Frente Negra Brasileira comemora 80 anos


Fundada em 16 de setembro de 1931, a Frente Negra Brasileira, o primeiro partido político da população afrodescendente do País, faria 80 anos nesta sexta-feira (16/9). A data será lembrada pela Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do Estado de São Paulo, nesta quinta-feira, 15 de setembro, em ato realizado na Casa de Portugal, na Liberdade (São Paulo capital), local onde estava instalada a sede da Frente.

O evento, que contará com a participação da Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania, Eloisa de Sousa Arruda, e do Secretário da Cultura, Andrea Matarazzo, traz ao público um painel sobre a história do partido político, a apresentação da Campanha “Por uma Infância sem Racismo” (UNICEF) e um espetáculo da Orquestra Filarmônica Afrobrasileira, regida pelo maestro José Polia.

O debate, marcado para as 19h, terá a participação do jornalista Oswaldo Faustino e de Vera Benedito, responsável pela Coleção Retratos do Brasil Negro, da Editora ‘Selo Negro’. A Frente Negra Brasileira foi extinta em 1935 pelo Estado Novo, de Getúlio Vargas. Em 1933, o grupo fundou o jornal ‘A Voz da Raça’.

“A Frente Negra foi a mais importante articulação política do movimento negro brasileiro”, afirma Antônio Carlos Arruda, Coordenador Estadual de Políticas para a População Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. “Foi um Partido político, com uma concepção de partido político”.

Por uma infância sem racismo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apresentará ao público presente no evento a campanha nacional sobre o impacto do racismo na infância, lançada em 2010. A iniciativa tem o slogan “Por uma infância sem racismo”.

Para o UNICEF, a discriminação racial não apenas persiste no cotidiano das crianças no Brasil, como também se reflete nos números da desigualdade entre negros, indígenas e brancos.

A campanha tem como objetivo mobilizar a sociedade brasileira para a necessidade de assegurar a equidade e a igualdade étnico-racial desde a infância. Para o UNICEF, o combate ao racismo implica valorizar as diferenças, promovendo a igualdade de tratamento e oportunidades para cada menina e menino no Brasil, o que ainda representa um grande desafio para o País.

Assim, busca-se contribuir com o debate nacional sobre direitos da infância e adolescência, envolvendo cada segmento da sociedade no esforço do combate ao racismo a partir do reconhecimento de sua existência.

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