pequena quantia agora  com apenas um clique e assim poderemos ajudá-las e continuar promovendo campanhas por um futuro saudável.

Trump disse que vai retirar os EUA do Acordo de Paris. Ele e seus comparsas da indústria petroleira estão fazendo de tudo para desmobilizar os esforços contra as mudanças climáticas. Só que eles não podem comprar uma decisão judicial. Foram juízes que derrubaram o decreto de Trump que proibia a entrada de muçulmanos no país, e agora, são também juízes que podem forçá-lo a manter o compromisso pelo clima.

Ações judiciais já dão resultados. Em 2015, os holandeses processaram seu governo exigindo que cortassem a emissão de CO2 aos níveis recomendados por cientistas. Essa foi a maior vitória judicial a favor do clima da história. O mais interessante dessas decisões judiciais, é que elas desencadeiam um efeito dominó: um caso pode abrir precedente para outras decisões. Não se trata apenas de Trump — esse caso vai nos permitir cobrar ações mais rápidas de todos os governos e exigir que parem de blábláblá.

Essa ação judicial coletiva foi proposta por jovens entre 9 e 21 anos e um grupo de advogados da organização Our Children’s Trust. Os recursos servirão para apoiar os melhores advogados para que construam “O” caso, coletar provas, tornar esses jovens heróis mundialmente famosos, promover campanhas e apoiar casos semelhantes em outros países, bem como cobrir os custos de viagem das 21 crianças e seus familiares para que possam comparecer ao tribunal e defender seu caso.

2016 foi o ano mais quente já registrado na história da humanidade. Nosso clima é delicado e instável: a última era glacial levou apenas 6 meses para tomar o planeta. Pode parecer um exagero, mas essas crianças têm nosso futuros em suas mãos.

Apenas nossa comunidade pode fazer isso, mais ninguém. Nós mudamos as regras do jogo com a Marcha Global pelo Clima e lutamos para que o Acordo de Paris abrisse o caminho para um futuro 100% limpo. Agora, precisamos nos mobilizar novamente para apoiar essa batalha no estilo Davi e Golias e ajudar a garantir um futuro para todos nós.

Com esperança e determinação,
Alice, Danny, Nick, Camille, Spyro e todo time da Avaaz.

Mais informações

Alterações climáticas: Trump rasga acordo de Paris

No dia da eleição de Donald Trump, a comissão política do Bloco de Esquerda salientou:

A eleição de Trump é um perigo global, pela sua declaração de guerra contra o planeta, feita logo na campanha eleitoral. Os EUA, a segunda maior economia do mundo, têm agora um presidente que nega a existência de alterações climáticas e quer cancelar o acordo de Paris.

A decisão, já esperada, anunciada nesta quinta-feira, 2 de junho de 2017, por Donald Trump de rasgar o acordo de Paris, confirma a análise bloquista de novembro passado.

“Para proteger a América e os seus cidadãos, os EUA vão sair do Acordo de Paris”, afirmou Donald Trump, mas na verdade não se trata da proteção do país e dos seus cidadãos, mas da sua decrépita indústria petrolífera e dos seus poderosos acionistas.

Ao rasgar o acordo, o presidente dos EUA diz demagogicamente que está pronto para negociar um novo acordo sobre o clima “em termos justos para os Estados Unidos”, quando são os EUA os maiores responsáveis pelas alterações climáticas e atualmente o segundo país que mais negativamente contribui.

“A partir de hoje os EUA vão cessar a aplicação de todos os termos do Acordo do Clima de Paris”, disse Trump, mas anunciou logo a disposição em entrar de imediato em negociações. “Vamos sair, mas vamos começar logo a negociar para fazer um negócio que seja justo para os EUA”, afirmou o presidente norte-americano, mas foi também dizendo “Se conseguirmos, óptimo. Se não conseguirmos, também está tudo bem”.

Como afirmou Michael Löwy, em entrevista ao esquerda.net: “Trump representa a oligarquia fóssil e o negacionismo climático, a receita para a catástrofe ecológica”.

Em resposta à declaração de Donald Trump, França, Itália e Alemanha emitiram um comunicado conjunto afirmando que o acordo de Paris não pode ser renegociado. “Consideramos que o impulso gerado em dezembro de 2015 em Paris é irreversível e acreditamos firmemente que o Acordo de Paris não pode ser renegociado, pois é um instrumento vital para o nosso planeta, sociedades e economias”, afirmaram os três países em comunicado, segundo o Público.

Fonte: Bloco de Esquerda

SOS planeta

Acordo de Paris

O Acordo de Paris foi um dos grandes assuntos da cimeira do G7, em que se reuniram os chefes de Estado de Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e, claro, dos Estados Unidos. No coro de vozes que se juntaram, a desafinação em matéria ambiental foi de Donald Trump, que teimou em não assumir o compromisso norte-americano com o Acordo de Paris. “Os Estados Unidos estão atualmente a reavaliar a política climática” foi a frase lacônica que resumiu o assunto no final da cimeira. A notícia da retirada dos Estados Unidos deste acordo não tardou a chegar.

O Acordo de Paris é uma proposta insuficiente para a redução dos gases com efeito de estufa. A própria ONU dizia que este acordo é demasiado pouco e chega demasiado tarde. A proposta é a de limitar o aquecimento global a um aumento de 2° C acima dos níveis pré-industriais. Se esta meta for alcançada, não evitará a subida do nível do mar e o aumento de situações de seca, com particular impacto nos Estados insulares e países mais pobres. Contudo, mesmo este objetivo tímido obriga a uma alteração relevante e a cortes mais drásticos nas emissões globais com origem no carvão, petróleo e gás. Se o Acordo de Paris não for cumprido, os cientistas dizem que a subida da temperatura média global será de 4º C, o que terá resultados devastadores. Se o acordo é mau, não haver cumprimento do acordo é um desastre.

O caminho de Trump não tinha deixado grandes dúvidas sobre as suas intenções. Começou por negar a existência de alterações climáticas dizendo que é “mentira global muito cara” e acusou os cientistas que se dedicam ao tema de serem “impostores”. O alinhamento com vários dos falcões da indústria petrolífera é clara e entre os seus primeiros decretos executivos estão a garantia e a continuação de dois oleodutos (Keystone e Dakota), isentando-os de avaliação de impacto ambiental e reduzindo os requisitos legais. O resultado está à vista: já há fugas reportadas e comunidades afetadas por estes derrames.

A escolha de Scott Pruitt para a Agência de Proteção Ambiental (EPA), profundamente alinhado com os interesses da indústria petrolífera, foi mais um marco da (in)sensibilidade ambiental de Trump: O novo chefe da EPA é o autor da frase: “Não concordo que [o dióxido de carbono] seja o responsável pelo aquecimento global.” Esta terraplanagem dos factos científicos, que descredibilizou os próprios técnicos da agência ambiental que lidera, é a marca da sua visão ambiental. Não estranha portanto que uma das suas primeiras medidas tenha sido o corte em mais de 30% no orçamento da EPA, eliminando programas de eficiência energética e de produção limpa de energia.

O passo seguinte de Trump foi dar a ordem para rever os limites dos parques naturais federais e o enquadramento legal para permitir a prospecção de petróleo, eliminando igualmente uma moratória para a extração de carvão em terras federais. E, last but not the least, é claro que o sonho antigo das petrolíferas para explorarem as reservas no Alasca também está a ser atendido e o processo está em curso. Os milhões que as petrolíferas investiram na campanha de Trump estão rapidamente a ser pagos com juros elevados.

A ideia de Trump resume-se facilmente: as preocupações ambientais são um empecilho ao seu modelo econômico. Porquê? Porque a América great again é uma declaração de guerra ao planeta, sem preocupações ambientais (ou laborais, já agora), que pretende a pilhagem rápida dos recursos naturais e nega as alterações climáticas. O quero, posso e mando é o lema. Conclusão: o projeto de Trump é uma ameaça ao nosso presente e ao nosso futuro.

Os Estados Unidos são a maior economia do mundo e o segundo país com mais emissões de gases com efeitos de estufa. Só a China lhes passa à frente na emissão destes gases nocivos. A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris não é só uma questão de egoísmo nacional ou saudosismo produtivista, é um ataque a todos nós.

As alterações climáticas já estão a afetar a maior parte da vida na Terra, tendo já impacto em 82% de todos os ecossistemas. O tempo está a esgotar-se para impedir uma situação irreversível e garantir a salvação da biodiversidade e dos ecossistemas. Exige-se uma ação mundial concertada para fazer frente ao desrespeito ambiental da liderança norte-americana. Não vamos deixar Donald Trump mandar no planeta!

Por Pedro Filipe Soares Esquerda.Net

Salve uma baleia, salve um mundo

Baleia Azul

Em 1997, uma cena dramática se desdobrava perto de Los Angeles com a descoberta de um filhote de baleia-cinzenta que foi encontrado encalhado em Marina del Rey. Ele tinha se separado da mãe durante a migração anual do Alasca para o México. Centenas de voluntários levaram barcos e furgões e usaram macas improvisadas para mover o solitário bebê fêmea por mais de cem milhas até San Diego, numa tentativa desesperada para salvar sua vida.

Apelidada JJ por seus salvadores, ela chegou fraca, desidratada e desorientada — mas após 18 meses sob cuidado, ela recuperou sua saúde e foi solta na natureza. Embora muitos tenham celebrado aquele dia, os desafios que JJ superou não são nada comparados às ameaças que ela e toda a espécie das baleias-cinzentas enfrentam hoje, 20 anos mais tarde.

Essas ameaças são as mudanças climáticas

Hoje, nossos oceanos estão sob imensa pressão, uma vez que suas águas absorvem grande parte do dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa liberados no ar pela atividade humana, causando um aumento de 30% na acidez. O progresso da corrida humana, especialmente desde a Revolução Industrial, provocou impactos devastadores em todo o nosso clima, e esses impactos são particularmente maiores em nossos oceanos.

As conchas estão mais frágeis, antigas formações massivas de coral estão sofrendo branqueamento e ecossistemas essenciais estão morrendo. A cadeia alimentar marinha está em perigo: mexilhões, ostras, lagostas e caranguejos — que são a dieta básica para as grandes criaturas do mar, como focas, leões-marinhos e morsas — estão sob ameaça de extinção.

O mais preocupante de tudo é que o plâncton, anfípodes — minúsculas criaturas semelhantes a camarões — e outros organismos microscópicos que sustentam baleias imensas e peixes de todos os tipos e tamanhos são cada vez mais difíceis de achar. Essa tendência assustadora significa que JJ vai provavelmente morrer de fome antes do fim do curso normal de sua vida e significa que uma grande parte da vida marinha, da qual bilhões de humanos dependem, vai desaparecer.

Diferentemente de outras ameaças ao oceano, como a poluição por plástico e a pesca predatória, essas mudanças nem sempre são fáceis de se ver, mas existem alertas óbvios. Mais da metade das 17 espécies de pinguins do mundo estão atualmente em perigo, principalmente devido a quedas em seus suprimentos de comida associadas às mudanças climáticas.

Mexilhões comuns estão menores do que nunca — eles estão literalmente desaparecendo diante de nossos olhos —, e os humanos também sofrerão com essa perda. Foi provado que uma proteína encontrada em um marisco comum pode curar alguns tipos de câncer. Vamos recorrer a que quando ele desaparecer?

Como resultado das mudanças climáticas, os oceanos do mundo já estão esquentando, chegando a um nível em que eles não mais conseguem absorver nossa poluição — o que significa que esforços para reduzir emissões de carbono terão de ir bem mais longe do que o que está definido pelo Acordo de Paris de 2015, se quisermos evitar os impactos mais catastróficos.

O aumento do nível do mar e os danos às regiões costeiras causados por tempestades mais longas e intensas já varreram do mapa comunidades vulneráveis e situadas a baixas altitudes, bem como os meios de subsistência de pescadores locais, de trabalhadores do setor de turismo, de agricultores e de tantos outros. Nossa sede de petróleo levou a vazamentos massivos que trouxeram ainda mais danos.

Mas há esperança

O Acordo de Paris pavimentou o caminho para um futuro mais sustentável para o planeta e especialmente para seus oceanos. Minha fundação tem apoiado pesquisas no Projeto Soluções (http://thesolutionsproject.org) que mostram que o mundo pode ser alimentado por energia 100% limpa e renovável até 2050.

No Vietnã, manguezais estão sendo recuperados ao longo da costa para absorver carbono, para servir de berçário para inúmeras espécies de peixes e para reduzir o impacto de tempestades violentas sobre o litoral. E nas mesmas águas próximas a Los Angeles, onde JJ foi encontrada há duas décadas, voluntários estão replantando florestas de algas gigantes — que são o lar de 800 espécies de outras plantas e animais e que fornecem oxigênio para todos no planeta.

Será suficiente? Centenas de voluntários se uniram para resgatar JJ — pessoas de todas as classes, idades, contextos. Elas deixaram seus egos e suas agendas na praia e mergulharam, num sentido bem literal, para salvar o animal que passava extrema necessidade. Podemos fazer isso novamente pelos nossos oceanos, por nós mesmos e pelo nosso futuro.

Mas assim como nós tomamos uma decisão consciente para resgatar JJ em algum momento no passado, nós estamos agora fazendo uma escolha igualmente profunda — se vamos deixá-la viver uma vida normal e plena ou se vamos deixar uma maior degradação do oceano levá-la a morrer de fome, prematuramente. Se isso acontecer, nós também estaremos condenando nossas crianças a uma qualidade de vida bem pior do que a que tomamos por garantida hoje em dia.

Sabemos que a humanidade é poderosa o suficiente — e aparentemente tola o suficiente — para alterar a composição química de dois terços do planeta. Os mesmos alarme e urgência que soaram para salvar JJ em 1997 precisam soar hoje, conforme aumenta a enorme ameaça contra ela e contra toda uma classe de biodiversidade marinha.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de nº 14 da ONU pede que nós “conservemos e usemos de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”. Lembremos que essa meta não pode ser alcançada simplesmente limitando o número de peixes que tiramos do mar ou acabando com a exploração petrolífera de risco em águas costeiras, mas também pela eliminação de ameaças trazidas para os oceanos pelas mudanças climáticas e pelas emissões que produzimos em terra firme.

*Publicado originalmente na edição de maio de 2017 da revista trimestral da ONU UN Chronicle

ONU Brasil

Urgente: o Greenpeace está sendo atacado

Greenpeace recycle world

A maior empresa madeireira do Canadá está processando o Greenpeace na Justiça e exigindo que paguem quase meio bilhão de dólares. Se ela ganhar, isso servirá como um sinal verde para todas as corporações gananciosas do mundo nos silenciarem. Mas temos uma maneira de detê-las.

Se tem uma coisa com a qual essa madeireira se preocupa é com seus lucros. E alguns dos seus maiores clientes são editoras de livros, que têm uma história de defesa da liberdade de expressão e fortes compromissos com a sustentabilidade.

As principais editoras do mundo se reunirão dentro de alguns dias em um evento importante da indústria. Vamos inundá-las com a mensagem da nossa campanha para que façam negócios com outras empresas, a não ser que o caso seja abandonado pela madeireira. Diga às editoras para defender a liberdade de expressão.

A Resolute Forest Products derrubou algumas das mais antigas e majestosas florestas boreais do Canadá. E agora, depois de uma campanha muito bem-sucedida por parte dos ativistas para exigir uma maneira mais sustentável de fazer negócios, a Resolute está acusando o Greenpeace e o Stand.earth de “conspiração” por tentar impedir a destruição e prejudicar seus lucros!

O caso pode mudar o jeito de se fazer campanhas para sempre, dando às corporações uma maneira de silenciar grupos como a Avaaz. Além disso, sem dúvida nenhuma, daria às companhias de petróleo, madeireiras e mineradoras passe livre para destruir nosso querido planeta.

Neste momento, cada dólar conta para Resolute, cujo preço das ações despencou. Ela produz papel para algumas das maiores editoras do mundo — empresas como Penguin e Simon & Schuster que se preocupam com sua reputação e com as florestas!

Quando seus clientes se manifestaram em outras ocasiões, a Resolute escutou. Vamos dizer às grandes editoras, antes da maior conferência de livros do ano, que peçam para Resolute abandonar o processo, caso contrário, estará arriscando perder alguns dos seus maiores clientes. Diga às editoras para defender a liberdade de expressão.

Membros da Avaaz já lutaram contra corporações em todo o mundo — e ganharam! Juntos, convencemos a empresa de roupas Benetton a pagar as vítimas da catástrofe do Rana Plaza, em Bangladesh, e mais de um milhão de nós lutou para deter o avanço da Monsanto na Argentina. Agora, um de nossos principais aliados está defendendo o direito de lutar contra estas corporações. Vamos apoiá-lo e vencer mais uma vez essas corporações destruidoras!

Com esperança e determinação, Allison, Antonia, Martyna, Bert, Alice e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Engasgando com plástico. Até 2050 encontraremos mais plástico do que peixes nos oceanos

Oceano mar de plástico

Metade de todo plástico produzido no mundo é usado só uma vez e depois jogado fora. Isso é vergonhoso! Todo esse lixo acaba por sufocar os oceanos e a vida marinha.

Mas nossos governos podem frear essa avalanche de plástico: dentro de poucos dias seus representantes se encontrarão em uma conferência histórica para apresentar metas para limpar os oceanos. A pressão popular já conseguiu que a Indonésia, segundo maior poluidor do mundo, se comprometesse a reduzir 70% de todo o lixo plástico, mas agora é preciso fisgar os outros poluidores.

Se 1 milhão de nós assinarmos agora, o chefe do Programa da ONU para o Meio Ambiente irá apresentar nossa petição no plenário da conferência, trabalhando conosco para pressionar os países a banirem plásticos descartáveis. Vamos dar aos oceanos uma nova chance de respirar — adicione seu nome: Clique para salvar nossos oceanos!

Independente de onde vivemos, cada vez que respiramos nos conectamos com os oceanos. E isso porque eles geram a maioria de nosso oxigênio, regulam nosso clima e convertem a água em nuvens que nos proporcionam a chuva. Além disso, os oceanos abrigam quase 80% dos seres vivos da Terra. Nós dependemos dos oceanos para viver.

E, sem nossa ajuda, serão os oceanos que não sobreviverão.

A humanidade comprometeu a saúde dos oceanos e agora precisamos curá-los. A boa notícia é que mais da metade da poluição por plástico é causada por apenas cinco países. Portanto, se focarmos nossa pressão nos grandes poluidores, poderemos criar um ambiente marinho livre de lixo plástico. O que falta é vontade, e é aí que entramos.

Vamos nos unir globalmente e exigir que nossos governos parem de sufocar os oceanos. Quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas, a Avaaz fará ações direcionadas aos maiores poluidores para pressioná-los a agirem rápido. Clique para salvar nossos oceanos!

Nossa comunidade lutou bravamente para proteger magníficas florestas e vastas áreas dos oceanos. Agora o tempo está se esgotando. Precisamos acabar com a poluição de plásticos antes que ela acabe conosco.

Com esperança e determinação, Dalia, Lisa, Alice, Carol, Danny e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Movimento Internacional Camponês prepara para sua VII Conferência

VII Conferência Internacional Camponesa

Nós alimentamos nossos povos e construimos o movimento para mudar o mundo!

É a chamada que vai levar centenas de delegados do movimento camponês internacional da Via Campesina, para o País Basco em 16 a 24 de julho para celebrar a sua VII Conferência.

A Conferência Internacional da Via Campesina (LVC), realizada a cada quatro anos, é o mais alto fórum de tomada de decisão do movimento – reunindo representantes de organizações membros de camponeses, produtores pequenos e médios, pessoas sem terra, povos indígenas, migrantes e trabalhadores agrícolas – de todo o mundo. Coletivamente representando mais de 200 milhões de pessoas, estes delegados vão decidir estratégias comuns e hospedar debates internos para o crescente movimento global.

Por uma semana em Derio, País Basco, representantes vão discutir experiências locais, bem como os processos internacionais, como a  Declaração sobre os direitos dos camponeses e outras pessoas que trabalham em áreas rurais , as negociações para um internacional e  instrumento juridicamente vinculativo   contra o abuso das multinacionais no Conselho de Direitos Humanos da ONU. As diferentes regiões do LVC também apresentará suas lutas, como a luta da região europeia para a Política Agrícola Comum e nova reforma contra a concentração de terras; a luta na África, pela soberania das sementes; da luta da América Latina pela reforma agrária popular e contra o interesse social; e as campanhas das regiões asiáticas contra acordos de livre comércio (TLC), OGM e crises causadas pela mudança climática.

Particular atenção será dada a questões como: o impacto dos acordos de livre comércio sobre Soberania Alimentar, a captura corporativa e patenteamento de sementes, a criminalização do movimento e mesmo o assassinato de seus líderes, soluções de camponeses para as alterações climáticas e agroecologia como uma forma de exercer soberania alimentar em nossos territórios. Haverá eventos abertos ao público prevista para 19 de julho, em Derio (para a abertura da Conferência) e em 23 de julho em uma marcha de Dario para a Plaza Nueva, em Bilbao, onde um evento político pública será realizada.

Numa altura em que, por um lado, a importância das cadeias alimentares está a ganhar terreno na opinião pública, e por outro os abusos globais contra comunidades camponesas se intensificam, as conclusões desta reunião como objectivo ser um avanço significativo na luta pela Food soberania e para fortalecer o trabalho realizado pela La Via Campesina para a realização dos direitos dos camponeses e, assim, trazer paz e justiça nas comunidades rurais e do mundo.

Para mais informações sobre a VII Conferência de La Via Campesina, baixar o press kit.

Trump quer fazer o quê??

Trump

Dentro de poucos dias, o presidente Trump poderá retirar os EUA do Acordo Climático de Paris! A única maneira de evitar sua saída é ter certeza que outras seis potências globais, que também assinaram o acordo, sejam um obstáculo.

Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido se encontrarão na cúpula anual do G7. Todos os líderes, com exceção de Trump, comprometeram-se em proteger o Acordo, mas isso não garante que eles resistam à pressão que Trump pode exercer durante as reuniões de bastidores. Por isso, temos que expor esse absurdo e dizer: nem a pau!

Esse acordo é nosso. Ele foi assinado por 197 países e não podemos permitir que Trump o destrua. Clique para exigir que os líderes protejam o Acordo e compartilhe com todo mundo: Diga aos líderes do G7 para proteger o movimento global pelo clima.

Pesquisas recentes mostram que o planeta está aquecendo ainda mais rapidamente do que se sabia na época em que assinaram o Acordo Climático de Paris. Temos que agir depressa contra as mudanças climáticas, sem perder um minuto sequer com a ignorância de Trump e sua obsessão com os combustíveis fósseis.

Urso polarAlemanha, Itália e França disseram que vão continuar lutando pelo clima. No entanto, os primeiro-ministros do Canadá, Justin Trudeau, e do Reino Unido, Theresa May, estão dando sinais assustadores de que podem se curvar perante o Trump. Por isso é crucial reivindicar que todos os seis líderes se comprometam em respeitar as metas do Acordo de Paris independentemente da permanência ou não dos EUA, e que Trump sofra consequências caso siga adiante com seu plano.

Se divulgarmos ao máximo esse caso e colocar o peso da decisão sobre os outros líderes do G7, eles podem se sentir responsáveis e se comprometer ainda mais com o combate às mudanças climáticas. Vamos provar a Trump e seus comparsas a favor dos combustíveis fósseis que se colocarem nosso planeta em perigo, nosso movimento irá revidar e seguiremos em frente. Diga aos líderes do G7 para proteger o movimento global pelo clima.

Tudo o que amamos está em perigo. Lutamos durante anos para que acordos climáticos fossem aprovados e agora, por causa do Trump, estamos sob ameaça de perder tudo. Isso não pode acontecer. Para impedi-lo, será necessário ação coletiva com a participação de cada um de nós. Vamos nos manter fortes e unidos para proteger nosso futuro.

Com esperança e determinação, Alice, Iain, Marigona, Nick, Fatima, e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Preso por quase 16 anos e 8 meses

Dawit Isaak

Repórteres Sem FronteirasEditor da Setit jornal, Dawit é uma grande figura da imprensa independente na Eritreia, um exemplo para muitos de seus colegas.

Em 18 de Setembro de 2001, o jornalista sueco-eritreu foi arredondado para cima e preso com outros dez colegas reformadores influentes. Foi quando que teve lugar, na indiferença geral, a volta totalitário que colocar Eritreia no estado catastrófico onde está hoje. E assim que o pluralismo ea liberdade de imprensa estão extintos neste país.

Algumas fontes dizem que Dawit é regularmente transferido para um hospital militar para ser mantido vivo. Outros dizem que está morto. O regime de Asmara afirma que ainda está vivo. Em qualquer caso, sua família e seus parentes têm o direito à verdade.

Por anos nós falamos sobre Dawit, e vamos deixar de fazê-lo até que esteja livre. Em 2014, uma queixa por “crimes contra a humanidade”, “tortura” e “seqüestro”, foi demitido após a justiça sueca. Dawit No entanto, como um cidadão europeu. É hora de conhecer a verdade e obter a sua libertação.

Assine a petição para Dawit Isaak, e todos os jornalistas detidos na Eritreia para serem liberados!

Repórteres Sem Fronteiras

Abaixo-assinado, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, Feed

Aniquilados em quatro semanas

Presidente da Chechênia declara que vai aniquilar a população gay nas próximas quatro semanas

AvaazURGENTE: Presidente da Chechênia declara que vai aniquilar a população gay nas próximas quatro semanas. Ativistas na luta contra a repressão brutal aos gays na Chechênia precisam ainda mais de nossa ajuda, e rápido.

A rede de resistência local formada para lutar contras essas atrocidades não é párea aos agentes criminosos do governo que abordam “homossexuais em potencial” e os prendem em tenebrosos centros de detenção ilegais onde são torturados. Em alguns casos, eles são assassinados se não revelam os nomes de seus amigos e companheiros.

É assim que podemos salvar vidas: financiando abrigos, arrecadando recursos para tirar essas pessoas de lá e dando o apoio jurídico que precisam, além, é claro, de cobertura na imprensa e realizando campanhas contra essas leis terríveis. A cada dia que passa, mais pessoas estão sob a ameaça de serem presas — vamos mostrá-las que o mundo não vai ficar de braços cruzados observando sua aniquilação.

Mais de 1 milhão entre nós já pediu aos líderes russos para intervirem, e juntos conseguimos que chefes de Estado e a imprensa internacional levassem nossa mensagem diretamente ao Presidente Putin. Porém, investigadores encontraram outras quatro prisões secretas e a única esperança desses homens gays é que sejam salvos por pessoas que arrisquem a própria vida na tentativa de resgatá-los.

Podemos ajudar a potencializar este incrível trabalho, e rapidamente. Juntos, nós podemos:

  • financiar abrigos onde homens gays possam se esconder dos perseguidores;
  • providenciar carros e advogados para ajudá-los a fugir do país;
  • enviar jornalistas investigativos para expor os abusos e violência contra gays;
  • ajudar ativistas locais onde ataques deste tipo ocorrem a garantirem o direito básico de amar quem eles quiserem, e aumentar a pressão internacional contra governos repressivos.

E mais…

O que fazemos funciona. Quando ataques do gênero aconteceram na Uganda, a Avaaz conseguiu prover abrigos, treinamentos de segurança, apoio para as redes locais de resgate e advogou para derrubar uma lei brutal de pena de morte aos gays. O resultado: inúmeras vidas salvas.

Os ataques contra a comunidade gay acontecem em todo lugar, mas a resistência também está presente. Se arrecadarmos doações suficientes, podemos fazer do caso da Chechênia um marco global contra a homofobia e levar nossa luta para o Oriente Médio, África do Sul e outros lugares. Vamos mostrar à Chechênia e às comunidades gays em todas as partes do globo que o mundo não vai deixá-los serem silenciosamente massacrados.

A luta para garantir direitos homossexuais como um direito fundamental é antiga, mas ela é essencial para a humanidade — quase 10% da população humana vive circundada pelo medo! Essa é a nossa chance de substituir esse medo pela liberdade de amar livremente.

Com determinação e gratidão por essa incrível comunidade, Emma, Danny, Sarah, Spyro, Nataliya e todo a equipe da Avaaz.

P.S. Quando a Uganda tentou passar uma lei de pena de morte aos gays parecia algo sem saída, mas com nosso apoio, a resistência na Uganda triunfou. Apesar de ataques do governo a lei foi sepultada, o principal lobista religioso americano que promoveu tal lei foi levado perante à justiça, e nosso movimento se tornou uma força internacional na promoção aos direitos LGBT. Esse é o tipo de história triunfante que podemos contar juntos incansavelmente! Clique aqui.

Nota: A imagem representada nesta campanha é de outro local na Rússia onde a Rede LGBT Russa está lutando arduamente pelos direitos gays.

Mais informações

Salvem os botos do México

Vaquita

AvaazAs vaquitas são mamíferos aquáticos lindos e tímidos que se parecem com botos e golfinhos – e só restam 30 delas no mundo! Mas se nós agirmos depressa, ainda podemos impedir que essa linda espécie desapareça para sempre.

Elas estão morrendo porque ficam presas em redes de pesca e se afogam. No entanto, o México está considerando agora mesmo banir essas redes e um importante representante do governo concordou em levar nosso apelo diretamente aos mais altos gabinetes do governo.

Juntos podemos influenciar essa decisão em favor das vaquitas. Vamos mostrar aos ministros de governo mexicanos que se eles propuserem uma proibição permanente, milhões de pessoas os apoiarão. Assine a petição abaixo com um clique e compartilhe amplamente: Clique para salvar as vaquitas.

Ao Presidente do México, Enrique Peña Nieto, ao Ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, e ao Ministro da Agricultura e da Pesca:

Como cidadãos globais preocupados com a biodiversidade de nosso planeta, apelamos para que V. Exas proíbam permanentemente as redes de pesca no habitat das vaquitas no México. Como restam apenas 30 vaquitas, pedimos para que V. Exas façam todo o possível para salvar essa linda espécie, incluindo impor garantias de que a proibição seja cumprida.
Clique para salvar as vaquitas

A vaquita, cujo nome significa “vaca pequena” em espanhol, é o mais raro mamífero e o menor cetáceo do mundo. É um animal maravilhoso e único, mas pode desaparecer em alguns meses.

Os pescadores poderiam usar outras técnicas para pescar camarão e corvina, mas o tipo de rede usada atualmente é a opção mais fácil, e por isso muitos deles estão lutando contra a proibição. Além disso, muitos dos pescadores usam estas redes para pescar totoaba – uma espécie ameaçada de extinção e vendida ilegalmente na China por grandes lucros.

Se agirmos juntos agora, podemos salvar essa linda espécie. Diga ao governo mexicano para aprovar a proibição permanente e proteger as vaquitas. Assine agora com um clique e compartilhe com todos. Nosso tempo está se esgotando: Clique para salvar as vaquitas.

Das savanas sfricanas às densas florestas de Bornéu, nossa comunidade financiou agentes secretos contra a máfia da caça de animais selvagens e comprou terras para salvar os orangotangos. Durante anos, lutamos juntos para proteger as baleias e para assegurar a criação da maior reserva marinha da história, e agora temos uma oportunidade única de assegurar a sobrevivência das graciosas vaquitas.

Com esperança, Caroline, Rewan, Diego, Ana Sofia, Allison, Bert, Emma e todo o time da Avaaz.

Mais informações

Concerto em Cuba reúne estrelas para celebrar Dia Internacional do Jazz

Esperanza Spalding

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, e o embaixador da Boa Vontade da agência, o pianista norte-americano Herbie Hancock, anunciaram na semana passada (18) o sexto Dia Internacional do Jazz, que será celebrado mundialmente no domingo, 30 de abril.

O dia será marcado por um “All-Star Global Concert” (Concerto de Estrelas Globais, em tradução livre) no Gran Teatro de La Habana Alicia Alonso, em Havana, Cuba. O show é realizado sob os auspícios do Ministério da Cultura de Cuba, do Instituto Cubano de Música e da Comissão Nacional Cubana para a UNESCO.

O evento será transmitido ao vivo pela UNESCO a partir das 22h de Brasília (21h em Havana) e conta com uma variedade de artistas de todo o mundo homenageando a forma de arte internacional do jazz.

A cidade de Havana, musicalmente vibrante e culturalmente rica, foi selecionada para servir de Cidade Sede Global de 2017. Em parceria com o Instituto de Jazz Thelonious Monk, a cada ano a UNESCO seleciona uma cidade para sediar as comemorações do dia 30 de abril.

O Dia Internacional do Jazz destaca o poder do jazz enquanto força para a liberdade e criatividade, promovendo o diálogo intercultural por meio do respeito e entendimento, e unindo as pessoas de todos os cantos do mundo. O dia é reconhecido no calendário oficial tanto da UNESCO como das Nações Unidas. A programação do Dia Internacional do Jazz deste ano acontece graças a Toyota, principal parceira de 2017.

O All-Star Global Concert conta com as presenças de Herbie Hancock e Chucho Valdés como diretores artísticos, além de John Beasley e Emilio Vega como codiretores musicais da noite.

O concerto terá apresentações de artistas de diversos países do mundo, entre eles do brasileiro Ivan Lins e a norte-americana Esperanza Spalding.

Veja a lista de apresentações: Ambrose Akinmusire (Estados Unidos), Carl Allen (EUA), Marc Antoine (França), Richard Bona (EUA), Till Brönner (Alemanha), A Bu (China), Igor Butman (Rússia), Bobby Carcassés (Cuba), Regina Carter (EUA), Kurt Elling (EUA), Kenny Garrett (EUA) Herbie Hancock (EUA), Antonio Hart (EUA), Takuya Kuroda (Japão), Sixto Llorente (Cuba), Marcus Miller (EUA), Youn Sun Nah (Coreia do Sul), Julio Padrón (Cuba), Gianluca Petrella (Itália), Gonzalo Rubalcaba (Cuba), Antonio Sánchez (México), Christian Sands (EUA), Chucho Valdés (Cuba), Ben Williams (EUA), Tarek Yamani (Líbano), Dhafer Youssef (Tunísia), Pancho Amat (Cuba), César López (Cuba) e outros, com mais detalhes a serem anunciados nos próximos dias.

A UNESCO está orgulhosa de se associar mais uma vez ao Instituto de Jazz Thelonious Monk, assim como ao Instituto Cubano de Música, a fim de levantar a bandeira do jazz, da liberdade, da criatividade, da diversidade e da união,
disse Bokova

O foco desse ano em Cuba é o testemunho do poder do jazz para construir pontes e unir mulheres e homens ao redor de valores e aspirações compartilhados,

completou.

Muitos músicos e educadores de Cuba e de todo o mundo participam de apresentações de jazz livre, aulas, oficinas de improvisação, sessões de “jam” e iniciativas de alcance comunitário. A programação conta com eventos em escolas, espaços artísticos, centros comunitários, clubes de jazz e parques ao redor da cidade de Havana e em Cuba.

Serão oferecidos programas de educação e história do jazz para dezenas de milhares de estudantes em mais de 11 mil escolas de Cuba. Eles incluem as milhares de apresentações ao vivo, atividades educacionais e programas de serviço comunitário do Dia Internacional do Jazz que acontecerão em mais de 190 países de todos os continentes.

Herbie Hancock, Embaixador da Boa Vontade da UNESCO para o Diálogo Intercultural, disse: “o jazz afro-cubano e sua rica história têm desempenhado um papel fundamental na evolução e enriquecimento de todo o gênero do jazz”.

O incomparável trompetista Dizzy Gillespie junto com os adorados músicos cubanos Mario Bauzá, Machito e Chano Pozo, inspiraram o jazz americano com ritmos afro-cubanos para criar um som completamente novo e cheio de energia que definiu a música moderna,
declarou

Estamos muito satisfeitos que Havana, em Cuba, servirá de Cidade Sede Global para o Dia Internacional do Jazz 2017. Em nome da família mundial de músicos de jazz, educadores e entusiastas, eu gostaria de agradecer aos cidadãos de Havana e Cuba por seu enorme apoio a esta forma de arte musical verdadeiramente global.

O Instituto de Jazz Thelonious Monk está, mais uma vez, trabalhando com a UNESCO e seus escritórios locais, comissões nacionais, redes, escolas associadas, universidades e institutos, estações públicas de rádio e televisão, e ONGs para garantir seu envolvimento e participação no Dia Internacional do Jazz 2017.

Ademais, em países de todo o mundo, bibliotecas, escolas, universidades, espaços de artes cênicas, cetros comunitários, artistas e organizações artísticas de todas as áreas celebrarão a data por meio de apresentações, concertos e outros programas focados no jazz.

A comemoração do Dia Internacional do Jazz 2017 em Havana marca o septuagésimo aniversário da adesão de Cuba à UNESCO e da fundação da Comissão Nacional para a UNESCO.

Para mais informações sobre a transmissão ao vivo do Dia Internacional do Jazz 2017 e para registrar eventos no site oficial, por favor, visite www.jazzday.com ou www.unesco.org/jazzday.

ONU Brasil

Em Defesa dos direitos dos camponeses e outras pessoas que trabalham em áreas rurais

Direitos dos trabalhadores rurais

La Via Campesina, o movimento camponês internacional, comemora o Dia Internacional de Luta Camponesa [1] com um foco no fortalecimento, proteção e reconhecimento dos direitos humanos dos camponeses. A iniciativa no sentido de uma Declaração das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos dos Camponeses e outras pessoas que trabalham nas áreas rurais é uma das maneiras de legitimar nossas lutas para construir e reforçar a soberania alimentar onde por nossos valores sociais, culturais, econômicas e políticas são totalmente respeitado e acolhido. Acreditamos que em defender os direitos dos camponeses e outras pessoas que trabalham em áreas rurais, a humanidade também ganha.

Centenas de milhões de camponeses são forçados a viver e levar vidas indignas como seu direitos básicos estão cada vez mais muito vulnerável, como resultado da lógica capitalista e neoliberal da maximização do lucro. Os nossos direitos à terra, água, sementes, a biodiversidade, a renda decente estão continuamente sendo comprometida, negado, violados e usurpado. Nós, os camponeses, apesar de produzir a maior parte dos alimentos consumidos globalmente, continuam a enfrentar criminalização e discriminação.

Defesa dos direitos dos camponeses e dos trabalhadores ruraisNós, os camponeses, mulheres, jovens, homens e povos indígenas, no entanto, continuar a construir nossas lutas globalmente para defender os nossos direitos contra os interesses corporativos, perseguição e violência contra camponeses e outras pessoas que trabalham em áreas rurais. Lutamos por uma reforma agrária genuína e uma melhor proteção dos direitos à terra contra-agarrando terra; continuamos a conservar, utilizar e trocar nossas sementes – denunciando leis e interesses que visam proibir tais práticas; promovemos agroecologia, práticas tradicionais e conhecimento para combater a mudança climática; continuamos a luta para acabar com o controle corporativo da nossa alimentação e rejeitar acordos de livre comércio; e continuamos a construir a igualdade de gênero e avançar para os direitos das mulheres camponesas, jovens, migrantes e outras pessoas que trabalham em áreas rurais.

No próximo mês de maio, a quarta sessão da ONU Abertos e Grupo de Trabalho Intergovernamental será realizada para finalizar a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Camponeses e outras pessoas que trabalham em áreas rurais. Nossas lutas coletivas vai pressionar os governos e outras partes para apoiar e comprometer-se a uma declaração forte da ONU. Acreditamos que a declaração da ONU será crucial para resolver a desnutrição, a fome, a pobreza e a crise climática.

Junte-se a nós hoje por manifestações que organizam, debates públicos e discussões, exibições de filmes, mercados de agricultores, festivais, os governos de lobby, ou quaisquer outras ações de solidariedade. Estamos chamando a movimentos de todas as pessoas, mulheres, jovens, indígenas, pescadores, migrantes, trabalhadores, ambientalistas, para apoiar este movimento. Compartilhe suas ações através do envio de lvcweb@viacampesina.org para que possamos capturar e propagá-los em nosso MAPA de ações.

Notas

[1] Em 17 de abril de 1996 no estado amazônico do Pará, em Eldorado dos Carajás, os policiais militares estaduais massacrados camponeses organizados no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), matando 19 pessoas e ferindo 69. Naquele dia, 1.500 homens e mulheres organizadas no MST ocuparam e bloquearam a rodovia BR-150, em Eldorado dos Carajás, com o objectivo de exercer pressão sobre o Estado e os governos federais para implementar a reforma agrária. autoridades estaduais, a polícia, o exército e poderosos proprietários de terras locais foram envolvidos no planejamento e execução do massacre.

Via Campesina