América Latina soberana e popular


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A conjuntura política na América Latina agrava-se em prejuízo das classes populares. Os avanços sociais e as liberdades democráticas conquistadas nos últimos anos estão sendo postas em xeque pelas classes dominantes e suas elites políticas que, acostumadas com o monopólio das riquezas, não aceitam mudanças, mesmo que pequenas, nas regras do jogo que permitam a ampliação da participação popular.

Essas elites não atuam isoladamente. Contam, internamente, com o apoio de parcelas das camadas médias, enquanto que, externamente, encontram-se articuladas aos interesses dos grandes conglomerados econômicos e financeiros do imperialismo.

Evidência dessa articulação de interesses foi a reordenação política do continente nos anos 1990. Ao serem essas forças conservadoras e reacionárias obrigadas ao recuo com a derrota das ditaduras civil-militares na década de 1980, logo se reorganizaram na região e estabeleceram governos de perfis político-ideológicos neoliberais.

A contestação ao neoliberalismo veio na década seguinte com a chegada ao poder, em diversos países do continente, de governos comprometidos com agendas sociais, como na Venezuela (1999), no Brasil (2003), na Argentina (2003), na Bolívia (2006), em Honduras (2006), no Equador (2007), no Paraguai (2008), no Uruguai (2010). Essas eleições demonstravam que tais agendas passaram a se impor, de forma central, na conjuntura política latino-americana. As tensões, contudo, não tardaram a se agravar tão logo alguns desses governos ousaram, também, mexer nos privilégios do imperialismo.

A resposta das forças conservadoras e reacionárias foi, como de costume, alterar as regras do jogo pela truculência. A primeira investida foi contra Hugo Chaves, da Venezuela, em 2002, com o golpe fracassado. Ao mesmo tempo, a pressão e a tentativa de desestabilização foram constantes, como se pode confirmar com as investidas contra seu sucessor, o presidente Nicolás Maduro, eleito em 2013. O mesmo ataque ocorreu com Cristina Kirchner, presidente da Argentina entre 2007 e 2015, que igualmente sofreu ações com o objetivo de comprometer a solidez de seu governo, tanto por pressão interna quanto externa.

Percebe-se que a velha estratégia de domínio imperialista que conta com o eterno apoio das classes dominantes e frações das camadas médias ainda permanece ativa. Nesse sentido, podemos apontar, ainda, os golpes contra o presidente Zelaya de Honduras, em 2009, e o golpe contra o presidente Lugo do Paraguai, em 2012.

A atual conjuntura brasileira não se encontra longe desse contexto. Para isso, destaca-se o fato de a embaixadora dos EUA no Paraguai, até às vésperas do golpe contra o presidente Lugo, a senhora Liliana Ayalde, ser a atual embaixadora no Brasil desde agosto de 2013.

Soma-se a essa conjuntura, e de forma preocupante, o retorno do neoliberalismo na Argentina. Há uma situação que expõe os reais interesses das ações políticas das forças ligadas ao imperialismo: o avanço sobre as conquistas populares e da classe trabalhadora.

Diante desses fatos, a Casa da América Latina (CAL) alerta para os riscos que pairam sobre os povos do continente e vem a público repudiar as intervenções de desestabilização da ordem política promovida pelo imperialismo e seus aliados. Ademais, a Casa da América Latina defende, de forma intransigente, as conquistas sociais e as liberdades políticas, além de denunciar as manobras golpistas que rondam a América Latina!

A Diretoria
Casa da América Latina

🙂

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