Curso de Pós-graduação “A Esquerda no Século XXI”

Pós-graduação "A Esquerda no Século XXI"

Depois de mais de uma década de ofensiva e crescimento de diferentes experiências de esquerda na América Latina, num momento de crise ou refluxo, se faz necessário iniciar um processo de sistematização, avaliação e atualização de teorias e práticas. Para isso, a Pós-Graduação “A Esquerda no Século XXI” objetiva mobilizar grandes referências teóricas e lideranças políticas de esquerda do Brasil e da América Latina para compartilhar conhecimento e aprofundar a reflexão sobre o futuro da esquerda no século XXI.

Objetivos desta pós-graduação

  • proporcionar uma formação política e ideológica, qualificada e aprofundada, para lideranças políticas e sociais de esquerda da região sul e do Brasil;
  • proporcionar um espaço coletivo de reflexão e articulação de redes de lideranças que compartilham saberes e reflexões possibilitando atuações articuladas;
  • preparar-se para um enfrentamento político e ideológico futuro e permanente no campo de esquerda;
  • realizar a formação de forma institucional na modalidade de pós-graduação, certificada oficialmente por uma instituição de ensino superior;

O Curso de Pós-Graduação “A Esquerda no Século XXI” foi idealizado e articulado pelo professor e deputado federal Pedro Uczai por conta de sua trajetória e engajamento com as lutas da educação e da esquerda e a preocupação com a formação de lideranças que atuam diária e diretamente com o povo.

O Instituto Dom José Gomes, entidade criada para dar seguimento ao legado desse grande educador, Bispo Dom José Gomes (in memoriam), líder religioso e defensor dos pobres e oprimidos, adotou essa proposta e tornou-se o organizador e promotor deste projeto. A partir de então, buscou estabelecer parcerias institucionais com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a Fundação Perseu Abramo (FPA), dentre outras instituições.

O projeto de pós-graduação “A Esquerda no Século XXI” está com as pré-inscrições abertas. O lançamento oficial com aula inaugural acontecerá no dia 14 de julho de 2017 (sexta-feira), às 19h, no Lang Palace Hotel em Chapecó (SC), com uma palestra do professor Emir Sader, do departamento de Sociologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, ex-coordenador do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO), sociólogo, pesquisador, teórico e escritor de várias obras sobre a esquerda no Brasil e América Latina.

Inscrições

As pré-inscrições devem ser realizadas por meio da Ficha em anexo e encaminhada para o e-mail: institutodomjose@gmail.com, sendo a mesma confirmada por meio do contrato de prestação de serviços individual na data da aula inaugural, no dia 14 de julho de 2017. Maiores informações pelo telefone 49 9 9950-1314.

 

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FPedroUczai%2Fvideos%2F1392898800824025%2F&show_text=0&width=560

Devo retirar os dentes do siso se eles não estão doendo?

Dente do siso

Você deve retirar seus dentes sisos mesmo se eles não estiverem lhe causando dor? Há muita polêmica sobre este assunto, e mesmo os dentistas não conseguem chegar a um consenso. Por isso, o Dr. Hossein Ghaeminia, cirurgião bucal e maxilofacial da Universidade de Radboud (Holanda), decidiu adotar uma abordagem alternativa e verificar quais são os riscos de complicações ao se remover um dente do siso.

A ideia era verificar se a abordagem “extrair para evitar eventuais complicações futuras” não estaria trocando o duvidoso pelo certo, ou seja, um dano imediato em troca de um problema que poderia nunca ocorrer.

Análise caso a caso

O Dr. Ghaeminia começou realizando uma revisão sistemática do que já foi pesquisado neste campo, isto é, verificando todas as publicações científicas sobre o assunto. Como não encontrou provas suficientes para chegar a uma conclusão, ele realizou seus próprios experimentos.

A conclusão geral é não há uma resposta definitiva para a pergunta “Devo extrair meus dentes do siso que não causam dor” porque cada paciente deve ser considerado individualmente – o que pode causar complicações para um paciente não necessariamente irá incomodar outro.

“Por um lado, a intervenção cirúrgica é acompanhada por um risco de complicações, como infecções e danos ao nervo sensorial dos lábios e do queixo. Por outro lado, deixar um dente do siso sem problema no lugar pode, eventualmente, levar a mais danos aos dentes vizinhos,” explicou Ghaeminia.

Água filtrada em vez de antibiótico

Em termos estatísticos, a complicação mais frequente após a remoção de dentes do siso é a infecção. Ghaeminia então examinou quais fatores contribuem para o risco de infecção: “Pessoas com 26 anos ou mais e mulheres correm maior risco de infecção, mas fumar também parece ser um fator de risco”.

Ele também analisou se a infecção poderia ser prevenida simplesmente lavando a cavidade que continha o dente com água pura, como alguns dentistas alegam. De fato, ele comprovou a eficácia da medida.

“Em comparação com outras opções, como antibióticos, enxaguar com água filtrada é uma maneira relativamente barata e simples de prevenir a infecção após a remoção do dente. Os pacientes também podem fazer isso em casa,” recomendou Ghaeminia.

Diário Saúde

Às ruas contra Temer

Michel Temer

Não tenho palavras… o Procurador-Geral acusou formalmente o presidente Temer de obstruir justiça e corrupção passiva! Agora é hora de levar nossa luta para um outro patamar até tirarmos ele do poder.

Temer já está articulando para que a Câmara dos Deputados não autorize essa investigação, mas podemos vencer essa queda de braço. Alguns dos seus mais influentes aliados estão considerando retirar o apoio, e milhões de brasileiros já estão planejando participar da Greve Geral nessa sexta-feira (30 de junho), tomando as ruas de várias capitais. Independentemente da preferência política de cada um de nós, as acusações contra Temer são a gota d’água!

Vamos aproveitar esse momento para criar o maior protesto #ForaTemer já visto — se 100,000 pessoas confirmarem que participarão da greve nas próximas 24 horas, a Avaaz irá se unir aos protestos com um banner gigante carregando nossa mensagem em São Paulo. Confirme com apenas um clique: CONFIRMO QUE IREI À GREVE GERAL NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 30.

Em uma pesquisa interna da nossa comunidade, 75% dos membros disseram que a Avaaz deveria se juntar às manifestações. Quando o poder popular toma as ruas, maravilhas acontecem — nossa comunidade ajudou a quebrar recordes mundiais marchando contra as mudanças climáticas em várias cidades do mundo. E agora podemos trazer essa energia de volta para tirar esse governo corrupto do poder.

Essa é uma luta decisiva — é a última chance de Temer se manter no poder e ele tentará passar por cima de seus opositores e dos cidadãos que o querem fora da política. Após a Polícia Federal confirmar que as gravações de Temer com Joesley Batista sobre a compra do silêncio de Eduardo Cunha não foram editadas e são legítimas, até mesmo seus aliados querem pular desse barco da corrupção que está afundando.

Com nossa capacidade de mobilização, podemos levar vozes cidadãs o suficiente para as manifestações da greve desta sexta-feira, colocando nossas diferenças políticas de lado para lutar juntos por um Brasil mais limpo!

Comprometa-se agora a participar dos protestos com apenas um clique e compartilhe com todo mundo: CONFIRMO QUE IREI À GREVE GERAL NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 30.

Temer pensou que poderia se safar, mas o seu castelo de corrupção está desmoronando. Nossa comunidade está na linha de frente desta luta, e podemos vencê-la. Ai, ai ai, se empurrar o Temer cai!

Com esperança e determinação, Diego, Carol, Laura, Ana Sofia, Nell, Luis e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Não vão nos calar 📣

Não vão nos calar

Você já imaginou um mundo onde não poderia expressar a sua opinião ou defender aquilo que acredita? Pois é exatamente o que querem fazer, nos calar. E amanhã isso também pode acontecer com você!

Um processo de 300 milhões de dólares canadenses, movido por uma madeireira, quer silenciar o Greenpeace no mundo e nós não vamos ficar parados! Só aqui no Brasil são 25 anos de luta e independência, expondo aqueles que destroem nossas florestas e agridem o meio ambiente.

Com sua ajuda eles não vão conseguir nos calar e poderemos salvar a floresta boreal da destruição, da mesma forma como lutamos pela Amazônia no Brasil. As florestas do mundo inteiro estão em risco! Junte-se a nós nessa luta e vamos defendê-las da destruição.

Não é hora de ficar calado

Caixa e triplex: entenda essa relação em cinco respostas

Caixa e triplex: Entenda essa relação em cinco respostas

Em alegações finais, defesa de Lula mostra que triplex nunca foi de Lula, sempre pertenceu à OAS e foi utilizado como garantia de um empréstimo em fundo da Caixa.

Na terça-feira (20) a defesa do ex-presidente Lula entregou suas alegações finais para o juiz Sérgio Moro no processo que corre na 13ª Vara Federal de Curitiba referente a um edifício triplex no Guarujá. Nos documentos enviados ao juiz, a defesa apresentou a prova cabal que mostra que o apartamento nunca foi de Lula, e que o ex-presidente é inocente. Entenda:

De quem era o apartamento triplex?
O apartamento era da cooperativa Bancoop (do Sindicato dos Bancários) até 2009. Neste ano ele foi repassado com outras obras para a construtora OAS após a Cooperativa não conseguir concluir alguns prédios e, então, decidir repassá-los para diferentes construtoras.

Porque a OAS não pode ter doado o apartamento para Lula, nem para ninguém?
Em 2010, a OAS cedeu os direitos econômicos e financeiros do edifício Solaris, incluindo o triplex, para a Caixa Econômica Federal. A partir daí, a construtora tinha que, ao receber recursos da venda dos apartamentos, automaticamente ir quitando o financiamento contratado com a Caixa.

Como isso funcionava na prática?
O apartamento foi cedido como garantia de uma operação de debêntures (leia abaixo). Ou seja, um fundo gerido pela Caixa (o FI-FGTS) emprestou um valor para a OAS e o edifício Solaris, onde fica o triplex, ficou de garantia — em mais uma prova, aliás, de que o apartamento é da construtora, e não do ex-presidente. A cada apartamento vendido, o dinheiro ia diretamente ara uma conta da Caixa, e parte da dívida era abatida.

O que é uma emissão de debêntures?
Debênture é um título de dívida. Ou, em outras palavras: é um empréstimo. A OAS vendeu debêntures para a Caixa em 2009 e, depois de um prazo, a construtora deveria devolver o dinheiro para a Caixa. O triplex era parte da garantia do pagamento.

E porque isso comprova que o apartamento não era de Lula?
Para “dar de presente” o apartamento a Lula — como foi sugerido por Léo Pinheiro após ficar preso em Curitiba e mudar seu depoimento — a OAS deveria ter feito um depósito para a Caixa na conta especificada neste documento abaixo. Mas nunca foi feito depósito algum. Por isso o apartamento continuou sendo propriedade da OAS, com os valores que seriam recebidos em uma eventual venda dele já direcionados ao fundo credor da OAS. É assim que ele segue hoje: listado como ativo da OAS na recuperação judicial da empresa.

Segundo aditivo ao contrato de cessão fiduciária.

Da Redação da Agência PT de Notícias

13 razões para absolver Lula no caso do tríplex

Lula

Ninguém pode ser condenado sem provas, com base apenas nas palavras de réus.

  1. A defesa provou que Lula não é e nunca foi dono do tríplex no Guarujá, que continua registrado em nome da OAS.
  2. Lula nunca teve a posse do imóvel, nunca recebeu as chaves; nem ele nem sua família passaram sequer uma noite ou um dia no tríplex. Lula esteve uma única vez no edifício, para verificar se tinha interesse em comprar o imóvel, mas não quis.
  3. A defesa de Lula provou com documentos que Leo Pinheiro e a OAS não poderiam doar ou transferir o tríplex a ninguém, pois desde 2009 os direitos econômicos do imóvel estão alienados a um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal.
  4. Lula não teve qualquer participação no contrato com a Granero para o armazenamento de documentos do acervo presidencial; o contrato é perfeitamente legal.
  5. Lula não nomeou os diretores da Petrobrás investigados e condenados na Lava Jato; todos os diretores foram eleitos pelo Conselho de Administração, que inclui representantes dos acionistas privados.
  6. Lula não participou da licitação, elaboração, assinatura ou execução dos 3 contratos da Petrobrás com a OAS em que a Força Tarefa aponta – sem provas – que teriam sido objeto de desvios ou pagamento de propina.
  7. 73 testemunhas, da defesa e da acusação, negaram em juízo ter conhecimento da suposta participação de Lula em atos ilícitos na Petrobrás ou em qualquer outra esfera de governo.
  8. As empresas internacionais de auditoria externa da Petrobrás KPMG e PWC atestaram em juízo que não identificaram nenhum ato ilícito ou desvio praticado pelo ex-presidente Lula na administração da estatal.
  9. Controladoria Geral da União e do Tribunal de Contas da União também não identificaram qualquer desvio ou ilegalidade do ex-presidente Lula na Petrobrás.
  10. Em seu governo, Lula aumentou os controles externos e internos da Petrobrás e de toda a administração federal, combatendo a corrupção, e não o contrário, como alega sem provas a Força Tarefa.
  11. Depois de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula, de seus familiares e colaboradores, a investigação não encontrou 1 centavo recebido ilegalmente por Lula, nem da OAS nem de qualquer outra empresa ou pessoa no Brasil e no exterior.
  12. Os promotores da Força Tarefa reconhecem que não há provas para condenar Lula e apelaram para teses esdrúxulas (domínio do fato, probabilismo, contexto de corrupção sistêmica) que não conseguiram demonstrar na acusação.
  13. Toda a acusação se sustenta em delações premiadas, algumas delas ilegais, e ninguém pode ser condenado sem provas, com base apenas nas palavras de réus. A ação contra Lula não se baseia na lei nem nos fatos: é um processo político, que visa excluir Lula e o PT do processo eleitoral.

Fonte: PT no Senado

Conheça as alegações finais de Lula no caso triplex

Lula no congresso do PT

Advogados de defesa do ex-presidente protocolaram a peça em que apresentam provas de que o imóvel nunca foi de Lula.

Os advogados que representam Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram nesta terça-feira (20) as alegações finais no processo referente ao apartamento tríplex do Guarujá que os procuradores da Operação Lava Jato acusam ser “propriedade oculta” do ex-presidente.

Disponibiliza-se o inteiro teor da peça judicial, que acumula fatos e provas de que tal imóvel não pertence nem nunca pertenceu a Lula. Também resta provado no documento que o armazenamento do acervo presidencial correspondente a Lula não traz qualquer ilegalidade.

Leia aqui neste post uma parte da defesa, a Introdução de todo o documento que está disponibilizado no site lula.com.br que trata as ALEGAÇÕES FINAIS SOB A FORMA DE MEMORIAIS. O documento possui 363 páginas/5.14 MB e pode ser baixado através deste link.

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Limpar as mãos: água fria, água quente ou muito sabão?

Lavar as Mãos

É muito certo que lavar as mãos evita que espalhemos germes e fiquemos doente.

Mas sempre houve uma crença de que a água quente seria mais capaz de remover as bactérias do que a água fria. É mais um mito que cai por terra, um mito eventualmente criado pela sensação mais agradável que é lavar as mãos em uma água não muito fria.

“As pessoas precisam se sentir confortáveis quando estão lavando as mãos, mas em termos de eficácia [em remover bactérias], este estudo nos mostra que a temperatura da água utilizada não importa,” garante o professor Donald Schaffner, da Universidade Rutgers (EUA).

Água, sabão e esfregação

A Importância de Lavar as MãosPara chegar a essa conclusão, a equipe despejou altos níveis de bactérias inofensivas nas mãos de 21 voluntários, várias vezes ao longo de um período de seis meses. Em cada caso, eles a seguir lavavam as mãos em água com temperaturas de 15º C, 26º C ou 38º C, usando 0,5 ml, 1 ml ou 2 ml de sabão.

Curiosamente, nem o aumento da temperatura da água e nem um maior volume de sabão influíram significativamente na eliminação das bactérias. O que realmente fez a diferença foi lavar as mãos, esfregando uma na outra sob a água, por pelo menos 10 segundos.

“Embora não haja diferença entre a diversas quantidades de sabão utilizadas, é necessário estudar mais para entender exatamente quanto e o tipo de sabão necessário para remover micróbios nocivos das mãos,” disse Jim Arbogast, coautor da pesquisa. “Isso é importante porque a maior necessidade de saúde pública é aumentar a lavagem das mãos ou a desinfecção das mãos por trabalhadores na área de alimentos e pelo público antes de comer, antes de preparar os alimentos e depois de usar o banheiro.”

Recomendações

A agência de saúde norte-americana (FDA) tem entre suas diretrizes atuais a recomendação de que estabelecimentos que forneçam alimentos e restaurantes disponibilizem água a 38º C para lavagem das mãos. Este estudo não dá suporte a essa recomendação.

Os resultados foram publicados na edição de junho do Journal of Food Protection.

Diário Saúde

Não seremos silenciados! Olha quem entrou nessa luta

Greenpeace Brasil

Mais de 200 autores de todo o mundo também estão indignados com os processos judiciais movidos pela madeireira canadense Resolute contra o Greenpeace e a Stand.earth. Por isso, eles se comprometeram a defender a liberdade de expressão e as florestas.

Entre os autores que assinaram o compromisso com o Greenpeace estão os ganhadores do Prêmio Man Booker, Margaret Atwood (The Handmaid’s Tale) e Yann Martel (Aventuras de Pi), e o escritor e comediante Stephen Fry (More Fool Me).

Queremos engajar o maior número possível de pessoas nessa luta em defesa da liberdade de expressão e das florestas. Compartilhe com seus amigos e vamos, juntos, fazer a nossa voz ser ouvida. (Atenção: O botão do WhatsApp só funciona em Smartphones)

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Para nos mantermos independentes e continuarmos fazendo o nosso trabalho, não aceitamos doações de empresas e governos. Junte-se a nós!

Greenpeace Brasil

O ranking das 30 cidades mais violentas do Brasil

A cidade de Altamira, no Pará, lidera o ranking dos municípios mais violentos do Brasil

A cidade de Altamira, no Pará, lidera o ranking dos municípios mais violentos do Brasil, formulado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados de 2015.

O cenário retratado pelo estudo, segundo os autores da pesquisa, acabou evoluindo para a crise de segurança pública que estremeceu o país no início do ano. De acordo com o estudo, essa crise é resultado direto da incapacidade dos governos em planejar, propor e executar políticas minimamente efetivas para a área.

Em 2015, 59.080 morreram vítimas de homicídios no Brasil — o que equivale a 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes.

Isso significa que, a cada três semanas, 3,4 mil pessoas foram assassinadas no Brasil – um número maior do que a quantidade de mortos nos 498 ataques terroristas que aconteceram nos cinco primeiros meses de 2017. A taxa mostra uma nova acomodação nos níveis de homicídios no país, que passaram da faixa de 48 mil a 50 mil até 2007 para um novo nível de 59 mil a 60 mil em 2015.

No geral, houve uma redução no número de assassinatos na região Sudeste, uma estabilização no Sul, e, por outro lado, um grande crescimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Desta vez, além da publicação do estudo, o Ipea anunciou o lançamento do site Atlas da Violência, que vai trazer dados e estatísticas sobre violência urbana no país.

Municípios mais violentos

O índice do Ipea leva em conta a taxa de homicídios mais o número de Mortes Violentas com Causa Indeterminada. Em Altamira, essa taxa ficou em 107, o que quer dizer que houve 107 mortes para cada 100 mil habitantes.

A presença dessa cidade no topo do ranking pode ser explicado pelos baixos índice de desenvolvimento humano (IDH) e renda per capita, mas não só: há o fenômeno de crescimento econômico desordenado, provocado pela construção de Belo Monte. Em segundo lugar no ranking, aparece Lauro de Freitas, na Bahia, com incidência de 97,7 homicídios; seguida por Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, e São José do Ribamar, no Maranhão.

A primeira capital do ranking é Fortaleza, no Ceará, em 13º na lista. Entre os 30 municípios mais violentos, há três da região Sul e um da região Sudeste: todos os outros estão no Nordeste, Centro-Oeste ou Norte do país.

Veja o ranking das 30 cidades mais violentas do Brasil

Posição Estado Cidade Taxa
1 PA Altamira 107
2 BA Lauro de Freitas 97,7
3 SE Nossa Senhora do Socorro 96,4
4 MA São José de Ribamar 96,4
5 BA Simões Filho 92,3
6 CE Maracanaú 89,4
7 BA Teixeira de Freitas 88,1
8 PR Piraquara 87,1
9 BA Porto Seguro 86
10 PE Cabo de Santo Agostinho 85,3
11 PA Marabá 82,4
12 RS Alvorada 80,4
13 CE Fortaleza 78,1
14 BA Barreiras 78
15 BA Camaçari 77,7
16 PA Marituba 76,5
17 PR Almirante Tamandaré 76,2
18 BA Alagoinhas 75,7
19 BA Eunápolis 75,1
20 GO Novo Gama 75
21 GO Luziânia 74,7
22 PB Santa Rita 74,1
23 MA São Luís 73,9
24 GO Senador Canedo 73,7
25 PA Ananindeua 70,2
26 GO Trindade 69,8
27 CE Caucaia 69,8
28 PE Igarassu 69,4
29 ES Serra 69,2
30 BA Feira de Santana 68,5

Pragmatismo Político

Banda Larga registra 27,29 milhões de assinantes em abril

Banda larga

Ótima notícia! Quanto mais pontos de rede fixa da internet Banda Larga, melhor.

A Agência Nacional de Telecomunicações informa, nesta quarta-feira (31/5), que o serviço de banda larga fixa recebeu 73,43 mil novos assinantes (+0,27) em abril quando comparado a março de 2017. O número de usuários do serviço ficou em 27,29 milhões. Nos últimos doze meses, a banda larga fixa teve adição de 1,39 milhão de clientes (+5,36%).

Na comparação com março, a prestadora Sky liderou o crescimento no mês de abril com 11,69 mil assinantes (+3,53%). A TIM apresentou elevação de 3,23 mil (+0,94%), seguida pela Algar Telecom com 4,55 mil (+0,90%). Em comparação com abril de 2016, a TIM apresentou a maior evolução, entrada de 59,60 mil usuários (+20,87%). A Sky registrou  51,50 mil novos clientes (+17,69%), a Cabo mais 12,69 mil (+14,18%).

De março para abril deste ano, os maiores crescimentos percentuais registrados foram no Ceará com 14,21 mil novos clientes (+2,31%), no Pará com 6,90 mil (+2,23%), e em Maranhão com 4,19 mil (+1,87%). Nos últimos doze meses, todos os estados apresentaram crescimento. Os maiores percentuais foram registrados no Amapá com 6,81 mil usuários (+13,35%), no Maranhão com 26,26 mil (+13,03%) e Rondônia com 14,64 mil (+10,93%).

Variação 12 meses

Variação março-abril/2017

Anatel

Por que assinamos petições?

Avaaz Ativistas

O fundador da plataforma Avaaz tem uma confissão meio bizarra a fazer. “Eu fundei a Avaaz, mas não assino muitas petições”.

Ele sempre pensou: “tá, mas que diferença vai fazer a minha assinatura?” Sinto que tenho coisas mais importantes para fazer, inclusive para garantir que nossas petições tenham muito impacto.

Mas olha, fico feliz que a maioria de nós não pensa dessa forma. Porque apesar de ser verdade que a assinatura de número #1.137.540 não mude as coisas por si só, a soma de todas elas faz a diferença com certeza. Esses milhões de assinaturas representam as milhões de pessoas cheias de esperança, que acreditam e atuam por mudanças. Elas estão fazendo *a sua* parte, mesmo pequena, para tornar o mundo um lugar melhor. Sem as pessoas que decidem por si só assinar as petições, nosso movimento não existiria.

Resultado de imagem para avaazA vida é bem assim mesmo. Cada um de nós pode ser aquela pessoa que irá furar a fila, que não irá votar, que vai mentir na declaração de imposto, ou que vai dar as costas para um vizinho em necessidade. Mas não fazemos isso. Por que será?

Porque é a nossa essência. Porque é a coisa certa a se fazer. Porque fomos criados para amar e para servir aos outros. Porque sabemos como o mundo seria sombrio se ninguém fizesse a sua parte.

Sempre me surpreendo com o nível de decência das pessoas que fazem parte do movimento Avaaz. Vocês me ensinam algo novo todos os dias. E, ao refletir sobre essa pergunta do “por que assinamos?”, eu repenso todo o meu comportamento e me comprometo a continuar assinando. E faço isso para poder me conectar com outras pessoas, com a esperança, e com aquele tipo precioso de força que só encontramos na união das pessoas.

Clique no link abaixo para ver e fazer parte do chat de nosso movimento global e descobrir o porque cada um de nós assina, envia mensagens, doa, telefona, protesta e compartilha nossas campanhas. Nesse momento peculiar no qual vivemos não podemos nos omitir, temos de lutar a favor de nossas comunidades e de nosso mundo. Vamos nos inspirar mutuamente, e mãos à obra: Porque assinamos.

Sei que muitas pessoas se emocionam ao ver a lista de nomes dos que acabaram de assinar na página de petição. Eu também. Procurem pelo meu nome lá. Sou muito grato por esse belo movimento que estamos construindo juntos, Ricken e a equipe Avaaz.

Nota

Nossas petições são apenas o início de nossas campanhas, e olha que promovemos muitas das campanhas mais eficazes, estratégicas, incansáveis e ousadas do mundo! Porém, muitos de nós vêem apenas esse primeiro passo do inteiro trabalho, então entre em nossa página de vitórias para ver como elas terminam.

A rede

A Avaaz é uma rede de campanhas global de 44 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. (“Avaaz” significa “voz” e “canção” em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Eu (#DialisonCleberVitti) me tornei membro do movimento Avaaz e comecei a receber e-mails quando assinou a campanha “O mundo em ação” no dia 2010-07-10 usando o seguinte endereço de e-mail: dialison@gmail.com. Para outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-sePara entrar em contato com a Avaaz, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

Avaaz petição

Que o povo brasileiro decida seu futuro: Diretas Já!

Diretas Já!

A crise institucional aberta há um ano pela deposição de uma presidenta legitimamente eleita não chegou ao seu fim. Quebraram as regras democráticas para manter os privilégios das grandes empresas comprado a peso de muito recurso público em conluio com a elite da classe política brasileira composta pelo PMDB, PSDB e PP. Infelizmente, alguns parlamentares de partidos de esquerda também aceitaram o jogo sujo de serem pagos para defender os interesses dos grandes e poderosos agentes econômicos.

As delações da JBS, maior empresa de produção de produtos derivados de carne animal do mundo põe por terra os alicerces do golpe de 2016 e deixa em suspenso as estratégicas do esquema Moro-Globo-STF.

Estes novos fatos, somados ao sucesso da Greve Geral de 28 de abril, aos esclarecimentos convincentes do depoimento do ex-presidente Lula em Curitiba e à crescente adesão do povo brasileiro contra as reformas trabalhista e previdenciária indicam que é possível abrir uma nova agenda do campo democrático e popular, retomando a ofensiva por um desfecho à esquerda, da crise institucional criada pelo golpe.

As medidas urgentes são a retirada imediata dos golpistas do Poder Executivo e a abertura de um processo de transição que culmine com eleições diretas ainda em 2017 para escolha de novos ocupantes no Palácio do Planalto. Da mesma forma, a retirada imediata das agendas de reformas que devem ser suspensas até que sejam restabelecidos os ritos democráticos e retomado o poder popular pelo voto direto e secreto.

Finalmente, é preciso que seja processada a reforma do sistema político com a adoção das medidas propostas pela Plataforma da Sociedade Civil para a Reforma do Sistema Político que conta com uma série de medidas que visam ao fortalecimento da democracia, dentre elas, o controle do monopólio dos meios de comunicação social, o controle social sobre o poder judiciário e a adoção de instrumentos de democracia participativa e direta.

Essas medidas somente serão possíveis com mobilização popular, nas ruas, nas escolas, nas fábricas, universidades, nos campos de futebol, nos templos, terreiros e igrejas. A Abong sempre acreditou no desejo do povo brasileiro em reconquistar as rédeas de seu próprio destino, por isso, sempre apostou na organização e mobilização popular. Por isso, está engajada no processo de construção da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, uma construção pela base, com núcleos de moradia, de local de trabalho, por segmentos sociais, por bandeiras de lutas. Só organizados pela base teremos condições de resistir e reorganizar um projeto democrático e popular para o Brasil.

A saída é mais democracia porque só assim garantiremos nenhum direito a menos.

Que o povo brasileiro decida seu futuro!

Diretas Já!

Abong
Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns
Amanda Proetti – Comunicação

Comunicação política em tempos digitais

Comunicação política digital

O político enfrenta, simultaneamente, o céu e o inferno na comunicação. Por um lado, o brasileiro vem se mostrando mais interessado pelos temas relacionados à política. Por outro, está cada vez mais desacreditado nos políticos. E é aí que o desafio da comunicação e do marketing de mandato entra: como fazer o cidadão se interessar pelo trabalho realizado em meio a tantas informações e descrédito.

A popularização do acesso à internet levou a população a se entusiasmar com as redes sociais que, além de estimular o relacionamento entre seus usuários, é ambiente fértil para disseminação de conteúdo de todos os tipos, tanto propositivos quanto depreciativos. Mais da metade dos lares brasileiros têm acesso à internet, e 80% dos usuários utilizam o celular para navegação, número que ultrapassa o de acesso por meio do computador.

Nisso, surgem reflexões importantíssimas:

  1. Como construir uma narrativa envolvente que coloque o mandato político em sinergia com os interesses dos cidadãos?; quais conteúdos serão tão bons a ponto de chamar a atenção de quem está sendo impactado por uma avalanche de estímulos?;
  2. Quais os formatos de conteúdo devem ser utilizados de acordo com os objetivos?
  3. Quais as plataformas e ambientes de acesso em que se dá o consumo de conteúdo?; e
  4. Oque pode e o que não pode?

Antes de começar a trilhar um caminho de respostas, é preciso entender o que a comunicação de mandato pode representar para um político em cargos executivos ou legislativos.

Os três julgamentos políticos são fruto do marketing ou da comunicação de mandato

Parto da premissa que todo político recebe três julgamentos: o político, a eleitoral e o histórico. No julgamento político entram as questões partidárias e as defesas por temas. No eleitoral, entra a aprovação popular por meio da quantidade de votos. No histórico, entram os grandes feitos e marcas.

A comunicação de mandato trabalha na construção dos três julgamentos, como um capital político que será sacado em diferentes épocas e por diferentes motivos.

Um exemplo disso ocorre quando um eleitor pesquisa no Google pelo nome de um candidato, na intenção de definir seu voto. Caso o candidato tenha feito uma boa divulgação de seu mandato, usando dos recursos certos, com certeza estará nas primeiras posições no mecanismo de busca com conteúdos que defendam sua reputação. Com isso, a comunicação terá surtido efeito no julgamento eleitoral, que é bastante pragmático.

Nos julgamentos político e histórico, os tempos de construção são outros e o resultado tem a mensuração mais complexa e subjetiva. Dependerá da forma com que se relaciona com os influenciadores dos temas que aborda e também como “vende” sua atuação. Encontrar o meio termo entre a promoção ¾ que pode ser mal interpretada ¾ e a informação é o maior problema.

7 coisas que você deveria saber sobre comunicação e marketing de mandato

Há muitas considerações sobre a comunicação de mandato, mas elenquei 7 que considero principais para obter bons resultados:

  1. A internet aproximou os eleitores e permitiu que a conexão com o político o tempo todo, questionando suas ações, exigindo respostas e posicionamentos que antes não eram necessários;
  2. O juízo de valor feito na política antiga dependia muito do período eleitoral e da mídia tradicional, hoje está muito mais relacionado aos canais próprios e a comunicação extemporânea à campanha;
  3. O período eleitoral foi reduzido e o tempo de televisão também, inviabilizando boa parte das candidaturas que apostavam apenas em repetição de mensagem e em campanhas publicitárias;
  4. Diante de tanta descrença popular, o caminho para uma eleição bem-sucedida passa pela formação de “embaixadores”, que são eleitores que “compram” e “vendem” o político porque acreditam no seu trabalho;
  5. A internet não é um meio menos importante que a televisão ou que o rádio, mesmo com menor penetração em regiões de pouco acesso, pois grande parte dos veículos de comunicação tradicionais hoje se pautam pelas redes sociais e por sites;
  6. Estabelecer e manter relacionamento com eleitores leva tempo e requer grande investimento na produção de conteúdo e na tecnologia, com profissionais qualificados, mas ainda assim é muito menor do que a somatória das antigas campanhas;
  7. Comunicar o mandato não é o mesmo que informar o que está acontecendo. Para impactar eleitores é preciso agregar valor e ajustar a informação com viés publicitário. Fotos posadas de visitas ao gabinete ou qualquer coisa similar interessam a pouquíssimas pessoas. É preciso criar uma narrativa envolvente.

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Fotografias sem retoques do trabalho global

Fotografias sem retoques do trabalho global

Nas últimas décadas do século passado floresceram muitos mitos acerca do trabalho. Com o avanço das tecnologias de informação e comunicação não foram poucos os que passaram a acreditar que uma nova era de felicidade se iniciava: trabalho online, digital, era informacional, enfim, adentrávamos finalmente o reino da felicidade. O capital global só precisava de um novo maquinário, agora descoberto.

O mundo do labor finalmente superava sua dimensão de sofrimento. A sociedade digitalizada e tecnologizada nos levaria ao paraíso. Sem tripalium e quiçá até mesmo sem trabalho. O mito eurocêntrico, que aqui foi repetido sem mediação e com pouca reflexão, parecia finalmente florescer.

Mas sabemos que o mundo real é muito diverso do seu desenho ideal. E a Mostra Contemporânea Internacional da Ecofalante não poderia ter sido mais feliz em sua escolha. Primeiro por destacar um tema crucial para toda a humanidade hoje: o trabalho. Segundo, por oferecer ao público uma série emblemática de filmes e documentários que além de contraditar e fazer desmoronar os mitos, oferece um mosaico do mundo do trabalho real que hoje se expande em escala planetária.

A realidade é um massacre

Se o universo do trabalho online e digital não para de se expandir em todos os cantos do mundo, é vital recordar que o primeiro passo para se chegar ao iPhone, iPad ou assemelhados, começa com a extração de minério, sem o qual o dito cujo – o celular – não pode ser produzido. E as minas de carvão mineral da China e em tantos outros países mostram que o ponto de partida do trabalho digital se encontra no brutal trabalho realizado pelos mineiros. Da extração até sua ebulição, assim caminha o trabalho no inferno mineral.

E é justamente esse o tema de Gigante, um filme devastador. Do formigueiro formado pelos caminhões à entrada das minas, até o trabalho sob temperatura mais que desertificada, Gigante mostra como as minas são uma verdadeira sucursal do inferno. Acidentes, contaminação, devastação do corpo produtivo, mortes – tudo isso ocorre na sociedade dos que imaginaram que as tecnologias de informação eliminariam o trabalho de mutilação.

A metáfora do diretor Zhao Liang mostra que a China das grandes e globais corporações não existe sem o trabalho brutal e manual em seus rincões e grotões. Ainda que tenha cidades fantasmas…

Consumido, de Richard Seymour, segue o mesmo percurso. Começa com o trabalho nas minas, passa pelo setor têxtil, avança para o espaço da produção digital, não sem mostrar o vilipêndio do trabalho imigrante, este exponencial segmento do proletariado global que é, simultânea e contraditoriamente, tão imprescindível quanto supérfluo, para o sistema do capital.

Mas se o mundo do trabalho digital começa no universo mineral, também na planta produtiva automatizada dos celulares e microeletrônicos viceja a exploração intensificada do labor.

Não é por acaso que o primeiro ministro da Índia propôs, pouco tempo atrás, aquele que deve ser o slogan do segundo país gigante do Oriente: assim como a China se celebrizou pelo Made in China, a Índia deve celebrizar-se pelo Make in India, uma vez que a exploração do trabalho do operariado chinês é café pequeno frente ao vilipêndio da superexploração no país das classes e das castas, dos bilionários e dos mais que miseráveis.

Escravismo moderno

E é esse o mote do explosivo Máquinas, que nos oferece uma fotografia direta do mundo também infernal do trabalho nas indústrias de tingimento de tecidos, onde homens, mulheres, crianças, todos e todas, laboram diuturnamente para dar concretude ao Make in India. Jornadas de 12 horas ou mais, turnos infindáveis, locais de trabalhos indescritíveis e distâncias imensas a serem percorridas entre casa e trabalho: esse é o cotidiano vivenciado pelo povo indiano que consegue trabalho.

Na outra ponta, um patronato invisível que sabe comandar com controle bem visível, através de panópticos televisivos. Tudo isso e muito mais aparece na peça primorosa do diretor Rahul Jain.

O operário que carrega galões de 220 kg e diz que seu trabalho é também um “exercício intelectual, cerebral”, os banhos para se limpar da sujeira diária das tintas; as mãos devastadas pelo calor das caldeiras; os corpos que são tragados pelas máquinas; as múltiplas formas de resistência e rebeldia do trabalho até a repressão do empresariado selvagem (que sempre quer saber “quem é o líder?”), Máquinas nos mostra um pouco (ou muito) de tudo.

E já que estamos falando do mundo asiático, Complexo Fabril, da Coreia do Sul, é também um primor. O mundo do trabalho feminino nos é apresentado em seu modo afetivo, delicado, qualificado, explosivo, forte, indignado. As opressões vão, uma a uma, sendo enfileiradas: demissões, humilhações, condições sub-humanas, resistências, tanto as individuais como as coletivas.

O mito do trabalho na Samsung, agudamente denunciado, com seus adoecimentos e contaminações: com os assédios, baixos salários, superexploração e sempre forte repressão. As dificuldades para organizar sindicatos, o acontecimento das lutas das mulheres terceirizadas, suas greves, seus confrontos, como o May Day, dia de luta das trabalhadoras para denunciar suas condições nefastas de trabalho, a virulência policial, os assédios, os vilipêndios. Mas também as flores na vitória!

As transversalidades entre classe, gênero, etnia, geração, tudo aparece nas fábricas complexas. Nos call centers, na indústria de alimentos (corte de aves), na indústria têxtil, nos hipermercados. As tantas cenas presentes no universo feminino fazem desmoronar os mitos dos trabalhos brandos, tecnologizados, assépticos.

A tragédia também é ocidental

Mas que não se pense que essa seja uma realidade só do Oriente, do mundo asiático. Nada disso. Embora na (nova?) divisão internacional do trabalho a indústria considerada “limpa” esteja preferencialmente no Norte do mundo e a indústria “suja”, poluidora e ainda mais destrutiva se encontre centralmente no Sul, a globalização nos leva a constatar que, assim como o Norte se esparrama pelo Sul, este também invade o centro do capitalismo tido como desenvolvido.

E Algo de Grandioso é exemplo exatamente disto, ao apresentar a realidade do trabalho na indústria da construção civil na França. A partir de cenas e depoimentos, a sensibilidade do trabalho vai transbordando. Tragédias, esperanças, expectativas, solidariedade, amizade – tudo isso aparece no mundo do trabalho duro, violento, perigoso da construção civil.

Chuva, tempestade, concretagem, acidentes, as cenas se sequenciam, mostrando como esse ramo combina o receituário taylorista do trabalho prescrito com a pragmática do envolvimento e manipulação que herdamos do toyotismo. Do primeiro, o taylorismo, vemos a preservação do despotismo e do segundo, o toyotismo, o exercício de fazer um pouco de tudo no trabalho, o que, além de aumentar a exploração, amplia os riscos de acidentes, em um setor onde ele já é de alta intensidade.

Brumário enfeixa o ciclo com um paralelismo também emblemático: reconstitui a história do trabalho em uma derradeira mina de carvão na França, que teve suas atividades encerradas. E apresenta também a história de uma jovem trabalhadora, filha de um operário da mineração, que trabalha no setor de serviços, em uma empresa de limpeza.

A perda da sociabilidade de classe

A dupla face do trabalho é exposta, com suas diferenças tão marcantes, que configuram as tantas heterogeneidades e fragmentações que povoam a classe-que-vive-do-trabalho em sua nova morfologia atual. A dos mineiros, quase todos homens, com suas histórias, combates, solidariedades, medos, riscos, adoecimentos.

E a de uma jovem trabalhadora que vivencia o trabalho fragmentado, separado, individualizado, sem passado, sem projeto para o futuro, oferecendo uma bela pintura do passado europeu e sua nostalgia e do futuro nublado desse novo proletariado.

A vida na mina é uma vivência em uma cidade submersa. A escuridão, o risco do desmoronamento, o barulho repetitivo do subsolo mineiro que não tem luas, só luzes artificiais (um parêntese: uma única vez eu entrei, como sociólogo do trabalho, em uma mina de carvão na cidade de Criciúma, em Santa Catarina. Lá em baixo, não via a hora de voltar para o mundo visível e plano).

A condição de mineiro, relata um dos depoentes, marca indelevelmente todas as suas outras dimensões da vida: a social, a família, a cultura, a política. A transmissão do savoir faire (saber fazer), de uma geração a outra, a solidão com o fim da mina e seu fechamento, as lutas e conquistas obtidas: e, posteriormente, com a aposentadoria ou fechamento da mina, vem a nostalgia, o desencanto.

A globalização levou indelevelmente ao fechamento da última mina de carvão na França, diz o depoimento do operário da mineração. Na nova divisão internacional do trabalho, isso passou a ser feito só no Sul do mundo. Na Colômbia, Chile, Venezuela, China, Congo etc.

Outro depoimento operário é cáustico: nestes países eles trabalham muito mais e ganham pouco. Se um dia a mina voltar para a França, acrescenta, será sob o controle da China…

A nostalgia em relação ao passado e o desencanto frente ao presente se encontram. No outro polo do mundo do trabalho, a jovem trabalhadora, filha de um mineiro, recorda do passado de lutas do pai e de seu presente de isolamento. Seu trabalho individualizado, dessociabilizado, sem a convivência com outros trabalhadores. Esse novo proletariado de serviços aparece neste personagem como descrente em relação ao futuro, resignado e descontente em relação ao presente.

Minas e escritórios, trabalho “sujo” e trabalho “limpo”, trabalho coletivo e labor invisibilizado, ontem e hoje, estes dois mundos do trabalho parecem desconectados. A jovem se recorda do pai e de suas lutas e não as vê no seu presente. Em seu tempo livre, cuida da casa. É uma jovem proletária sem a possibilidade de constituir uma prole, pois sua insegurança no trabalho não incentiva sua vida reprodutiva.

Esta é a utopia neoliberal

Veja-se a experiência britânica do zero hour contract, este o novo sonho do empresariado do trabalho intermitente. É uma espécie de trabalho sem contrato, onde não há horas a cumprir e nem direitos a seguir. Quando há trabalho, basta uma chamada e o trabalhador(a) deve estar online para atender o trabalho intermitente. E as corporações globais se aproveitam: expande-se a “uberização”, amplia-se a “pejotização”, florescendo uma nova modalidade de trabalho: o escravo digital. Tudo isso para disfarçar o assalariamento do trabalho.

Apesar de defenderem a “responsabilidade social e ambiental”, incontáveis corporações praticam mesmo a informalidade ampliada, a flexibilidade desmedida e a precarização acentuada. A exceção vai se tornando regra geral. Aqui e alhures.

Ficam muitas indagações: que estranho mito foi esse do fim do trabalho? Terá sido um sonho eurocêntrico? Por que o labor humano tem sido, predominantemente, espaço de sujeição, sofrimento, desumanização e precarização, numa era em que muitos imaginavam uma proximidade celestial? E ainda mais: por que, apesar de tudo isso, o trabalho carrega consigo coágulos de sociabilidade?

Estas e outras tantas indagações a 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, nesta fotografia sem retoques do trabalho global, nos ajuda a refletir.

Publicado no Correio da Cidadania de Ricardo Antunes é professor titular de Sociologia do Trabalho na UNICAMP. Autor, entre outros livros, de Os Sentidos do Trabalho; Adeus ao Trabalho? e Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil, Vol. I, II e II.