A sexualidade humana é boa, mas, eticamente, precisa ser controlada


Sexualidade

Toda essa breve exposição se faz necessária para uma boa compreensão antropológica da sexualidade humana. Entretanto, convém ressaltar que, atualmente, vivemos uma abertura intensa ao erotismo. Talvez, por isso, um dos maiores problemas éticos em relação à sexualidade contemporânea seja a dissociação desta, dos valores da sexualidade sadia, em que convivem harmoniosamente o sexo, o eros e o amor. Observamos que, atualmente, a sexualidade ganhou em quantidade, mas, perdeu em qualidade, culminando com uma “hipergenitalização” (VIDAL, 1988, p. 531).

Não obstante, R. Guardini reconhece que há um problema de ordem na sexualidade humana. Esse problema reside nas relações sexuais em que, por um lado, buscamos a felicidade (entendida como prazer) individual; e, por outro lado, somos pressionados por uma exigência de índole sociológica, pedagógica e cultural (GUARDINI, 1999, p. 507).

Em contraposição, encontramos no matrimônio a forma básica das relações sexuais, que acontece por nossa iniciativa própria e tem um caráter objetivo: unir um homem a uma mulher a fim de que ambos possam gerar filhos (Gn 1.26), constituindo uma família (Gn 2.24), garantindo a subsistência da nossa sociedade. Por tudo isso, faz-se necessário reavaliarmos a nossa sexualidade de à luz da compreensão cristã, apesar de toda a complexidade, as influências e os conflitos entre a sexualidade humana e o cristianismo.

Para tanto, devemos observar que, do ponto de vista bíblico-judaico-cristão, a sexualidade foi libertada do domínio dos deuses. Ela é o nosso princípio humanizador. Ela nos permite o encontro e a abertura para o outro. Ela integra o amor humano ao mistério salvífico. E, revela a plenitude do amor conjugal e virginal (VIDAL, 1988, pp. 553-562).

N. L. Geisler afirma que, basicamente, a Bíblia diz três coisas a respeito do ato sexual, a saber: é bom, é poderoso e, por isso, precisa ser controlado. Ele entende que a natureza do sexo é boa porque depois que Deus criou macho e fêmea Ele disse que era muito bom (Gn 1.31). Sendo assim, o sexo como parte integrante da criatura criada por Deus é muito bom.

Outra alusão a bondade do sexo é que Deus abençoou Adão e Eva para que eles se multiplicassem por meio da relação sexual (Gn 1.28). Percebemos o poder multiplicador do sexo. Ele foi utilizado para encher a terra (Gn 1.28). Ele tem o poder de unir o homem à mulher (Gn 2.24), e propiciar a ambos o prazer conjugal (Pv 5.18). Justamente por tudo que foi exposto o sexo precisa ser controlado.

Biblicamente, o meio para se fazer isto é através do casamento: um homem para uma mulher (Gn 2.24).

Conquanto se reconheça que a poligamia era no mínimo permitida por Deus (Gn 4.19; 16.3; 26.34; 28.9; 29.28; Jz 8.30; e, outros), ela não fazia parte do seu propósito inicial, ou
seja, ela foi permitida, porém não havia sido planejada (Gn 2.18; 2.24; 4.23; Dt 17.17; 1Rs 11.1-3).

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