A força da mulher na política


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Encerrada mais uma eleição, e a história se repete. A despeito do aumento significativo da participação da mulher na política brasileira, no último pleito municipal, mesmo assim, ela ainda é minoria neste segmento. A explicação para este fato, é, sem dúvida, de que as mulheres ainda sofrem preconceito. O aumento da participação das mulheres nas campanhas eleitorais ainda não se reflete nas urnas. As mulheres representam hoje cerca de 52% da população, mas nas candidaturas, entretanto, viram minoria. Na corrida presidencial, as mulheres Dilma e Marina Silva tiveram, juntas, quase da 75% da preferência do eleitorado brasileiro. Em contrapartida, foram eleitas apenas 44 deputadas federais e 12 senadoras – um total de 56 mulheres no Congresso Nacional.

Petista, a eleita Arlete Sampaio, de volta à Câmara Legislativa, sustenta que a candidatura da correligionária Dilma Rousseff à Presidência da República incentivará a participação da mulher na vida política. “O cenário está mudando. Durante a campanha, ouvi muita gente me dizer: ‘Desta vez, vou votar em mulher!'”, conta. A novata Liliane Roriz defende que quanto mais mulheres no parlamento, melhor. “Os homens não sabem jogar limpo, com amor, com o coração”, comenta ela, que rejeita qualquer título de musa: “Isso é uma grande tolice”.

Na verdade, o voto em mulheres quebra paradigmas, mas, por enquanto, não consegue conter a força da cultura patriarcal. Os cargos públicos deveriam refletir a sociedade. As mulheres são mais da metade da população e do eleitorado. Como temos porcentagens tão ínfimas? É claramente um deficit democrático.

O curioso é que os próprios grupos femininos que incentivam a mulher participar da política, dizem que a proporção de mulheres eleitas em 2010 está dentro do previsto. E há coerência nisso, pois a presença feminina na política não tem crescido. O aumento do número de candidatas pode até dar essa impressão, mas não é verdade. Ainda há muitas barreiras partidárias e financeiras.

Há uma luz no final do túnel, pois a arena política, tradicionalmente vista como local de debates arraigados de valores patriarcais tem sido aos poucos, conquistado pelas mulheres. De um modo geral, já se pode falar da visibilidade, ainda que diminuta, feminina nos processos eleitorais, atividades no Parlamento, no aparelho estatal; enfim, no campo político brasileiro.

Com a eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República, a participação da mulher na política passou a ser indispensável. Na prática mostram que elas são mais sensíveis em relação às questões sociais e têm o poder de humanizar mais a gestão pública.

Mas, nessa guerra dos sexos, a verdade é que o homem tem um raciocínio mais exato e econômico, enquanto a sensibilidade feminina se volta mais para as questões sociais. Não podemos desprezar nenhum dos dois, mas precisamos chegar a um equilíbrio. Mesmo que inconsciente, o eleitorado ainda leva em conta o gênero do candidato na hora da escolha. Ainda existe uma cultura machista. E essa cultura, como qualquer outra, depende, geralmente, de um longo processo de maturação. Mas um dia se torna realidade. Quem sabe ocorra já nas eleições de 2014!

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