Somos mais de 200 mil vozes unidas por uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos


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Na última semana, entregamos na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro quase 210 mil assinaturas de pessoas de mais de 20 países que se posicionaram em defesa dos direitos humanos ao assinarem a petição “Rio 2016: A violência não faz parte desse jogo!”.

Nas próximas semanas, faremos a entrega também ao Comitê Olímpico Internacional. Fazemos questão de te manter a par das respostas e resultados da nossa mobilização, e informaremos por e-mail sempre que tivermos novidades. Afinal, sem a sua participação, essa campanha teria bem menos força.

Também na última semana, lançamos o balanço “Legado de Violência: homicídios pela polícia e repressão a protestos na Olimpíada Rio 2016”, onde estão detalhadas as violações de direitos humanos no campo da segurança pública durante a realização dos jogos #Rio2016.

Promessas não cumpridas

Embora o dossiê de candidatura da Rio 2016 prometesse uma cidade segura para todas e todos, o que vimos na prática foi o oposto: a lógica da guerra que orienta a política de segurança pública no estado resultou em repetidas violações de direitos humanos, tanto na repressão aos protestos quanto no aumento dos homicídios em operações policiais antes e durante o evento esportivo em si.

Representantes do Comando Geral da Polícia Militar do RJ afirmaram que os números iniciais consolidados pela polícia indicam 12 pessoas mortas como resultado de operações policiais na cidade do Rio entre 5 e 21 de agosto, e outras 44 pessoas mortas em eventos onde as forças de segurança não estavam envolvidas.

A PM do estado do Rio de Janeiro também relatou à organização que, durante os Jogos Olímpicos, esteve envolvida em 217 confrontos (tiroteios) durante operações de segurança no estado do Rio. As operações de segurança com o uso excessivo de armamentos pesados também colocam agentes policiais em risco. Pelo menos dois policiais foram mortos em serviço na cidade nos primeiros dez dias da realização dos jogos.

A maior lição que podemos tirar da realização da Rio 2016 é que este modelo de megaevento realizado às custas de violações direitos humanos não é aceitável ou bem-vindo em cidade alguma do mundo. Não faz sentido promover medidas que beneficiem apenas uma parcela da população, enquanto cidadãos e cidadãs da mesma cidade sofrem com os impactos cruéis da realização dos jogos.

Seguimos, esta mobilização não pode parar.

Com esperança, sempre,

Jandira Queiroz
Assessora de Ativismo e Mobilização
Anistia Internacional Brasil

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