UNESCO vai traçar Plano de Ação para proteger jornalistas


Ao longo dos últimos dez anos, mais de 500 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram assassinados e um número ainda maior de profissionais foi ferido no exercício de suas funções. A grande maioria dos ataques não envolveu correspondentes de guerra, mas repórteres trabalhando no próprio país, geralmente em tempos de paz, cobrindo histórias locais. A maior parte dos responsáveis continua impune.

Ataques contra jornalistas incluem sequestros, tomá-los como reféns, intimidação, perseguição, prisão e detenção ilegal. Cada vez mais, o assédio sexual é usado para silenciar jornalistas do sexo feminino.

Diante desta situação, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) realizará no dia 13 de setembro, em Nova York, uma reunião interagencial do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC) para buscar formas de aumentar a segurança dos jornalistas e combater a impunidade dos responsáveis por atos criminosos contra estes profissionais. O objetivo é traçar um Plano de Ação das Nações Unidas para garantir aos jornalistas o pleno direito de exercer a profissão, além do direito de liberdade de expressão. Organizações internacionais, associações profissionais e ONGs participarão do encontro.

Os debates serão focados nas condições de segurança dos jornalistas em todo o mundo; pontos fortes e fracos dos instrumentos legais; e os desafios para o Sistema ONU. A reunião será transmitida pelo webcast.

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