Cientistas propõem “vacina” para imunizar as pessoas contra notícias falsas


Notícias falsas na internet

De acordo com a BBC, os pesquisadores dizem que expor as pessoas “de forma preventiva” a uma pequena dose de informações erradas pode ajudar a evitar que elas confundam boatos com a verdade.

A ideia da “vacina” veio após a observação dos noticiários sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos e a guerra na Síria. O chefe do estudo, o psicólogo Sander van der Linden, do Laboratório de Tomada de Decisões Sociais da Universidade de Cambridge, explica que a desinformação pode ser espalhada e multiplicada como um vírus.

A ideia é oferecer um repertório cognitivo que ajude a construir uma resistência à desinformação para que, da próxima vez, ao ser exposta à notícia falsa, a pessoa esteja menos suscetível

Os cientistas usaram técnicas da psicologia cognitiva, que relaciona e associa o processamento humano e animal da informação com processos eletrônicos. Nos testes, as reações das pessoas às notícias de consenso geral sobre a mudança climática foram comparadas com a campanha que divulgou ideias falsas sobre o tema.

No momento em que as informações foram mostradas em oposição, as notícias falsas se sobressaíram às verdadeiras e as pessoas voltaram a ter a opinião que tinham antes do início do estudo.

Depois, os pesquisadores acrescentaram pequenos alertas que colocavam em dúvida a credibilidade da informação falsa, o que ajudou a manter a opinião das pessoas mais próxima da notícia verídica.

Em uma outra fase da pesquisa, os grupos receberam as chamadas “vacinas”, uma delas, descrita como inoculação geral, foi aplicada com o alerta de que “alguns grupos com motivação política usam táticas que induzem ao erro para tentar convencer o público que há muita discordância entre os cientistas”.

Outra vacina, denominada de inoculação detalhada, acrescentou informações sobre a petição do Oregon, destacando que alguns dos signatários foram inventados, como Charles Darwin e a extinta banda Spice Girls, e que muitos não possuíam formação em estudos do clima.

A partir do experimento, os pesquisadores perceberam que as pessoas “vacinadas” não foram impactadas com a notícia falsa. Segundo os cientistas, o estudo aponta que as técnicas de inoculação psicológica podem também ser usadas para promover o consenso científico.

Portal Imprensa

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