Servidores municipais querem reajuste de 10%


Servidores municipais querem reajuste de 10%

Assunto foi tema de uma audiência pública na Câmara de Vereadores.

A reposição da inflação de 6,3%, mais um ganho real de 3,7%, cheando a 10%. Esta é a reivindicação dos servidores públicos de Ilhota para o reajuste salarial de 2011. O assunto foi tema de uma audiência pública realizada na última segunda-feira à noite na Câmara de Vereadores. De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Foz do Rio Itajaí, Eliane Aparecida Corrêa, a categoria desejava um reajuste total de 15%, mas optou em fixar em 10% para obter melhores negociações com a Prefeitura. “Os servidores fazem questão de receber um ganho real, não aceitamos apenas a reposição”, comenta.

A proposta inicial do prefeito Ademar Felisky (PMDB), é de aumentar os 6,3% da inflação dos últimos 12 meses. Propositor da audiência, o vereador Roberto Prebianca (PP) aprova a reivindicação do sindicato perante o Executivo. Para ele, a Prefeitura possui condições de pagar mais que a proposta 6,3%. “A arrecadação do municípío não cresceu? Todas as cidades da Foz do Rio Itajaí deram ganho real para os funcionários, só Ilhota vai ficar de fora? E por que o Executivo não mandou representantes para a audiência, não quer discutir?”, questiona.

A audiência deliberou por um requerimento ao Executivo solicitando o aumento de 10%. A Câmara se propôs a fazer sessões extraordinárias para votar o projeto, caso a Preitura desista da ideia de reajustar apenas em 6,3%. O sindicato deverá promover uma assembleia com todos os servidores no começo de junho, para decidir quais atitudes serão tomadas daqui por diante. “Temos outras questões para analisar em Ilhota, além do salário. As condições de trabalho na Secretaria de Obras será um deles. São muitas as denúncias de uma estrutura precária. Temos também a responsabilidade de resolver isso com a Prefeitura”, comenta Eliane. Não podemos pagar mais de 6,3%, diz prefeito O Executivo de Ilhota não possui planos de alterar a proposta de reajute em 6,3%. O prefeito Ademar Felisky (PMDB) conta que o orçamento da Prefeitura não previa uma inflação no valor e por isso, não haverá condições de pagar um reajuste maior. “A arrecadação do ICMS caiu. Nós já estamos operando no limite. Eu expliquei isso para o sindicato, não podemos gastar mais que arrecadamos”, explica.

Felisky se defendeu ainda, da acusação de não ter participado da audiência, nem ter enviado um representante. “O Executivo não participou porque negociamos o assunto direto com o sindicato. Uma evento desses na Câmara pode ganhar conotação política, que nada ajuda nas negociações”, declara. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Foz do Rio Itajaí, Eliane Aparecida Corrêa, discorda do prefeito. “Os servidores não são públicos? A população não tem o direito de exigir qualidade no atendimento? Então ela tem o direito de acompanhar as negociações salariais e nada melhor que uma audiência para fazer isso”, responde.

Fonte: Jornal Metas.

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